segunda-feira, 1 de agosto de 2011

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA - François Bégandeau

                        
      François nasceu em Luçon, na França. Iniciou a carreira profissional como professor, jogou futebol em Nantes, cantou e compôs letras e por fim escritor. Escreve o livro em 2006 e relata a hitória "do ponto de vista de um jovem e desajeitado professor de francês". Narra em primeira pessoa. É sua própria história. É verossímel. Verdade e ficção se misturam. O livro é um desabafo e também mostra a realidade de um colégio da periferia de Paris, onde ele deu aulas, vivenciou com diretores, professores e funcionários da escola. Esta narrativa é uma amostragem do que se passa nos colégios do mundo inteiro. Os alunos eram imigrantes oriundos de países que sofreram com guerras ou outros reveses. Eram africanos, paquistaneses, chineses e outros. Todos com dificuldades para entender a língua francesa. Faz um diário do conteúdo apresentado, relata aluno por aluno e sua maneira de dialogar com franqueza.

     Iniciou o ano letivo dando ordens:
    "__Que fique claro desde o início do ano: quero que, quando tocar o sinal, todos façam fila imediatamente. Cinco minutos para formar a fila, mais cinco minutos para subir, mais cinco minutos para se sentarem nos lugares, ao todo são quinze minutos de trabalhos perdidos. Tentem calcular um pouco o que isso representa, quinze minutos perdidos por aula durante todo o ano. À razão de vinte e cinco horas por semana e trinta e três semanas, dá mais de três mil minutos perdidos. Há colégios que trabalha uma hora sobre uma hora. Vocês partem com três mil minutos de atraso sobre eles. E depois a gente se espanta". Faço uma observação com o emprego de "a gente". Acredito que nos originais em francês ele escreveu: "E depois nos espantamos".
A aluna de nome Khoumba reclama dos períodos que não tinham uma hora, mas cinquenta ou cinquenta e cinco minutos.
     "__ Bom, bom, vamos corrigir: então uma frase com depois que (aprés que)..."
     "__ Ontem eu disse que após o depois que (aprés que), usa-se o indicativo."
    À medida que davam as resposta o professor aumentava a dificuldade e corrigia: "não use o passado simples (passé simple)...use o passado composto (passé composé)...é preciso usar o passado composto na frase inteira...ser e ter (auxiliares) não é a mesma coisa"
     "__Mas prô, não é obrigatório, a ação já está acabada quando a gente usa o depois que".
    Percebeu a dificuldade e continuou a explicar cada vez acrescentando algo novo como o subjuntivo, um tempo esquisito como o futur entérieur (futuro anterior) e inicia um novo dia narrando que ele não dormia, mas "eles dormiam". Sandra entrou, sem bater e as paredes balançaram.
O professor filosofa: "De um lado temos a existência. E o que é a existência. Em resumo é isso to be or not to be..."
      "__Prô, o senhor prefere ser ou não ser?
      __ Eis a questão.
      __ Eu prefiro ser".
     Dos vinte e quatro alunos apenas duas entenderam a expressão sentido de existência, que foi tema de casa.
     Na reunião da escola: "Eu proponho um projeto sobre as incivilidades. Eles não param de se insultar uns aos outros, seria necessário punir sistematicamente". O professor Guilles dá a sua opinião: "Lamento, mas estamos pagando as besteiras do ano passado. No ano passado, nas quintas, eles já aprontavam, teria sido suficiente dois ou três conselhos disciplinares para acalmá-los... eles nos desafiam o tempo todo.
     Retomando o diário de aula.
     "__ Prô isso não se faz, o senhor está "fulo" e desconta em mim, isso não se faz.
     __ Em primeiro lugar não se diz "fulo", diz-se o quê?
     __ Diz-se o que o quê?
     __ Use uma palavra verdadeiramente ideal da nossa língua, isso já melhora.
     __ O senhor está com raiva..."
     Aqui, o professor reforça o ensino da linguagem culta e nunca a linguagem popular.
     O professor pede Khoumba para ler um texto e ela não estava a fim.
    "__ A fim ou não você vai ler.
    __ O senhor não pode me forçar a ler".
    Na saída o professor escreve um bilhete aos pais da aluna explicando os termos da punição.
    "__ Peça desculpas.
    __ Desculpas de quê? Eu não fiz nada.
    __ Peça desculpas. Enquanto você não pedir, não vou liberá-la".
    Depois de resistência de ambos, de chamá-la de insolente, ela decide pedir desculpas.
    "__ Senhor, peço-lhe desculpas por ter sido insolente com o senhor".
    O professor lhe entrega o caderno e ela desce a escada, exclamando:
      "__ Não acho".
     Khoumba não se achava insolente e mais uma vez ofendeu o professor. Este volta para a sala e chuta uma cadeira que virou em trmbolhão. Reflete e levanta alguns pontos relacionados com os problemas da escola, da sociedade, o futuro, a igualdade, o trabalho e não se cansa de enumerar considerações e entre todas salientei uma: "Como os pais e parceiros externos da escola podem favorecer a sucesso escolar dos alunos?"
  Khoumba escreve. Resumindo: "Em todo caso, eu me comprometo respeitá-lo se for RECÍPROCO. De qualquer maneira eu também não olharei para o senhor, para que o senhor não diga que eu estou olhando com insolência. E, normalmente, numa aula de francês, deve-se falar do francês e não de sua avó ou irmão, por isso, a partir de agora, eu não falarei mais com o senhor."
De relato em relato ela narra o episódio das meninas que disseram a ela que todo o colégio estava sabendo:
   "__ Sabendo de quê? Pergunta o professor.
   __ Que o senhor nos insultou de vagabundas".
   De dentes cerrados:
  "__ Eu não as tratei de vagabundas, eu disse que em dado momento    vocês se comportaram como vagabundas, se você não compreende isso, a diferença, você está completamente por fora, coitada!"
   A discussão foi longa.
   "__ Prô, eu tenho uma pergunta, mas se eu fizer, o senhor vai me mandar para Guantânamo.
    __ Ah?"
    Este "ah" do professor sugere que isso seria uma boa idéia.
    Novos fuxicos vem a tona em aula:
     "__Eles dizem o quê? Insiste o professor para que a aluna fale.
     __ Hum, eles dizem que o senhor gosta de homens".
     Aproxima-se o final do ano e uma aluna chora e diz ao professor que estava perdida. Que não entendia nada.
Como professora que fui entendo perfeitamente a situação. Alunos com quinze anos que não saiam da quinta série e precisavam trabalhar, por ser muito pobres, como ajudantes em bancos e escritórios fazendo trabalhos de rua e precisavam de atestados que haviam terminado a quinta série.
     O professor faz provas simuladas e explica que fazê-la repetir a oitava série seria contraproducente. Iria colocá-la no Ensino Médio que se dividia em ensino geral, técnico ou profissionalizante. Esta maneira de pensar do professor foi correta, chega um momento que não há outra alternativa para o professor. Dá um incentivo ao aluno e sugere por exemplo o ensino profissionalizante. Com o correr do tempo poderá desaparecer as dificuldades e seguir uma outra carreira e nos países pobres a tendência é mesmo o abandono dos estudos em troca de trabalho.
     Entre as palavras escritas em francês, Ming um chinês escreve entre muitas a palavra austríaca. O professor explica o significado de todas as palavras e virando-se para Ming, disse-lhe: "que austríaca era de fato bastante conhecida, mas que, bem, na verdade era um país pequeno, que ninguém se importava muito com os austríacos. Mesmo assim, você conhece o país chamado Áustria, Ming?
   __Não".
   O professor diz a Ming que não precisa esquentar a cabeça porque é um país sem nenhama importância para o mundo, para a Europa. Pergunta para a turma:
    "__ Alguém aqui conhece um austríaco célebre".
    Nenhuma aluna levantou a mão. Novamente o professor falou aos alunos que se uma bomba tirasse a Áustria do mapa, ninguém perceberia.
     Neste diálogo com os alunos o professor perde a aportunidade de falar sobre a Áustria ou não havia dormido ou não sabia nada sobre ela. Poderia ter falado de Sigmundo Freud, pai da psicanálise que nasceu e estudou na Áustria, de Strauss que também nasceu lá e compôs valsas que são tocadas sobretudo na França e a mais conhecida delas "O Danúbio azul", nome tirado do principal rio que corta o país. Mozart também austríaco com as famosas "Sinfonias" e a dominação da Áustria por um perído de quase 300 anos no centro da Europa e reação da Áustria contra Napoleão Bonaparte quando do Primeiro Império Francês criado por ele. 
O professor encerra o ano reforçando a liguagem culta: nunca diga a gente no lugar de nós. "Bem, escreve o autor, vou voltar a oralidade, lembro que não é porque a questão pede para vocês escrever um diálogo que precisam escrever como falam, entenderam? Aliás, ninguém consegue escrever como fala, é impossível, o máximo que se consegue fazer é dar uma impressão de oralidade, só isso..."
    Uma bela obra, franca e em nenhum momento ele ficou preocupado em relatar a verdade, a inexperiência como professor.
Nas minhas turmas sempre havia surpresas e embaraços de turma para turma com situações diferentes e com grande dificuldade para resolver os problemas. Mocinha de dezesseis anos com acesssos de risos permanente (drogada) na turma da noite. Adolescentes que faziam da escola ponto de encontros para simplismente perturbar. Adotei um sistema de fichas. Todos deveriam copiar a matéria de português no caderno pegando as fichas sobre a mesa e recebiam explicações individuais. Estes que só queriam bagunçar afastaram-se porque perderam o interesse. Não havia mais nada escrito no quadro e não havia mais provas. Foi a solução para se ter paz. A política do governo é sempre a de prender o aluno e nunca afastá-lo. Só que esses que perturbam se veem livres para fazer o que querem e a escola não tem mecanismos para conter a indisciplina...
    O autor ficou em sala de aula por sete anos eu fiquei por onze insupostáveis anos, com exceção de alguns com crianças de oito, uma oitava série do curso supletivo em colégio particular. Leitura para pais e professores numa época que estamos discutindo gramática portuguesa com erros, adotada pelo Ministério da Educação.



























