quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

O espaço do índio - #EuAvisei

Não podemos mudar os hábitos dos nossos indígenas, que lutam por pequenas áreas, para suprir  as necessidades. O número dos que perderam suas terras é imenso e hoje moram em beiras de estradas vendendo artesanato. Os que persistem se alimentam de peixes, cultivam a banana, mandioca e o milho. Utilizam outras plantas para uso medicinal e doméstico. Já temos notícia de que  FUNAI perde a sua função no trabalho com as demarcações de terras, no já anunciado 'desmanche do Estado'  pelo General Mourão. As terras indígenas ficam a cargo do Ministério da Agricultura e neste país de políticos atípicos, passa-nos a ideia de que índio não é gente, mas num passado, já distante, tivemos um político que arrancou notícias hilárias ao mencionar uma frase para falar de sua cachorrinha tão amada. Magri que era Ministro  do Trabalho disse que "cachorro também é gente" e que "salário de trabalhador é imexível." Num paradoxo com  o salário mínimo do ano que se inicia foi mexível, diria Magri "salário do trabalhador não pode ser é imorrível."   Temos não um avanço, mas um salário mínimo acanhado, desfalecido. #EuAvisei

As lições dadas pelos animais

sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

DIREITO PENAL (versus)

Resultado de imagem para foto de roberto barroso Saimos da Era PT, para uma  Nova Era, com expectativas de mudanças, que seria crucial para salvar o país. A esquerda anteviu o desastre da troca de governo e depositamos no STF  esperanças   para nos salvar de medidas fascistas. Um dos mais polêmicos foi o Ministro Luis Roberto Barroso com frases citadas:   'Nós criamos um direito penal perverso e seletivo, feito para prender menino pobre por 100 gramas de maconha' e  que   'o foro privilegiado é uma jaboticaba amarga'. Neste paraíso tropical as frutas são sempre lembradas, como a banana e então somos visto como sendo a República das Bananas. A goiabeira  também está em foco, e pelo visto no decorrer do  discurso penal, não passamos de bicho da goiaba, assim como temos assessores fantasma vendendo açaí. A advocacia vem sendo ironizada, ora por filósofos, ora por vendedores de laranjas com grandes sabedorias, desde a Idade Média aos dias atuais. O que mudou na ciência dos burros? Pelo visto nada! Divido a ciência em três pensamentos: os que fazem dela continuar a ciência dos burros, os que fingem que não conhecem a ciência dos burros e  os que conhecem bem a ciência dos burros. Salvo conduto, lembrando Erasmo de Rotterdam, que escreve Elogios da Loucura para homenagear um advogado, Tomás Morus por quem tinha grande admiração, cita Sísifo, condenado pelos poetas a rolar uma pedra montanha acima e assim que se aproximava do topo deixa escapar. Essa condenação mitológica corresponde ao que hoje se chama de prisão perpétua, pois o condenado rolaria a pedra por toda existência, e sem nunca atingir o ponto, o ápice. No Senado, Luis Roberto Barroso é sabatinado,  como um dos requisitos para se tornar Ministro do STF,  afirmou que o mensalão representa "um ponto fora da curva". Para Barroso a curva demonstra o funcionamento do direito em condições normais. Cada sentença judicial, cada ponto encontra o seu lugar perto de certo acordo de base: a curva, que representa uma espécie de sentença ideal a reunir casos semelhantes. O acordo de base passa perto da curva, mas não chega a ser tocado, não tangencial o que seria uma sentença ideal. Por que, pensou Barroso, dessa forma? Observe o direito e suas análises, e suas sentenças: Sísifo parte da base para chegar ao cimo em linha reta, com uma pedra, sem passar por perto de curva; Barroso imagina a base como um acordo que se faz, que seria o ideal, e por que não é? Sísifo, faz o esforço inútil, já que a pedra ao tocar o cimo, volta à base, e ambos, o ponto não toca a curva. As sentenças, as análises continuam como o próprio autor ironiza uma ciência de burro. 
Bibliografia: Café com poesia, Elogios da Loucura, p.25 e 26, Maria de Lourdes Cardoso

