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quinta-feira, 15 de maio de 2014

PUERTO NATALES - La cueva del Milodon


No verão de 2013 estive em Calafate na Patagônia argentina e a programação não deixou espaço para explorar a região que para qualquer lado que se olhasse dava vontade de seguir. Na praia, naquele calor insuportável seguido de frequentes alagamentos, não tive outra alternativa, a fuga para lugar de paisagens tão diferentes, naquele clima hóstil, mas que compensaria ver aquele trabalho feito pela natureza com um capricho de enlouquecer qualquer um. Desci do avião desta vez em Punta Arenas em 2014, apenas pernoitei, parti no dia seguinte para Puerto Natales capital da província de Última Esperanza na região de Magalhães e também chamada de antártica Chilena. Foram percorridos 247 km em excelente ônibus com uma estrada invejável, sem contar que era só nossa. Ali me encontrava em Última Esperanza, nome dado pelos ingleses que fascinados pela região e pela semelhança climática com a Inglaterra partiram para a criação de ovelhas. A hostilidade climática os deixou por longa data abandonados pelos chilenos e assim formavam uma "colônia independente". A região que contava com bosques de lengas, um arbusto de excelente madeira, foi quase dizimada para formação de pastos, pertencente a família das Nhotofagaceace, de lenha branca e segundo informação uma madeira nobre. Fiquei já da primeira vez, na Argentina, apaixonada pelas lengas que mudavam de cor passando do verde escuro para o amarelo e apareciam os primeiros  ramos pintados de vermelho. No dia seguinte parti para um tour para conhecer Torre del Paine, mas antes visitamos "La cueva del Milodon" que fica a 24 km dali. La cueva (gruta) mede 200m de profundidade, 80m de largura por 30m de altura, está de frente para Sul e para os picos gelados muito próximo o que deixa o local muito frio. Foi descoberta em 1896, por Hermann Eberhard, um explorador alemão, junto do cerro Benitez com uma formação rochosa chamada Silla del diabo (Cadeira do Diabo). Esta gruta pelas condições climáticas não foi habitada pelo homem em época nenhuma, mas serviu para aprisionar animais para facilitar a captura. O animal que habitou o local e redondesas era de um tamanho colossal e pode ter habitado entre 13.500 até cerca de 5.000 atrás. A presença humana é datada de 6.000 a.C. como caçador.O Mylodon Darwini Owen era um mamífero que pesava 3 toneladas e a extinção pode ter sido através de mudanças climáticas que afetaram a vegetação, por erupções vulcânicas ou ainda pela caça. Belo caminho, de 250m, com plantas silvestres com flores brancas, percorri até a entrada da gruta e no alto das árvores se pode avistar muito mal um zorro (raposinha), mas tive a felicidade de poder encontrá-los novamente nas proximidades do Canal de Magalhães e assim sem assustá-lo saiu uma tímida foto. No mesmo local pode-se ler e ver as réplicas lá dentro do bichinho e lá fora de mais uns quatro animais que habitaram a Patagônia e entre eles o "cavalo sul americano", todos extintos, no final do Pleistoceno, da era Quaternária e final das eras do gelo e provável desaparecimento destes animais.










segunda-feira, 28 de maio de 2012

ILHA DE PALM BEACH - no Breackers

Fundado em 1896 em uma área de aproximadamente 23 hectares, toda costa de praia que abrange as terras do hotel são privativas. Batizado com o nome de Palm Beach Inn, o mega hotel sofreu dois incêndios e ficou flechado por 28 anos. A arquitetura foi inspirada na Villa Média Romana renascentista do século XV. Na reforma que durou apenas um ano, iniciada em 1924 foram necessários 75 artesãos vindos da itália, para pintar os afrescos do saguão e os salões. Dos salões que tive oportunidades de conhecer, o do café e um belíssimo salão com mesas para festas que estava aberto a visitação. A entrada (lobby) ou salão de alto requinte lembra o Palácio Cárega de Gênova com tapeçarias e obras de arte. Ali se hospedaram, a família Rockfellers entre tantos  poderosos, presidentes, nobres europeus, intelectuais e artistas, todos atraídos pelo luxo e beleza de seus salões preparados para festas intímas. No café havia uma pequena distinção, àqueles que se serviam de um determinado bife de frios e doces pagariam uma taxa de dez dólares acrescidas na taxa de hospedagem. Lembrei-me, então da burguesia européia, de Tólstoy quando em Anna Karênina ele narra: "burgueses para um lado e nobres para o outro" quando os russos visitavam os clubes na Alemanha, para aproveitar o último calorzinho do Norte. Naquele salão estava sentado Tólstoy próximo de mim, tão próximo que o meu café apesar da abundância e ser servido por garções, não teve o sabor do  mais humilde café. Com a crise americana e européia o hotel baixou de preços, podendo se passar uma noite por 300,00 dólares, pelo preço mais baixo, com o nome de Breackers  Hotel, desde 1926, seus proprietários são os descendentes de Henry Flager, o primeiro dono. Na classificação está entre os seis melhores hotéis americanos.