domingo, 31 de julho de 2011

ENTRE OS MUROS DA ESCOLA - François Bégaudeau

    François nasceu em Luçon, na França. Iniciou a carreira profissional como professor, jogou futebol em Nantes, cantou e compôs letras e por fim escritor. Escreve o livro em 2006 e relata a hitória "do ponto de vista de um jovem e desajeitado professor de francês". Narra em primeira pessoa. É sua própria história. É verossímel. Verdade e ficção se misturam. O livro é um desabafo e também mostra a  realidade de um colégio da periferia de Paris, onde ele deu aulas, vivenciou com  diretores, professores e funcionários da escola. Esta narrativa é uma amostragem do que se passa nos colégios do mundo inteiro. Os alunos eram imigrantes oriundos de países que sofreram com guerras ou outros reveses. Eram africanos, paquistaneses, chineses e outros. Todos com dificuldades para entender a língua francesa. Faz um diário do conteúdo apresentado, relata aluno por aluno e sua maneira de dialogar com franqueza.
     Iniciou o ano letivo dando ordens:
     __Que fique claro desde o início do ano: quero que, quando tocar o sinal, todos façam fila imediatamente. Cinco minutos para formar a fila, mais cinco minutos para subir, mais cinco minutos para se sentarem nos lugares, ao todo são quinze minutos de trabalhos perdidos. Tentem calcular um pouco o que isso representa, quinze minutos perdidos por aula durante todo o ano. À razão de vinte e cinco horas por semana e trinta e três semanas,  dá mais de três mil minutos perdidos. Há colégios que trabalha uma hora sobre uma hora. Vocês partem com três mil minutos de atraso sobre eles. E depois a gente se espanta. Faço uma observação com o emprego de "a gente". Acredito que nos originais em francês ele escreveu: "E depois "nós" nos espantamos".
     A aluna de nome Khoumba reclama dos períodos que não tinham uma hora, mas cinquenta ou cinquenta e cinco minutos.
    __ Bom, bom, vamos corrigir:  então uma frase com "depois que" (aprés que)...
     __ Ontem eu disse que após o "depois que" (aprés que), usa-se o indicativo."
     À medida que davam as resposta o professor aumentava a dificuldade e corrigia: "não use o passado simples (passé simple)...use o passado composto (passé composé)...é preciso usar o passado composto na frase inteira...ser e ter (auxiliares) não é a mesma coisa"
    ___Mas prô, não é obrigatório, a ação já está acabada quando a gente usa o "depois que".
  Percebeu a dificuldade e continuou a explicar cada vez acrescentando algo novo como o subjuntivo, um tempo esquisito como o futur entérieur (futuro anterior) e inicia um novo dia narrando que ele não dormia, mas "eles dormiam". Sandra entrou, sem bater e as paredes balançaram.
     O professor ( narrador) filosofa: "De um lado temos a existência. E o que é a existência". Em resumo é isso "to be or not to be"..."
    __Prô, o senhor prefere ser ou não ser?
    __ Eis a questão.
    __ Eu prefiro ser.
    Dos vinte e quatro alunos apenas duas entenderam a expressão "sentido de existência", que foi tema de casa.
     Na reunião da escola: "Eu proponho um projeto sobre as incivilidades. Eles não param de se insultar uns aos outros, seria necessário punir sistematicamente". O professor Guilles dá a sua opinião: "Lamento, mas estamos pagando as besteiras do ano passado. No ano passado,  nas quintas, eles já aprontavam, teria sido suficiente dois ou três conselhos disciplinares para acalmá-los... eles nos desafiam o tempo todo".
     Retomando o diário de aula.
     __ Prô isso não se faz, o senhor está "fulo" e desconta em mim, isso não se faz.
     __ Em primeiro lugar não se diz "fulo", diz-se o quê?
     __ Diz-se o que o quê?
     __ Use uma palavra verdadeiramente ideal da nossa língua, isso já melhora.
     __ O senhor está com "raiva"...
     Aqui, o professor reforça o ensino da linguagem culta e nunca a linguagem popular.
     O professor pede Khoumba para ler um texto e ela não estava a fim.
     __ A fim ou não você vai ler.
     __ O senhor não pode me forçar a ler.
     Na saída o professor escreve um bilhete aos pais da aluna explicando os termos da punição.
     __ Peça desculpas.
     __ Desculpas de quê? Eu não fiz nada.
     __ Peça desculpas. Enquanto você não pedir, não vou liberá-la.
     Depois de resistência de ambos, de chamá-la de insolente, ela decide pedir desculpas.
      __ Senhor, peço-lhe  desculpas por ter sido insolente com o senhor.
      O professor lhe entrega o caderno e ela desce a escada, exclamando:
      __ Não acho.
     Khoumba não se achava insolente e mais uma vez ofendeu o professor. Este volta para a sala  e chuta uma cadeira que virou em trmbolhão. Reflete e levanta alguns pontos relacionados com os problemas da escola, da sociedade, o futuro, a igualdade, o trabalho e não se cansa de enumerar considerações e entre todas salientei uma: "Como os pais e parceiros externos da escola podem favorecer a sucesso escolar dos alunos?
     Khoumba escreve. Resumindo: "Em todo caso, eu me comprometo respeitá-lo se for RECÍPROCO. De qualquer maneira eu também não olharei para o senhor, para que o senhor não diga que eu estou olhando com insolência. E, normalmente, numa aula de francês, deve-se falar do francês e não de sua avó ou irmão, por isso, a partir de agora, eu não falarei mais com o senhor.
     De relato em relato ela narra o episódio das meninas que disseram a ela que todo o colégio estava sabendo:
     __ Sabendo de quê? Pergunta o professor.
     __ Que o senhor nos insultou de vagabundas.
     De dentes cerrados:
     __ Eu não as tratei de vagabundas, eu disse que em dado momento vocês se comportaram como vagabundas, se você não compreende isso,  a diferença, você está completamente por fora, coitada!
    A discussão  foi longa.
    __ Prô, eu tenho uma pergunta, mas se eu fizer, o senhor vai me mandar para Guantânamo.
    __ Ah?
    Este "ah" do professor  sugere que isso seria uma boa idéia.
    Novos fuxicos vem a tona em aula:
    __Eles dizem o quê? Insiste o professor para que a aluna fale.
    __ Hum, eles dizem que o senhor gosta de homens.
    Aproxima-se o final do ano e uma aluna chora e diz ao professor que  estava perdida. Que não entendia nada.
    Como professora que  fui entendo perfeitamente a  situação. Alunos com quinze anos que não saiam da quinta série e precisavam trabalhar, por ser muito pobres, como ajudantes em bancos e escritórios fazendo trabalhos de rua e precisavam de atestados que haviam terminado a quinta série. 
       O professor faz provas simuladas e explica que fazê-la repetir a oitava série seria contraproducente. Iria colocá-la no Ensino Médio que se dividia em ensino geral, técnico ou profissionalizante. Esta maneira de pensar do professor foi correta, chega um momento que não há outra alternativa para o professor. Dá um incentivo ao aluno e sugere por exemplo o ensino profissionalizante. Com o correr do tempo poderá desaparecer as dificuldades e seguir uma outra carreira e nos países pobres a tendência é mesmo o abandono dos estudos em troca de trabalho.
