terça-feira, 27 de dezembro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: DILMA ROUSSEFF - Na "terceira margem"

MEXENDO COM LIVROS: DILMA ROUSSEFF - Na "terceira margem": Vivemos tempos difíceis, estamos à deriva. Os bicudos não servem para beijos, mas são carcarás, que devoram como abutres. Dilm...

DILMA ROUSSEFF - Na "terceira margem"



Vivemos tempos bicudos, estamos à deriva. Os bicudos não servem para beijos, mas são carcarás, que devoram como abutres. Dilma foi colocada na "terceira margem", intocável, isenta de qualquer crime, mas ancorada só pela sociedade, que de resto foram jogados nas margens: direita e esquerda.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

FOI DADO MUITA CORDA AOS BOIS

Esta metáfora pode ser traduzida como um elástico que nos faz lembrar que serve para dar flexibilidade ao que precisamos. Observamos na medida que a sociedade brasileira caminha, em relação a desgovernabilidade e o desentendimento entre os Três Poderes, que chegamos ao rompimento do que seria um simples alongar. Examinadas as nossas leis por Procuradores, Juízes e outros dentro da área, fazem dela uma extensão e não está mais valendo o próprio código. As leis, à medida que sofrem emendas perdem o sentido original, a flexibilidade chega ao ponto de ser jogadas para o lado e esticada a corda até a jurisprudência. Sem judiciário, perdemos a democracia. A corda foi levada para um ponto, e não encontramos mais "o boi", que dava partida ao carro. Sem boi, sem carro, o país vai ser lembrado por se ter  "dado muita corda aos bois".



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Livro sugerido para a semana: Carl May - O tesouro do Lago de Prata

Carl Friedrich May, nasceu em Radebeul, na Alemanha. Maio incorporou seus personagens a ponto de confundir o leitor. Escreveu este livro em 1891 após ter viajado para os Estados Unidos e ali viveu com o índio, o negro e o yankee. Era poliglota, e aprendia a língua viajando. Fez um romance de aventura, o melhor entre todos escrito por ele, escreveu na terceira pessoa. Pré-moderno, seus personagens são criados a partir de uma vivência com as viagens e assim  adjetivando-os como: altos, magros, barbudos, ruivos,  vai dando forma a cada um e surprendendo o leitor. Colocou-os em um navio  e aos poucos vão se conhecendo de forma que o leitor fica de cabelos em pé: Mão de Ferro (homem forte), o Mão de Fogo (bom no gatilho) e o ruivo Brinkley?
   __ "Cruzes! Se aquele não é o ruivo Brinkley, quero ser enfumaçado e devorado com toda a casca. Tomara que ele não me reconheça!"
     A maioria dos personagens eram yankees e havia também o Coronel. Encontravam-se ali os respeitáveis Nintropan-haney e o seu filho Nintropan-hoomosch. Eles eram nada mais que dois nômades que vagavam pelas planícies e montanhas americanas, sem destinos: o "Grande-Urso" e o "Pequeno-Urso". Também a bordo o "alemão". Era o Preto Tom "célebre rafter".
     O navio era um saco de gatos, ou melhor um gatinho viajava ali. Dizia o proprietário do gato: acalmem-se cavalheiros, é apenas uma pantera negracom três metros de comprimento, com três anos de idade e come um carneiro por dia. Ela dorme no caixão de madeira e alguém esbarrou nele. A pantera havia rosnado e fez o navio estremecer.
     Assim prosseguia a viagem de sobressalto em sobressalto. Uma bela leitura. Confira a qualidade literária de Maio.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

REPÚBLICA DE CURITIBA - Libera passaporte

Resultado de imagem para Moro fez passaporte da República de curitiba Montagem sobre reproduçãoA Constituição brasileira é clara com relação a divisão do nosso território. Foi feito um plebiscito e  não tivemos os resultado, porque foi feito sem consultar as leis da carta magna. Perante os fatos relacionados com a falta de recursos aos estados, há momentos que aparecem aqui e ali a ideia de  dividir o país em Norte e Sul ou que volte a ser capitanias hereditárias ou comarcas de séculos passados, logo é jogada água na fogueira. Somos estacados, e não nos pronunciamos com relação ao que consta na Lei, mas o juiz Sérgio Moro, aceitou as brincadeiras que ironicamente eram jogadas sobre a capital do Paraná, a então "República de Curitiba" e distribui passaporte de entrada e saída da 'república'.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

'NON' PRECISA DESENHAR AS BANDEIRAS, Rosangela Elisabeth Muller!