sexta-feira, 14 de dezembro de 2018

A 'EPIDEMIA' DO ESTUPRO

O estupro, não pode ficar só no âmbito da especulação, mas considerá-lo como uma epidemia que precisa de tratamento. Temos diante de nós uma sociedade doente. As crianças sem a defesa e nas mãos do estuprador familiar, guarda o silêncio segundo a sua própria narrativa ainda muito jovens ou só mais tarde na adolescência. Ainda criança, feita a descoberta, ela pode voltar aos brinquedos infantis, ou na pior das hipóteses  está diante de um caso complexo e de grande desafio para Psicólogos, Psicanalistas e Psiquiatras. Recorre-se ainda a Neurologia para exames e estudos de córtex para danos tardios. Entre os danos separo a cognição distorcida em que a pessoa tem uma imagem do mundo a sua própria maneira com a ética e moral que lhe é conveniente. Tem dificuldade de perceber a realidade mesmo sendo apontada, já criou seu próprio establishiman, mesmo com a redução e compreensão dos papéis que lhe são atribuídos, pois não lhe é permitido resolver os próprios. Todos os passos são de recalques e vive num mundo de pensamentos ilógicos. Cai na teia criada ao longo do tempo sem o tratamento, no drible de contos sobre experiências incomum na vida. 

ACHAMAN GUAÑOC: La evolución histórica de las lenguas indoeuropeas...

ACHAMAN GUAÑOC: La evolución histórica de las lenguas indoeuropeas...: Pese a la ausencia de fuentes escritas, el   protoindoeuropeo   (PIE) es una de los idiomas prehistóricos mejor conocidos por la ...

domingo, 18 de novembro de 2018

BRASILEIRO ENTRA NA IDADE DA PEDRA LASCADA

Percebo a preocupação da esquerda, que lutou arduamente pela permanência da Ex-Presidente Dilma Rousseff, com as escolhas de Bolsonaro para ocupar ministérios e embaixadas. Temer foi uma personagem nessa passagem histórica de golpe em um governo que se iniciava e  não o fez só. A Lava-jato fazia parte da estrutura montada para que se sustentasse a "nova era do KKK -  Ku Klux Klan". Por amostragem foi preso Eduardo Cunha, que fazia parte da quadrilha e da montagem do esquema. Na ideologia de exclusão do mais fraco, e aqui em um país  com predominância negra, serão eles, os excluídos. Temos ainda na base da pirâmide muita pobreza oriunda de várias nacionalidades, que aqui aportaram em diferentes épocas. Teremos um governo voltado para seus próprios umbigos sem nenhuma preocupação com  com "o outro". Muitos serão "os outros", mas bastava que fosse tirado do governo o Partido dos Trabalhadores que a grande nação sairia de uma crise e pregava-se um afundamento;  Temer  emergiria a nação do fundo do poço que foi aberto pelo fascismo intolerante, como afirmou  Senador Tasso Jereissati com a expressão, "Botei uma quadrilha ali". Arrependido, não pelo desastre  alheio, mas pelo próprio, os negócios iam mal. Nesse período de "glória", houve as eleições sem antes contar com a continuidade de Temer até o último dia do ano. Contou entre tantos com o candidato com a ideologia do KKK. Nada mais justo, que o golpe se dê pelo período, que será medido pelo grau de satisfação de todos ou pela volta à caverna do brasileiro. Na Era da Pedra Lascada, o homem não só lascava a pedra, era também um lascado, entre eles havia animais de grande porte, tinha plantações que eram pisoteadas,  não havia a governabilidade que garantisse a colheita das pequenas plantações, semelhante ao que  está sendo a anunciado.   Imagem relacionada

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ACHAMAN GUAÑOC: La Tierra está devorando sus propios océanos, ¿a d...: A medida que las placas tectónicas se desplazan y se introducen las unas bajo las otras arrastran al interior de la Tierra más agua de lo qu...