    Entre as palavras escritas em francês,  Ming um chinês escreve entre muitas a palavra austríaca. O professor explica o significado de todas as palavras e virando-se para Ming, disse-lhe: "que austríaca era de fato bastante conhecida, mas que, bem, na verdade era um país pequeno, que ninguém se importava muito com os austríacos. Mesmo assim, você conhece o país chamado Áustria, Ming?
     __Não.
     O professor diz a Ming que não precisa esquentar a cabeça porque é um país sem nenhama importância para o mundo, para a Europa. Pergunta para a turma:
     __ Alguém aqui conhece um austríaco célebre?
     Nenhuma aluna levantou a mão. Novamente o professor falou aos alunos que se uma bomba tirasse a Áustria do mapa, ninguém perceberia.
     Neste diálogo com os alunos o professor perde a aportunidade de falar sobre a Áustria ou não havia dormido ou não sabia nada sobre ela. Poderia ter falado de Sigmundo Freud, pai da psicanálise que nasceu e estudou na Áustria, de Strauss que também nasceu lá e compôs valsas que são tocadas sobretudo na França e a mais conhecida delas "O Danúbio azul", nome tirado do principal rio que corta o país. Mozart também austríaco com as famosas "Sinfonias". 
      O professor encerra o ano reforçando a liguagem culta: nunca diga "a gente" no lugar de "nós". "Bem, escreve o autor, vou voltar a oralidade, lembro que não é porque a questão pede para vocês escrever um diálogo que precisam escrever como falam, entenderam? Aliás, ninguém consegue escrever como fala, é impossível, o máximo que se consegue fazer é dar uma impressão de oralidade, só isso..."
     Uma bela obra, franca e em nenhum momento ele ficou preocupado em relatar a verdade, a inexperiência como professor.
      Nas minhas turmas sempre havia surpresas e embaraços de turma para turma com situações diferentes e com grande dificuldade para resolver os problemas.  Mocinha de dezesseis anos  com acesssos de risos permanente (drogada) na turma da noite. Adolescentes que faziam da escola ponto de encontros para simplismente perturbar. Adotei um sistema de fichas. Todos deveriam copiar a matéria de português no caderno pegando as fichas sobre a mesa e recebiam explicações individuais. Estes que só queriam bagunçar afastaram-se porque perderam o interesse. Não havia mais nada escrito no quadro e não havia mais provas. Foi a solução para se ter paz. A política do governo é sempre a de prender o aluno e nunca afastá-lo. Só  que esses  que perturbam se veem livres para fazer o que querem e a escola não tem mecanismos para conter a indisciplina...
      O autor ficou em sala de aula por sete anos eu fiquei por onze  insupostáveis anos, com exceção de alguns com crianças de oito, uma oitava série do curso supletivo em colégio particular. Leitura para pais e professores numa época que estamos discutindo gramática portuguesa com erros,  adotada pelo Ministério da Educação.  
  
   
    
   
   

domingo, 29 de maio de 2011

POR UMA VIDA MELHOR - gramática com erros - Heloísa Ramos

      A autora do livro "Por uma vida Melhor" mais conhecida pela gramática com erros, fala sobre o livro: "O ensino que a gente defende..." De que "gente" ela está falando, do Ministro, dela  e de quem mais? "... e quer da língua é um ensino bastante plural..." De que plural a professora está falando, não poderia ser mais clara? "...com diferentes gêneros textuais,..." Como que o professor vai agir para ensinar a criança a "diferentes gêneros de textuais" se a senhora já suprimiu o mais importante que é a linguagem culta aquela em que o cidadão sai escrevendo e falando para se engajar num Brasil melhor e para sua própria dignidade? "...com diferentes práticas, diferentes situações de comunicação para que essa desenvoltura linguística aconteça." Neste último seguimento da fala ela repete quando diz "diferentes práticas", "diferentes situações" deve ser o pluralismo. Mas vou focalizar a palavra "desenvoltura". Ela só podia fazer o fechamento deste texto com esta palavra. Por que? Quando ela retira do texto em questão o ensino da língua padrão ensinada nas escolas, o aluno vai sair com "desenvoltura" que é sinônimo de desembaraçado ou sujeito conversador fala de tudo mais não sabe nada, sinônimo de libertino e desonesto. É isto que a "gente" está querendo para as crianças do Brasil? Faltou no texto como desenvolver a criança para crescer e para enfrentar o que vem pela frente. Veja a diferença entre desenvolvimento e desenvoltura.
      Na íntimidade, no Planalto diz a professora, Haddad "patrocinou e distribuiu 488 mil exemplares do meu livro que ensina a falar errado está correto" Não é erro meu, está escrito desta forma. Também cometo os meus erros.
      Talvez, hoje não são tão íntimos. Esta gramática é uma pedra no sapato do filósofo e Ministro. Conhece aquele ditado "bota o bode" e "tira o bode"? O bode muitas vezes é necessário, mas num determinado momento começa a incomodar e então, "afasta-se o bode".
      Ela dá uma aula aos professores dizendo que está correto dizer: "Eu quero dois pastel", "Um copo de refri",  "nós pega o peixe" e "Posso falar os livro?" Sim é a resposta da mestra.
     Queridos professores: Kaspari, com nova edição em vários volumes, eu já presenteei ao meu filho, Evanildo Bechara e tantos bons gramáticos que o nosso país tem. Edwardo Lopes, aqui comigo, Jânio me auxiliando no latim. Os senhores estão de parabéns, dou-lhes graças por ter passado nos meus concursos e meu filho também.
      Voltando: "Nós pega o peixe". O erro do emprego do verbo que vem do latim "capere" 2ª conjugação, traduzido fica "capturar ou pegar" na 1ª conjugação. A mestra usa o Presente do Indicativo que fica assim vindo do latim, lingua mãe "morta"(a pessoa do verbo no plural e a declinação verbal no singular).  No singular: "Captus piscis" = "Eu pego o peixe" e no plural: "Caperunt piscis" = "Nós pegamos o peixe".  O professor não tem como escapar de ensinar o verbo no singular e no plural. É um crime e é mais uma língua morta. Matamos a mãe e agora a "gente"  mata o "filho". Cruz, credo e valha-me Deus, diria minha avó Inácia.
      Falando em linguagem popular, em correntes diversas, diz Jânio:..."Esta formação geralmente popular é inconsciente, pois só obedece a lei do menor esforço" Bravo Professor! Quando este professor fala em Morfologia eu destaco o substantivo por que sempre teve e sempre terá singular e plural, assim nos ensinou a lingua mãe (latim): No singular  "lex" e no plural "legis" todo estudante de direito sabe disto. Lei, leis na nossa belíssima língua, tão cultuada pelos nossos poetas e escritores. Depois que estudaram a gramática partiram então para o pluralismo estilístico.
     Finalizo com um apelo de Gilberto Amado, livro que está presente na família por 63 anos. A obra se chama Estudos Brasileiros. Ele se dirige à mocidade: "...se quiserdes servir o Brasil __ homem que cria a pátria, escrevei, falai, agi... Vereis talvez a direção da coisa pública escapar-vos da mão __ se escreverdes, se falardes, se agirdes, porque o Brasil tem horror de quem  escreve, de quem fala, de quem age". Emocionante.  Confira.