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Japonês explica para Rosangela Elisabeth Muller, que bandeira do Partido dos Trabalhadores é branca por dentro e vermelha por fora e bandeira do 'Nippon' é o contrário. Japonês fez a bandeira vermelha por dentro com o Hinomaru, disco do sol  e branca por fora, porque japonês gosta do branco, da paz. Japonês explica que a bandeira do Partido dos Trabalhadores tem uma estrela branca e a da China tem uma estrela amarela, porque chinês gosta de amarelo e tudo na China é amarelo. A bandeira do Brasil é verde e amarela, e com estrelinhas brancas, num disco azul. Brasileiro tinha muito verde, muito ouro e céu grande, sobre as estrelinhas. Japonês manda ler história para conhecer todas as bandeiras para ver que não são iguais, mas algumas parecidas...todas tem um signo e um significado. 

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O Estrangeiro - Albert Camus


Li L'étranger, em 1980, com dificuldades de tradução e com o confronto dos fatos brasileiros, lembro Camus, com aquela narrativa estrambólica, no diz que me disse? Poderia ser uma narrativa diferente, mas nunca relatada. Por que ao ler as notícias brasileiras lembro do autor?  Meursault era o protagonista que recebeu um telegrama:

"Hoje mamãe morreu. 
Ou talvez ontem, não sei.
 Recebi um telegrama do asilo: 
"Mãe morta. Enterro amanhã. Sinceros sentimentos.
" Isso não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem." 

Diante dos fatos vivenciados aqui, leio o seguinte:

"Nem sei se há razões para a prisão de Eduardo Cunha”, diz Gilmar Mendes

Ao receber o telegrama, o protagonista vai ao enterro e tem o mesmo comportamento do Ministro citado:  "Hoje mamãe morreu. Ou talvez ontem, não sei". "Não sei se há razões para a prisão de Eduardo Cunha".
Quando me deparo com as manchetes diárias, me sinto uma estrangeira, que ainda não chegou ao crime, que não precisa de uma absolvição, mas condenada pela situação da frieza perante os fatos relatados todas as manhãs, ora emergindo num mundo concebível, ora submergindo, num mundo irrealizável. Não há mais o diálogo, há um esvaziamento na linguagem e nos desfamiliarizamos da coisa desconhecida ou nos familiarizamos com a coisa conhecida. Tentamos nos remeter, mas caímos na teia do mundo às avessas, no estranhamento, entramos na obscuridade, na dificuldade do relato. 
Nessa pós-modernidade, dessa linguagem tresloucada de temas absurdos, com o esvaziamento dos significados linguísticos, temos que engolir não a narrativa, mas o protagonista que levanta pela manhã e não sabe o que fazer com seus neurônios ou com o seu pudor. Pasmos, estéreis, com a paralisia das ações da "radical incompletude do homem num mundo degradado", vivemos aprisionados e para se adaptar a situação presente, nos refugiamos numa metamorfose.

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

SAVONAROLISMO - O que abunda!

Girolamo_Savonarola_(1452-1498)
O que abunda não prejudica, precaução demais não prejudica, cautela e caldo de galinha não prejudica. Nem o que abunda, nem a cautela, nem o caldo de galinha..., equilíbrio mental. (Quid abundat non nicere, abundat cautele non nocere, caute gallinacci  non nocere. Et abundantes, et prudentia, et gallinacci caute....sanitatem reducamus.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: PEDRO CARDOSO DUARTE - Salário de vereador

MEXENDO COM LIVROS: PEDRO CARDOSO DUARTE - Salário de vereador: Em 1945 os vereadores não recebiam salário nas capitais brasileiras. Em 1948 os vereadores de alguns municípios pequenos não compareciam...

PEDRO CARDOSO DUARTE - Salário de vereador

Em 1945 os vereadores não recebiam salário nas capitais brasileiras. Em 1948 os vereadores de alguns municípios pequenos não compareciam as reuniões semanais por que estariam trabalhando de graça. Muitos Prefeitos já haviam assinado o pedido das Câmaras para que fossem pagos seus proventos. Por volta de 1950 todos os municípios brasileiros pagavam salários para todos. O único vereador brasileiro que não aceitou receber o salário em dois mandatos consecutivos de 1956 a 1964 foi o vereador Pedro Cardoso Duarte/TORRES/RS/BR, sendo eleito Prefeito em 1964 a 1969, no período da Ditadura. Pedrinho, era assim que o chamavam compareceu durante 8 anos a todas as sessões da Câmara de Vereadores de Torres, sem receber um centavo. A primeira medida, após assumir a Prefeitura foi baixar o seu próprio salário, recebendo assim salário abaixo dos vereadores daquela Câmara. Havendo a discrepância, a Câmara se agitou e durante os cinco anos de gestão, teve minoria a seu lado.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ELOGIOS DA LOUCURA - Erasmo de Rotterdam