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Mi ventana

Delicados & Coloridos | briannadamra.tumblr.com 





                                  Mi ventana
                  ¿Qué tiene en la ventana?
                  _Lluvia! 
                  Que tiene en la ventana? 
                  _Plumas!
                  No, no, son flores de la primavera. 
             
                                           Maria de Lourdes Cardoso
                                           Do grupo "Café com poesia", uma colaboração para                                                                    18ª Feira do Livro de Torres/RS, nesta semana.
                                                                               

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

O HOMEM QUE CALCULAVA - Malba Tahan

     Escritor brasileiro que inicou sua carreira com o seu próprio nome, Júlio Cézar de Mello e Souza, sem sucesso. Mudou a sua história como escritor trocando suas origens com o pseudônimo de Malba Tahan, um árabe. Escreve o "O homem que calculava" em 1939 entre tantos outros.
     
     Um dos títulos do livro de Malba Tahan chama-se "Os quatro quatros". Diz o protagonista:
     "_ Repare que a soma de 12, dividido por 4, dá quociente 3. Eis, portanto, o 3 formando quatro quatros.
      _ E como vai formar o próprio número 4? Pergunta.
      _ Nada mais simples - explica Beremiz (o protagonista). O 4 pode ser formado de várias maneiras.
                  Eis uma expressão equivalente ao 4:
                                          
                                      4+ 4-4 
                                             4
     _ Observe que a segunda parcela 4-4 sobre 4, é nula e que a soma fica igual a 4. A expressão escrita equivale 4+0, ou 4." Segue o nosso narrador brincando, calculando mais um pouco com número 4. 
        Num outro capítulo entre tantos interessantísimos, porém muito longos encontrei um parecido com o cálculo matemático explicado pelo "nosso" ministro Palocci sobre a multiplicação do seu patrimônio em tão pouco tempo, também provável aluno do narrador. Chama-se "O problema dos 50 dinares."
                           Resumindo:
          Mercador
       "Pelo que acabo de ouvir o senhor é exímio matemático, nas contas e nos cálculos. Dar-lhe-ei de presente o belo turbante azul se o senhor explicar certo mistério encontrado numa soma, que a dois anos me tortura o espírito." Narrou o seguinte:
     "Emprestei certa vez a quantia  de 100 dinares, sendo 50 a um cheique de Medina e outro 50 a um judeu do Cairo."

      O medina pagou a dívida em 4 parcelas, assim:
      Pagou 20      ficou devendo 30
      Pagou 15      ficou devendo 15
      Pagou 10      ficou devendo   5
      Pagou   5      ficou devendo   0
      Soma  50      Soma                50  
      
 O cairota me pagou os 50 dinares em 4 parcelas, assim:

     Pagou 20      ficou devendo 30
     Pagou 18      ficou devendo 12
     Pagou   3      ficou devendo   9
     Pagou   9      ficou devendo   0
     Soma  50      Soma               51

     Existe a diferença de 1. Não fui prejudicado, diz o mercador. O que deu errado?
                     Explica o calculista:
     "Nas contas de pagamento, os saldos devedores não tem relação alguma com o total da dívida. Admitimos que uma dívida  de 50 dinares fosse paga em 3 prestações:"

      A primeira de 10        ficou devendo 40
      A segunda de   5        ficou devendo 35
      A terceira de  35        ficou devendo   0
      Soma              50        Soma               75
            
       Explica o calculista:
     "A primeira soma é 50 ao passo que a segunda soma é 75, mas podia ser 80, 90, 100, 260 e 800, ou qualquer número. O mercador entendeu tudo e deu de presente o turbante azul que valia 4 dinares."
       Confira esta bela obra de Malba Tahan e fique com uma frase dele: "É preciso desconfiar sete vezes do cálculo, e cem vezes do calculista."