terça-feira, 24 de maio de 2011

MALDITOS CAÇADORES DE ANIMAIS

      Publiquei aqui sobre a descoberta de Safari no Mato-Grosso do Sul/BR. A fazendeira e ambientalista hospedava em sua própria fazenda estrangeiros para caçadas. Os caçadores fizeram um vídeo onde aparece a dona Beatriz Rondon com ar de felicidade porque haviam matado as onças que comiam as vacas. Só que a dona Beatriz não fala no vídeo de que todo o animal abatido pelas onças eram pagos pelo governo para deixar as onças em paz. Era uma onça fêmea Pintada e uma onça Parda. Onça Parda! Vocês conhecem uma onça Parda? Eu tenho dúvidas se conheço. Claro que não. Conheço o Puma. Também não. Estou confusa! Só quem poderia me ajudar seria os próprios animais vivos. Filmados. Dona Beatriz, "a protetora da fauna e flora", que todos imaginavam na cadeia porque o IBAMA com ajuda do Exército comprovaram a existência de tais caçadas, está livre. Ela só não usa colarinho branco porque gosta de roupas à moda africana. Aquele safari de brim, usado nas caçadas. Estão lembrados?
     O Correio do Povo, de hoje, trás uma reportagem sobre a descoberta de um filhote de veado-virá encontrado em  cativeiro em uma propriedade rural em Erval Grande/RS.Também em extinção. O proprietário encontrou-o e estava protegendo dos cães. O bichinho não pode mais entrar em contato com a natureza por não saber se defender.  Vai para o zoológico da Universidade de Passo Fundo/RS, depois de ser tratado. Histórias tristes. Não podemos nos apossar de filhotes, retirá-lo da natureza pois é Crime Ambiental. Se o animal está precisando de ajuda chame um veterinário e ele encaminhará para as organizações competentes. Onde estava a mãe do filhote? Porque estavam separados? Quando o caçador atira na fêmea não está pensando que ali na frente um filhote espera pelo leite. Malditos caçadores.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

FILHOS DAS TREVAS - Morris West

      Morris Langlo West, nasceu em St. Kilda em Victória, na Austrália (1916). Ficou doze anos em um mosteiro, mas não se ordenou padre. Conhecedor da religião católica, discordou de algumas posições da igreja. Foi crítico literário.  Em Filhos das Trevas ele critica o poder da igreja e a política. O enriquecimento da igreja mesmo após a guerra quando as crianças dormiam na rua e Nápoles tinha 200 mil pessoas desempregadas. "Dois representantes da igreja são fenômenos na batalha para adquirir fundos em nome da hierarquia eclesiática e das autoridades civis". Critica a formação dos padres, "a educação desenvolve-se com um século de atraso". Divide a pesquisa chamada de "Filhos das Trevas" em três livros: Ver Nápolis e Morrer; Luz nas Trevas e __O que se há-de fazer? Publica em 1957.

                           1º livro - Ver Nápolis e Morrer  
      O narrador nos da esta sensação, de morte. "Os vestígios da guerra erguiam-se por todos os lados".
      Inicia a narrativa dizendo que visitava a Casa dos Meninos, já no prólogo. Narra em primeira pessoa: "Estremeci como se alguém passasse por cima de meu túmulo".  Ele se apresenta como Mauro e é conhecido pelo menino como "gran scritore australiano".      
      Descreve Nápoles através da Rua dos Dois Leprosos: "estreitas gargantas de casa, entre as quais se veem cordas com roupas a secar como bandeiras de um triunfo de miséria". Belíssima e inteligente construção. É breve: ausência do adjetivo, com a presença de substantivos. "Vê-se que fervilham de vida." Esta frase  serve para mostrar a quantidade de pessoas que viviam em Nápolis e também a prole indiscriminada. Quem apresenta a cidade para Mauro é Peppino. Não descreve o personagem para não antecipar a história e também porque o leitor iria tomar como uma narrativa inverossímil. Vejo o trabalho do autor como verossímil, real e sem ficção. Foi para a Itália, lá passou uma temporada, por mais de uma vez  fala na pesquisa, ou seja na elaboração do livro.
      Veja o diálogo entre os dois:
      " __ Nove num quarto?
         __ Na cama. É grande, como pode ver.
         __ Todos?
         __ Que hão de fazer?
      Nas barache (barracas) dormiam quinze no mesmo quarto, como animais.
      "__ Acha certo, Peppino, que o ato sexual se realize diante das crianças, das moças e dos rapazes mais velhos...?" Mais adiante o narrador fala da promiscuidade, do primeiro contato sexual entre a moça e o irmão mais velho. Nem sempre este ato se confirmava e nem por isso ela se prostituia, mas em outros casos permaneciam juntos, unidos pela miséria. A prostituição era grande, mas havia as moças que pacientemente esperavam por um casamento o que era raro, pelo desemprego. Descreve o narrador: "Há na Itália hoje dois ou três milhões de mulheres que vivem na prostituição". A desordem não só causada pela guerra, mas também pelo descaso dos políticos (a corrupção), o clero, e o poder financeiro nas mãos de poucos, não havia nada. Veja pela estatística da prostituição. Assim era a Itália por volta de 1950 a 1956, quando Morris West fazia a pesquisa. Será que os brasileiros sabem em 2011 quantas prostitutas existem aqui? Próximo a rodoviária e zona Norte de Porto Alegre as prostitutas são vistas à luz do dia. O Estado como instituição não está preocupado com elas. São meninas que não frequentaram a escola ou sabem ler e escrever muito mal.  Não são poucas e nós não participamos de guerra alguma. Para onde foram o dinheiro dos nossos impostos? Porque essas meninas não tiveram assistência quando pequenas?