      Erasmo, nasceu Rotterdam, em 27 de outubro de 1465. Erasmo, derivado do latim e grego, Geraldo, nome de seu pai, e tornou-se célebre com o nome de Desidério Erasmo e faleceu aos 71 anos. Entre os famosos de sua época está Tomás Morus. Ambos beberam da mesma fonte, a fonte da sabedoria, da dedicação da crítica do ser humano. Publicou Utopia, de Morus, que foi editada  em Basileia (Suiça), que conheceu em Oxford, onde estudava e desta amizade o amigo lhe faz uma dedicatória com o livro Elogios da Loucura, que se pode ler numa carta enviada a Morus.
   "Encontrando-me, há dias, de retorno à Itália, para a Inglaterra, para não despender todo o tempo da viagem em insípidas fábulas, dei preferência em distrair-me, já voltando o espírito para os nossos estudos comuns, já relembrando os sapientíssimos e igualmente muito agradáveis amigos que eu deixava ao partir. E foste tu, caríssimo Morus, o primeiro que surgiu ao meus olhos, visto como, não obstante tamanha distância, eu via e conversava contigo com idêntico prazer, que em tua presença costumava sentir e o qual juro que não experimentei maior em minha vida. Não querendo neste interregno, ser tido como indolente, e não me parecendo serem as circunstâncias apropriadas aos pensamentos sérios, achei que me convinha divertir-me com um elogio da Loucura? _ indagarás a mim. Pelo motivo que segue: no início fui dominado por essa fantasia devido ao teu gentil sobrenome, tão idêntico a Moria (loucura em grego) quanto em realidade estás distanciado  dela e, certamente, mais distante sobretudo do conceito que se tem dela [...]. Contudo, por que razão hei de te dizer todas essas coisas, se tu és eminente advogado, capacitado de modo egrégio ainda as causas menos propícias? 
    Sem mais, eloquentíssimo Morus, faço votos que estejas no gozo de tua saúde e tomes com todo ânimo a parte de tua loucura."  
                                               VILA, 10 de junho de 1508

          Em Elogios da Loucura, o autor satiriza os sábios, o clero e a justiça e pintou a alma humana com ironia de um louco, com pilhérias. 