                             2º livro: Luz nas Trevas
      O título sugere que nem tudo está perdido. O trabalho de resgatar os meninos das ruas, acostumados ao que de pior existia, não era fácil. Estas crianças, bem como os adultos não acreditavam nos padres, não eram confiáveis. Os padres não tocavam no coração dos poderosos que frequentavam as igrejas. Isto irrita o narrador. Ele fala em dicotomia. Dicotomia de consciência,  o estrangeiro católico aceita bem ou mal  a participação do clero na ação social e nas reformas políticas ou cívicas. Veja a construção do narrador: " O padre é conhecido como homem e o homem como padre. No Mezzogiorno não era assim".
     O narrador mostra o trabalho do padre Borelli que se transforma em homem de rua (o mesmo que no início da narrativa angariava fundos para a igreja) para poder se aproximar dos meninos. Depois de muita luta consegue levá-los para igreja Materdi que havia sofrido com os bombardeios, mas tinha paredes e teto. A Luz nas Trevas é a esperança, o amor  e a dignidade humana levada às crianças abandonadas de Nápolis, porém dos ricos não vinham nada.
     Manobras de cunho econômico eram realizadas: "o Banco de Nápolis elevou os juros 17% aumentando o valor nominal das obrigações". "...industriais e banqueiros depositavam capitais nos cofres do Partido Comunista para obter certas garantias..." Muito dinheiro saiu também para os bancos americanos...
    "Nem um único dólar, certamente, chegou as  mãos de Borelli!

                           3º livro: __ O que se há-de fazer?
       A fuga dos italianos: Canadá, Estados Unidos, Austrália, Brasil e Argentina é mostrada pelo narrador. Se nós tínhamos alguma dúvida com relação aos imigrantes italianos, não deixou dúvida. Eles fugiram de uma pátria sem solução.
      Havia um objetivo para escrever este livro  e ele buscava. Encontra duas justificativas que ele coloca neste último livro: "O homem não é uma ilha. Uma nação também não o é, neste nosso mundo do século XX. Os pecados de uns recaem sobre as cabeças de todos. O castigo pode ser catastrófico". A outra: "...as crianças de Nápolis não tem voz; empenhei-me a dar uma. Uma criança não pertence a nenhum partido político; uma criança não tem nacionalidade. Assiste-lhe o direito de viver e o direito de esperar. Se estes lhe são negados, é um crime contra a humanidade que todo homem honesto deve denunciar". 
       O narrador insiste: "Uma vez mais o problema está na educação". Neste ponto ele se referia ao papel do clero. Multiplica o número de igreja pelo número de sermões e por aí vai...e a corrupção corria a solta no sul da Itália e muita miséria.
      Finalizou o livro dialogando com Peppino que superou tudo e hoje é um homem de bem:
     "__ No entanto, é verdade, Peppino. É verdade para os indivíduos, as sociedades e as nações. Se eu sou rico, não me agrada que me lembrem que há crianças que dormem nas sargetas. Causam-me mal-estar, azeda-me o vinho, estraga-me o repouso. Se tenho..." o autor prossegue, na mesma linha de pensamento.
     O narrador dá o desfecho: "São filhos do sol, embora vivem nas trevas dos bassi. Tem o fogo do Vesúvio no sangue, mas queima debilmente e mal se lhe nota a fumaça. São os herdeiros de três mil anos de história, mas vivem no vácuo da Europa, num ponto em que o progresso parou... vivem num tempo que não é tempo, mas uma síncope no meio dos séculos."
     Morris West, Mauro ficou difícil concluir este trabalho, pela emoção.
     Volta com Peppino a Casa dos Meninos: "e quando escrever seu livro, dirá que eu era seu amigo...non é vero? Belíssima obra, um único volume divido em três. Confira...
  
     

sábado, 7 de maio de 2011

SAFARI NO PANTANAL - crime ambiental

Já escrevi aqui sobre a matança de veados campeiros próximo de Porto Alegre/RS/BRASIL. Para os caçadores não há nenhum mal em matar os poucos animais que existem. Eles argumentam que há muitos por aí. Só que até o momento eu não me deparei com nenhum deles, isto significa que eu tenho que andar muito para fotografar um. Muitas pessoas ficavam surpresas porque eu não conhecia um gambá fora do zoológico. Eu tive o prazer de chegar da praia e encontrar dois filhotinhos que muito felizes brincavam num pequeníssimo jardim que tenho numa pequena área de 35 metros quadrados nos fundos de casa. A pelagem é linda e entre os olhinhos há um triângulo branco. Minha neta pergunta no telefone: __Como vão os teus gambazinhos vó? __São arteiros, escondem-se debaixo da churrasqueira e vão até o comedouro dos pássaros. Sobem também nos vasos e até sobre a mesa do pátio. Fico triste porque próximo daqui existe um riachinho imundo. Onde irão beber água os bichinhos, que vivem se escondendo por causa da maldade das pessoas e pelo ódio dos cães?

terça-feira, 26 de abril de 2011

WIKILEAKS: uma Vitória Contra a Tortura

De: Ricken Patel - Avaaz.org (avaaz@avaaz.org)                                              
Para: Mª de Lourdes Cardoso
Duas semanas atrás, mais de 500.000 apoiadores da Avaaz de todo o mundo apelaram ao Presidente Obama para ele interromper o isolamento brutal e tratamento desumano do Bradley Manning, supostamente responsável por vazar os documentos militares para o Wikileaks. Alguns dias depois, o governo dos EUA cederam a pressão crescente anunciando que Manning seria transferido para um prisão de segurança média e receberia tratamento adequado de saúde mental. Representantes da imprensa foram convidados a testemunharem o fim da tortura. A pressão pública funcionou!







domingo, 24 de abril de 2011

MINHA CAIXA E-MAIL - Dia Mundial do Livro env/JavieAmazings

JavieAmazings

-------------------------------------------------- ---------------------------Javier Armentia conversando com timo coleção Berto Go!
Publicado em: 24 de abril de 2011 07:00 PDT
Ontem foi comemorado o dia do livro, por isso apesar de um dia de atraso, aqui vai nossa recomendação pela amazings Javier Armentia que passaram pelo programa de bate-papo com Berto Buenafuente no esquema fraudulento coleção Go!
A viagem pelo sistema solar Licoti
Publicado em: 23 de abril de 2011 10:21 PDT
Licoti é um designer gráfico francês no site Deviant Art oferece uma fascinante galeria de imagens e gráficos de computador com motivos astronômicos. Entre eles está uma representação impressionante do sistema solar com mais de 30.000 pixels que você possa desfrutar do espaço criativo da wikipedia commons.
Com base nessa idéia e com Sylvafilms também fez um vídeo espetacular, que nos convida a sua viagem particular através do sistema solar. A união de música e desenhos simplesmente incrível.
Clique aqui para ver o vídeo




sexta-feira, 15 de abril de 2011

MAR DE ARAL - "nem mel, nem porongo"

 A degradação do meio ambiente começa a ser estudada pelos persas que já controlavam a irrigação com mecanismos de controle de assegurar o desperdício da água. Antes de 1918 havia um lago chamado Aral, a sua grandeza era de  690.000 km² e com uma profundidade que chegava em alguns pontos 45 metros. Era por todos chamado de mar. Mar de água doce, de um azul cobalto, alimentado pelos rios Sir Dária e Amu Dária. Ambos nascem no Planalto de Pamir também conhecido por  "telhado do mundo", na Ásia Central. Esta região com uma beleza incomparável, também chamada de   "montanhas celestiais".  Os dois rios  são conhecidos por "rios do paraiso". Não confundir com os dois rios que que servem de limite no Jardin do Éden, da mitologia cristã. Oriundos do derretimento de geleiras  das montanhas que chegam a 4500 metros de altura. A palavra "dária" significa "grande rio" ou simplesmente "mar". O Amu Dária é o maior rio da Ásia Central e o seu irmão Sir Dária está entre os 30 maiores rios do mundo. A força das águas vindas das montanhas originou o Mar de Aral.  O "mar deserto" fica entre o Cazaquistão e o Uzbequistão. Os dois países era beneficiados pelo mar que gerava emprego com a pesca, que era abundante. Ali navegavam grandes navios pesqueiros e havia a indústria do peixe.  O mar equilibrava o clima e amenizava os ventos siberianos e havia as quatro estações. A partir de 1930 os habitantes desenvolveram a cultura do algodão e fizeram canais que se iniciavam  nos rios. Os canais no caminho perdiam a água que se evaporava e se infiltrava no solo. Os produtos químicos usados na lavoura foram parar no Mar de Aral, provocando salinização e infiltrando no solo deixando as águas contaminadas. Morreram os peixes, morreram a fauna selvagem. O câncer elevou-se a nível de epidemia. O mar adoeceu e secou. No lugar da água existe areia e sal. Ainda existe na parte que era mais profunda água com muito sal. A cultura do algodão também definhou pelas terras contaminadas e pelo deserto. Em lugar de vento fresco há verões de quase 50° e invernos de menos 30° e sem data para acabar.Tempestades de areia também faz parte da região. Como diz o gaúcho: "nem mel, nem porongo". Expressão usada quando a erva-mate e o mel subiram de preço. O porongo é o mesmo que  cuia e o mel era colocado no mate para as mulheres e crianças. Aqui também temos rios e riachos agonizando... "nem mel, nem porongo".
Esta imagem foi tirada da Internet. Espero não estar infringindo qualquer direito, no momento solicitado devolverei.

domingo, 10 de abril de 2011

O TESOURO DO LAGO DE PRATA - Carl May

    Carl Friedrich May, nasceu em Radebeul, na Alemanha. Maio incorporou seus personagens a ponto de confundir o leitor. Escreveu este livro em 1891 após ter viajado para os Estados Unidos e ali viveu com o índio, o negro e o yankee. Era poliglota, e aprendia a língua viajando. Fez um romance de aventura, o melhor entre todos escrito por ele, escreveu na terceira pessoa. Pré-moderno, seus personagens são criados a partir de uma vivência com as viagens e assim  adjetivando-os como: altos, magros, barbudos, ruivos,  vai dando forma a cada um e surprendendo o leitor. Colocou-os em um navio  e aos poucos vão se conhecendo de forma que o leitor fica de cabelos em pé: o Mão de Ferro (homem forte), o Mão de Fogo (bom no gatilho) e o ruivo Brinkley?
   __ "Cruzes! Se aquele não é o ruivo Brinkley, quero ser enfumaçado e devorado com toda a casca. Tomara que ele não me reconheça!"
     A maioria dos personagens eram yankees e havia também o Coronel. Encontravam-se ali os respeitáveis Nintropan-haney e o seu filho Nintropan-hoomosch. Eles eram nada mais que dois nômades que vagavam pelas planícies e montanhas americanas, sem destinos: o "Grande-Urso" e o "Pequeno-Urso". Também a bordo o "alemão". Era o Preto Tom "célebre rafter".
     O navio era um saco de gatos, ou melhor um gatinho viajava ali. Dizia o proprietário do gato: acalmem-se cavalheiros, é apenas uma pantera negra, com três metros de comprimento, com três anos de idade e come um carneiro por dia. Ela dorme no caixão de madeira e alguém esbarrou nele. A pantera havia rosnado e fez o navio estremecer.
     Assim prosseguia a viagem de sobressalto em sobressalto. Uma bela leitura. Confira a qualidade literária de Maio.

segunda-feira, 28 de março de 2011

QUANDO NIETZSCHE CHOROU - Irvin D. Yalom

                                                                                                                                                                                                             Foi escrito pelo psiquiatra Dr. Irvin D. Yalom que nasce em Washington em 1931 e passa parte de sua vida em Stanford onde estudou e lecionou. Escreve o livro em 1992 e narra na 3ª pessoa  a história  acontecida entre 1880 a 1881. Um romance real, pois seus personagens são vivos. O narrador joga com a ficção e a realidade. Encontra-se a ficção, como por exemplo, quando há uma aproximação entre o Dr. Breuer, em Veneza, com a jovem Lou Salomé:

       "__ Dr. Breuer, sou Lou Salomé. Posso?
Fräulein Salomé precisava falar com o Dr. Joseph Breuer (psiquiatra) e apresentar Friedrich Nietzsche que estava doente. Mostra ao doutor uma carta de Richard Wagner para Nietzsche. Eis um pedaço da carta:
     "Vós estais doente! Vós também estais desanimado? Em caso positivo, gostaria tanto de fazer algo para afastar vosso desalento! Como devo começar? Nada mais devo fazer que não esbanjar, meus elogios irrestritos a vós.
     Aceitai-os ao menos, como um espírito amigável, ainda que vos deixo insatisfeito.
                                                   Saudações sinceras do vosso,
                                                                  Richard Wagner"
      Esta carta surpreende o doutor por se tratar de um respeitável mestre e respeitável compositor com seu ciclo de óperas 'O anel dos Nibelungos'.  O autor mostra um fato real. Wagner escreve realmente para o filósofo e até eram amigos. Salomé implora ao médico que trate de Nietzsche "através da conversa". Inicia aqui um romance psicológico e o tratamento. Lou Salomé foi uma bela jovem que fugia os padrões da época por seus romances com intelectuais, era vista como um mito pela sedução e de mulher sensível. Nasceu na Rússia, mas passou grande parte na Alemanha. Salomé na realidade esteve envolvida com Nietzsche. O autor mexe com um "caso" vienense que até o presente momento é motivo de estudos e curiosidades. O Dr. Breuer e a família Pappenheim vinham de uma longínqua cidade chamada Presbourg, hoje Batislava, capital da Eslováquia, ambos judeus da alta sociedade vienense. A personagem do nosso narrador chama-se Anna O. porque foi este nome que Breuer coloca nos seus apontamentos quando tratava da paciente de nome Bherta Pappenheim. Bertha era bonita, inteligente e com 21 anos teve uma crise de alucinações ao cuidar de seu pai que também adoecera. Breuer inicia o tratamento com um método chamado "catarse ou catártico", que consiste em fazer o paciente falar. Com a morte do pai, Bherta só reconhece Breuer. Anna, apesar de grande calor não toma água (hidrofobia). Ele aplica a hipnose, ela toma água e sente-se melhor com duas sessões por dia. O ciúme da esposa leva  Breuer a se despedir de Anna, mas é chamado  às pressas pois a sua paciente debate-se com dores de parto  histérico (pseudocyesis). Ipnotiza-a e parte no dia seguinte para Veneza com a esposa. A noiva de Freud, Mathilde, fica com ciúmes, escreve para ele que lhe responde em carta: "É preciso ser um Breuer para que tal aconteça". Descute-se em psicanálise métodos de ipnoses e que devem ser feitas somente por psiquiatras. Freud estudou e deixou escrito sobre sexo e "libido sexualis". A princesa Marie Bonaparte, amiga de Freud, escreve em seu diário: "No dia 16 de dezembro de 1927, em Viena, Freud contou-me uma história de Breuer [...]. A sequência é conhecida: a recaída de Anne, o fantasma da gravidez, a fuga de Breuer [...]." Freud relatou o caso e até publicou quando Breuer ainda era vivo e a sua filha antes do pai morrer lhe contou o que lera e ele confirmou.
     Freud  se formou em medicina em 1881 em Viena, era amigo da família, frequentava a casa do médico, fazia companhia a esposa, que estava amargurada e se queixava. Estudou em Paris no Hospital da Salpêtrière, foi  professor de grande destaque na época em neuropatologia e  delimita-se ao estudo clínico da histeria. Freud foi e será sempre atual no meio acadêmico, estudou e documentou tudo que aprendeu sozinho. O autor aproveita os estudos de ambos, bem como o tratamento de Bherta para elaborar o romance. Entra na intimidade das personagens quando Nietzsche e Breuer iniciam uma conversa. A paixão médico-paciente ficou insuportável e Breuer usa de estratégia para iniciar tratamento com o filósofo e psicólogo que se negava a se tratar, sofria terrivelmente e estava depressivo por ser rejeitado pela mulher que ele amava, a Lou Salomé. Ele troca o papel de médico passa a ser paciente de Friedrich e confessa a este a paixão que vinha sofrendo pela Anne. Este amor era secreto e a sociedade vienense não podia saber. Era um respeitável médico conhecido até fora da Áustria. O filósofo fazia sucesso como escritor e professor. De revelações em revelações Friedrich se abre com o Dr. Breur e aceita o primeiro tratamento num leito da clínica  do mesmo nome. Aqui eu quero destacar mais uma vez a diferença entre fato e ficção. Temos um fato, Bherta foi tratada com morfina, não caminhava, Breuer se apaixonou realmente por ela e segundo relatos ela também estava apaixonada por ele. A ficção quando o narrador mostra a realidade, com aparência de verdade, como por exemplo as idas e vindas ao hospital, segundo relatos.
          Romance cheio de espectativas e paixões. O leitor acompanha o tratamento ora do médico, ora do filósofo e da paciente. Ambos começam a sentir os efeitos. São os pioneiros da psicanálise: Breuer, Freud e com radicalismo psicológico Nietzsche.
     Para encerrar, o médico entra no quarto e se diz curado para o filósofo. "Os olhos de Nietzsche novamente se enchem de lágrimas, e ele mais uma vez tirou o lenço do bolso." Ambos agradecidos e amigos, despedem-se. O filósofo sai da Clínica e parte de Viena.
    O livro começa falando de Zaratustra e termina com Zaratustra (livro que Nietzsche esboça no início da doença). Confira você mesmo esta grandiosa obra e tente descobrir a ficção da verdade. Apaixonante.
