     Já no início da narrativa fala do aforismo que diz: " [...] não tens que te faça um elogio? Elogia-te a ti mesmo." Essa referência que fez foi para atingir de maneira universal, a falta de elogios e pelo "[...] profundo desprezo não sei se pela ingratidão ou pelo fingimento dos mortais.", quanto a ele havia uma veneração muito grande. 
   "Tudo quanto os homens fazem está cheio de loucuras. São loucos tratando com loucos." O autor vai enriquecendo o livro com filósofos, com a mitologia com deuses e deusas. "Esclarecei-me se existiu uma só cidade que tivesse adotado as leis de Platão e de Sócrates, ou as máximas de Sócrates." O que os sábios exclamam: "[...] pode existir loucura maior do que a de um candidato que adula de modo suplicante o povo para conquistar honras  que adquire o seu beneplácito à custa de liberalismo?" O homem chega a agregar honras divinas, e aqui me reporto para os salvadores, reis, rainhas que adotamos sem mérito. Ainda aponta para "[...] as cerimônias públicas que efetuam para acrescentar ao número dos deuses os mais celerados tiranos." Eram cerimonias romanas que até os dias de hoje se copiam através da mídia com honrarias e troféus, [...] fala de Homero que apesar de cego, enxergava essas verdades: "O tolo - disse ele - aprende à sua custa e apenas abre os olhos depois do fato." Repito sempre nos  meus comentários falados ou escritos que não se faz fortuna com trabalho e que dinheiro não cai do céu e veja o que diz o autor: "Raros são aqueles que sabem que, para conseguir fortuna, é necessário não se ter vergonha de nada e tudo arriscar." O contrário do risco é a prudência e esses jamais enriquecerão, continua a narrativa porque sabem fazer o julgamento.
     "O que está fora de qualquer dúvida é que os filósofos, quase por universal consenso, ridicularizam a advocacia e, com grande propriedade, qualificam esse mister como ciência  de burro. Entretanto burros ou não, serão sempre eles os interpretes das leis e os reguladores de todos os negócios." Na Idade média era assim, antes dela também e nos tempos modernos, nessa contemporaneidade do século XXI, nada mudou, continua sendo a 'ciência do burro', assim a ciência se divide em três pensamentos, os que fazem dela continuar sendo a burrice dos burros, os que finge que é a ciência dos burros, e os que conhecem bem a ciência dos burros
   "Querem os advogados levar de vencida todos os demais eruditos e fazem enorme conceito de sua arte. Ora, para usar de franqueza para convosco, a sua profissão e, em derradeira análise, um verdadeiro esforço de Sísifo. Efetivamente, eles determinam uma porção de leis que não levam a qualquer conclusão. Que coisa são o digesto, as pandetas, o código? Um acervo de comentários, de glosas, de citações. com toda essa confusão, fazem acreditar ao populacho que, de todas as ciências, a sua é aquela que necessita o mais laborioso e sublime engenho. E, como acontece julgar-se mais belo o que é mais difícil, sucede que os estúpidos têm um elevado conceito essa ciência." Cita Sísifo, condenado pelos poetas a rolar uma pedra montanha acima e assim que se aproximava do topo deixava escapar.  "Na sabatina no Senado a que foi submetido como um dos requisitos para se tornar ministro do STF, em junho de 2013, Luís Roberto Barroso afirmou que o mensalão representou "um ponto fora da curva". No raciocínio de Barroso, a curva representa o funcionamento do direito em condições normais. Cada sentença judicial ­ cada 'ponto' ­encontra o seu lugar perto de certo acordo de base ­ a 'curva' ­, que representa uma espécie de 'sentença ideal' a reunir casos semelhantes." O acordo de base passa perto da curva, mas não é tangencial, o que seria uma 'sentença ideal'. Por que, pensou Barroso, dessa forma? Observe o direito e suas análises, suas sentenças: Sísifo parte da base para chegar ao cimo em linha reta, com uma pedra; Barroso imagina a base como um acordo que se faz, embora não seja o ideal, mas como Sísifo, o esforço é inútil, já que o ponto não toca a curva. As sentenças, as análises continuam como o próprio autor ironiza uma ciência de burro.
   "Cui licitus est finis, etiam licente meia." Frase de Hermann Busenbaum S.J., alemão que viveu entre 1600 a 1680 e escreveu um manual de casuística com o nome de Medulla Thologiae moralis, com 200 edições: "Se é lícito o fim, também são os meios." Perante a sentença: os fins justificam os meios. Essa sentença foi dada como sendo de Maquiavel, mas apenas lembrado no Príncipe, cap. XVIII "[...] os homens universalmente julgam mais pelos olhos que pelas mãos, pois que a todos é dado ver, mas a poucos sentir. Todos vêem aquilo que tu pareces, poucos sentem o que és, e estes poucos não se atrevem a opor-se à opinião dos muitos que têm a majestade do Estado que os defenda; e nas ações de todos os homens e principalmente nas dos príncipes, das quais não se pode recorrer, se atende ao fim. Faça, pois um príncipe por vencer e por manter o seu Estado; os meios serão sempre julgados honrosos e de todos louvados. Porque o vulgo deixa-se sempre levar pela aparência e o sucesso das coisas; e no mundo não há senão vulgo e os poucos só têm lugar quando os muitos não têm em que apoiar-se". Paulo Laymann J.S., advogado (1574-1635) diz: "Cui concessus este finis, concessa  etian sunt média ad finem ordinata; Ilsung, em arbor scientiae: Cui licitus est finis, illi licet etian medium ex natura  sua ordinatum ad talen finem." Esta sentença não tem o sentido que geralmente lhe atribuem os adversários dos jesuítas. Ela quer dizer que se é lícito aspirar um fim, é também lícito empregar os meios para consegui-lo. A riqueza em si é um bem lícito, por exemplo, é também lícito, trabalhar para obtê-la. Isto não quer dizer que para enriquecer seja permitido usar de meios desonestos, pois não se disse que o fim é lícito, legitime todos os meios, embora ilícitos. Empregava-se o seguinte aforismos na Idade Média: "Cum fovet fortuna, cave, nanquam rota rotunda." (Quando a fortuna te for favorável, toma cuidado, pois a roda gira). Sêneca, filósofo romano emprega o verbo em latim beneficiumhoje empregado em toda a Itália como beneficiare, verbo reflexivo, assim beneficiar-se, nos leva a  questionamentos diversos. Nem todo benefício nos remete para um fim lícito: "Benefícium non est, cujus sine rubore meminisse non possum." ( Não é um benefício aquilo de que não posso me lembrar.) Nem aqui, nem acolá e muito menos na China, não devemos nos beneficiar através de jeitinho que possa ser implantado aqui de forma a prejudicar o outro, assim nos atentamos para a interpretações de nossas leis, sem nenhum beneficium, qualquer que seja nesses tempos bicudos. Não deixe ler Elogios da Loucura.

domingo, 25 de setembro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: "TODA UNANIMIDADE É BURRA"

MEXENDO COM LIVROS: "TODA UNANIMIDADE É BURRA": Para Nietzsche, o que houve com filósofos de seu tempo foi uma má consciência, os de hoje, os de amanhã, que poderiam ser os extraordinár...