domingo, 27 de março de 2011

PORTO ALEGRE É DEMAIS

O porrto-alegrense festeja o aniversário da sua cidade. Não importa quantos anos. José Fogaça, em Brasília, quando senador fez letra e música que fala da sua cidade, das tardes de domingo...Há quem diga que Fogaça, quando por duas vezes senador, só fez pelo povo duas músicas: uma a cada oito anos. Pagamos pelas músicas. Fogaça me faz lembrar Gonçalves Dias na Europa com saudades do Brasil. Ele fez uma bela poesia que muitos conhecem: "Minha terra tem palmeiras onde canta o sábia, as aves que aqui  gorjeiam não gorjeiam como lá." Poeta de gabinete nunca se preocupou em entender de sabiás, de palmeiras, não deveria conhecer os problemas do Brasil.  Deve ter morrido sem  saber que sabiá não cantava na palmeira... 
Agora, entrevistado o povo na rua sobre Porto alegre, todos foram unanimes: decepção. O que seria "Porto Alegre é demais" é de menos. Buracos pelo centro, calçadas precisando de reparos. Lixos espalhados pelo chão e lixos amontoados em todos os bairros. Todos os riachos cheios de sacos plásticos, garrafas, móveis, pneus...Pichações, estátuas depedradas. Porto Alegre é demais. Não dá coragem de se pisar pelo centro porque ali a noite foi "privada" e depois lavada. É melhor lavar do que tomar uma outra atitude. Creolina jogada na parada do ônibus na Salgado Filho. Isto é demais. Porteiros de edifícios conhecem a realidade demais... Fogaça, a letra da tua música como a poesia de Gonçaves Dias tem nome. Isto se chama UFANISMO. UFA...é demais. Visitante, tome  um ônibus no centro de Porto Alegre e vá a um bairro. Confira é demais...

terça-feira, 22 de março de 2011

SÃO BERNARDO - Graciliano Ramos

Graciliano publica o livro 1934, em Palmeira dos Índios (Alagoas). Romance de ficção, linguagem regionalista, escreve na primeira pessoa e constrói um "eu protagonista". Ele se envolve na trama com o nome de Paulo Honório e passa a confessar a sua vida, num romance realista,  com provas de objetividade quando narra a luta para atingir o que quer a qualquer preço.  Seus personagens são vivos como em Machado de Assis  (D. Casmurro) e podemos fazer um paralelo entre Bentinho e Paulo Honório, ambos contam suas memórias.   Modernista da segunda fase quando se apresenta de forma transformadora, linguagem aberta e sem exposição. Ele é breve, abstem-se do uso de adjetivos e advérbios. Emprega os substantivos "uma estrada", "um pasto" e "uma serraria" para localizar a fazenda e para apresentá-la ao leitor. Decide escrever um livro e propõe que seja elaborado em parceria pela "divisão do trabalho"  com amigos que poderíam auxiliá-lo. Este projeto e está calcado no pensamento político do escritor, que significa cooperação e organização dos indivíduos numa sociedade. O projeto não deu certo. Não houve entendimento. Este resultado da não cooperação, da frustação era vista também na vida real do escritor. Pega o leitor de surpresa porque  nesta confusão já estão escritos as primeiras páginas.  Apresenta-se ao leitor como pessoa que cometeu um crime e ficou preso três anos, nove meses e quinze dias. Foi na prisão que aprendeu a escrita. Na formação do romance se vê três momentos distintos. Sociológico com o emprego da objetividade,  quando decide comprar a fazenda São Bernardo. A ascensão a qualquer preço. Usa de estratégia, coordena os passos a seguir para efetuar a compra. Mostra-se arrogante e usa da força como meio para atingir os objetivos. ''O meu fito na vida foi apossar-me das terras de São Bernardo, construir esta casa, plantar algodão, plantar mamona, levantar a serraria e o descaroçado, (...) Apertou o proprietário da fazenda que lhe devia. Vejamos o diálogo travado entre os dois: "São Bernardo não vale o que um papagaio rói." "Devo,não nego, como hei de pagar assim com a faca no peito?" "Deduzida a dívida, os juros, o preço da casa, entreguei-lhe sete contos e quinhentos e cinquenta mil-réis.Não tive remorsos." 
A casa que era de seu Paulo entrava no negócio. Era um lote com uma casa.  Neste caso "sem remorso" procura através do "eu", denunciar a podridão que vivia o sertanejo, a sociedade com desavenças e através da força resolvia os problemas, sem piedade, sem arrependimentos.
Recuou as cercas da fazenda que o extremante havia avançado depois que este apareceu morto deixando duas filhas empobrecidas. Avança um pouco  mais para fora dos limites legais. Trabalhou duro na fazenda fazendo-se respeitar pelos empregados, sem conversas, sem intimidades. A fazenda prosperou, o gado, a produção de algodão. Não faltou o açude e os patos-de-pequim. Recebeu o governador. Sem dúvida um homem próspero. Um burguês. Um coronel. Aborda um pré-capitalismo crescente na época.
    O narrador faz  uma pequena  pausa "com quarenta anos resolvido a se casar." Pôs os olhos na Madalena, uma normalista e o casamento estava consumado dentro de poucos dias. Nasce um filho. Eles já se desentendiam  desde os primeiros dias de casados.  Segundo momento psicológico (subjetivo). Dialoga com seus pensamentos. Sente ciúmes da Madalena . "Será? Não Será?" É a simbologia presente. Não dá para conversar com Madalena . Ela conversa com os empregados. Distribuiu roupas. Vestido de seda para a Rosa.  Preocupado seu Paulo via naquelas conversas um perigo que poderia tomar  outro rumo. Madalena era a favor da igualdade entre as pessoas,  com idéias socialistas. Aqui o narrador retrata o tempo sociológico.  O pouco diálogo que tinham eram ríspidos e sem entendimento. "O diabo." Chamava Madalena de comunista: "Conluiada com o Padilha e tentando afastar os empregados sérios do bom caminho. Sim Senhor, comunista." Ela não entrava no jogo de seu Paulo. Não se rendia. Todos os desentendimentos foram por causa de dinheiro. O material para a escola e assim por diante. Madalena entristeceu. Madalena deitada na cama, morta.  Suicídio.
Num terceiro momento ele faz uma outra reflexão psicológica (subjetividade) com uma análise do  "eu como protagonista". A queda do protagonista. Ainda censura Madalena, se não tivesse sido assim, poderia estar juntos. Sente-se infeliz. Analisa o seu Ribeiro. Homem bom, instruído que deixou o progresso o engolir. O piar da coruja que durante a narrativa ele menciona, agora provoca sobressaltos. Conta o tempo. Aqui, ele faz uma retrospectiva temporal. Já se passaram dois anos que Madalena se foi, dois anos difíceis.  "Julgo que me desmontei em uma errada...Continuo aqui em São Bernardo escrevendo:  Estraguei minha vida estupidamente... Se ao menos uma criança chorasse. Nem sequer tenho amizade a meu filho. Que miséria!...Os empregados dormindo. "Patifes!".  Quando o narrador se refere a Madalena "se ela não tivesse sido assim" e no final da narrativa na solidão da noite chama os empregados de "patifes", mostra o retrato de uma sociedade doente que não acorda. Diante do sofrimento, da fazenda com problemas, sem arrependidmentos, encerra o livro: "Devo ter um coração miúdo, lacunas no cérebro..." Deita a cabeça na mesa cansado.... Leia e confira a extraordinária narrativa de Graciliano Ramos um romance de propósitos críticos e de tomada de conscência.
Esta imagem foi tirada da Internet. Não quero infringir qualquer direito, assim que solicitada retirarei.

segunda-feira, 21 de março de 2011

A LUA E O PERIGEU p/Paco Bellido

Este castelo fica na cidade de Jaén. O local é conhecido por Cerro de Santa Catalina, fica no Município de Espejo província de Córdoba (Andalusia) na Espanha e construído na Idade Média. A Espanha é um berço de muitos castelos. Esta foto foi tirada no dia 19 de março quando a lua estava na proximidade máxima com terra, o perigeu.O fotógrafo Paco Bellido colocou a foto em seu blog "O beijo na lua" e amazings.es o  denominou de "superluna".  A foto foi feita com ajuda de um telescópio. Confira a matéria.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

JULIAN ASSANGE E OS UFOS

Irternautas, amantes da ufologia e eu estamos a espera de revelações sobre extraterrestres e assuntos relacionados a eles pelo blogueiro Julian, publicados aqui em dezembro/2010. O jornal britânico The Guardian promoveu um debate entre ele e internautas e uma das perguntas feitas foi sobre UFOs: "Senhor Assange, alguma vez já foram encaminhada para você documentos que tratavam do tema UFO ou extraterrestres?" Assange responde ao internauta dizendo que nos arquivos secretos "há sim, referência a UFOS". Garantiu que se vier sofrer algum tipo de ataque os arquivos serão publicados imediatamente, porque estão nas mãos de mais de 100 mil pessoas espalhadas pelo mundo inteiro. Esperamos que nada de mal aconteça a Julian e ele possa continuar na busca de assuntos secretos. Chega de mistério...

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

TRIBUNAL AUTORIZA EXTRADIÇÃO DE ASSANGE

Tribunal autoriza extradição de Julian AssangeO tribunal britânico não considerou válidos os argumentos apresentados pelos advogados de Julian Assange. Argumentaram que uma extradição para a Suécia como quer este país equivaleria a violar os direitos humanos do acusado.. Eles argumentaram ainda sobre o perigo de depois de deportado para a  Suécia esta o enviar para EUA. Lá correria o risco de enfrentar a pena de morte ou ainda ser enviado para a prisão de Guantánamo. Assange é visto pelo primeiro-ministro da Suécia como "inimigo público número um". Parece que tudo não passa de uma campanha de difamação do fundador Wikileaks por ter revelado segredos embaraçosos dos EUA e seus aliados, visto que as acusações que pesam sobre ele não são graves.

DOM QUIXOTE PARA CRIANÇA - Arnaldo Niskier

Arnaldo Niskier, Doutor em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, reconhecido aqui e  em  Portugal onde ele mantém contatos permanentes. Sem dúvida como um dos grandes educadores brasileiros está sempre em defesa da melhoria da educação e sempre apaixonado pelo ensino de boa qualidade. Preocupa-se com a realidade socio-cultural  do nosso país e com o futuro das novas gerações. Grande incentivador da leitura a partir do momento que a criança já saiba ler. Escreveu "Dom Quixote para Criança" literatura infanto-juvenil  adaptado do romance "Dom Quixote de La Mancha" de Miguel de Cervantes. Esta é uma sugestão para a meninada entre outras do autor.

domingo, 16 de janeiro de 2011

O PIB BRASILEIRO É TRUC DE FOU

       No portal de notícias do Correio do Povo na edição de Juremir Machado foi discutido o PIB brasileiro.  Discutia-se o PIB havia dobrado nos últimos quatro anos de um para dois trilhões. Discussão vai, discussão vem, lá pela tantas alguém que fazia parte da discussão disse que houve (ou talvez houve) uma "undesclosed-recipients". Será? É evidente que não. Falou-se então, num outro momento  em realidade do "ceteris paribus" e eu ali, lendo até o fim, depois do almoço quase tive uma indigestão, mas feliz por ter votado no Lula, pois cheguei numa conclusão, ele foi o único presidente que fez uma "truc de fou". Parabéns Prof. Dr. Leandro de Lemos (economista) e parabéns principalmente ao ex-presidente que recebeu os elogios. Confira na íntegra, vale a pena.
Editado em 16/01/11 https://www.facebook.com/oBarbudinho/videos/3429349503745659/9 27/07/2019

sábado, 1 de janeiro de 2011

"AURORA BOREAL" NO CÉU DA CHINA


Cientistas russos como a geógrafa Maria Gravilo estiveram no polo Norte a procura de uma possível abertura para o centro da terra. Além da camada de gelo, há  cadeias de montanhas  e abaixo somente mar. O acadêmico russo de ciências naturais Mark Sadikov fez o mesmo trabalho. Estão de acordo que a Terra é oca, com vários campos magnéticos. A aurora boreal para alguns, ainda  fica difícil de explicar, mas tudo indica que é um gás , que sai por alguma abertura no gelo. No polo Norte sopra uma curiosa corrente de ar quente, que "comprova" a teoria de que a Terra é oca. Platão defendia  vida no interior da terra. Edmond Halley, também  defendia campos magnétiocs e outras "coisas". Veja o vídeo com uma "aurora boreal" longe do polo Norte. Pesquisa no Pravda jornal russo (tradução de Dério Nunes).