"TODA UNANIMIDADE É BURRA"


Para Nietzsche, o que houve com filósofos de seu tempo foi uma má consciência, os de hoje, os de amanhã, que poderiam ser os extraordinários, mas não foram, via-os com uma consciência tresloucada. O que diria Nietzsche sobre a consciência de uma sociedade que não tem nenhum interesse pela filosofia, pela sociologia e outros assuntos que pedem reflexão? Também remete para uma sociedade em que o cristianismo foi utilizado de mil maneiras para alavancar de forma doentia, hipócrita e cínica, os políticos, até a contradição do que seria a essência original.  "É uma vergonha e um opróbrio que uma tão nauseante e idolátrica bajulação possa, nos dias de hoje, ser efetuada por homens supostamente e honoráveis: - repita-se - esta é uma prova de que não mais se tem a mínima noção de quão distantes se acha a seriedade  da filosofia da seriedade de um jornal". Eckermann, Goethe se lamenta dos jornalistas e de sua perniciosa ingerência na cultura, ao afirmar: “A má imprensa, ao usar da crítica e dos juízos estéticos, e na maioria das vezes de maneira negativa, introduz uma espécie de semicultura entre as massas”. Nietzsche ao escrever sobre a educação se preocupa com a cultura, a falta dela no povo alemão, pois o Estado se voltava para ele e não para a sociedade em si. O homem perde a sua individualidade, o seu próprio saber e passa a viver em rebanhos.  Nesse grupo que se identifica ele encontra apoio apesar de procurar a felicidade, mas só profere insanidades e permanece submerso, infeliz. Nesse jogo no grupo ele é um grande imitador, não sabe viver fora do rebanho, teme a crítica e se sente apoiado. Para ele não importa se há corrupção, importa o lado que o grupo pendeu, a unanimidade. Nelson Rodrigues cunhou dessa ignorância descrita por Nietzsche, que "toda a unanimidade é burra"

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

AÇORES a origem - ADROALDO CARDOSO DUARTE

O autor nasceu em 11.08.1940, em Torres, no estado do RS, economista, professor de Contabilidade Bancária e cadeira de Moedas e Bancos. Aposentado pelo Banco do Estado do RS como Gerente. Escreveu crônicas para jornal de Torres e pesquisador das raízes familiar em andanças exaustivas, porém compensatórias. Nasce o primeiro livro publicado em 2015, com o título 'AÇORES a origem'. A narrativa parte do fato real, da pesquisa, como já citei, numa genealogia familiar, numa aventura de quase três séculos de história: "[...]Vieram da Alemanha, os dois da mesma idade, com 15 anos cada um. Joseph em 1825 com seu pai Peter Bauer e a mãe Magdalena[...] (p.47). O emprego da ficção: "[...]Uma semana depois Manoel mata o bicho, tira-lhe couro que depois de seco servirá para fazer apetrechos para o carro de bois, tais como brochas, tamueiro e ajoujo. Outro bicho que fornece couro também[...] (p. 52). Nos dois momentos citados acima, observa-se o recurso usado pelo autor para entrelaçar  a narrativa do fato real a ficção: '1825' como fato histórico e o 'bicho', empregado de forma intuitiva, verossímil. Aqui fica a minha sugestão sobre o livro do Genebra, pseudônimo empregado no livro.

Marcador: AÇORES a origem - ADROALDO CARDOSO DUARTE

sábado, 23 de julho de 2016

MINHA CAIXA DE EMAIL - DIGG (foto)

"Dois atóis das Ilhas Marshall, Bikini e Eneuetak, foram palco de testes nucleares entre os anos de 1946 a 1958. Durante esse período, os Estados Unidos da América (EUA) realizaram explosões nucleares com potência 100 vezes superior que a de Hiroshima, fazendo com que a temperatura da água se elevasse de forma significativa, além de provocar a abertura de uma cratera de 2 quilômetros de diâmetro. Com isso, o país se tornou a região de maior contaminação radioativa do mundo". Info Escola

terça-feira, 12 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

EDUARDO GALEANO E O CAPITALISMO

Na oitava edição de Veias abertas da América Latina, traduzido por Sérgio Faraco, pode-se ler o estrago feito pelo capitalismo, narrado dentro da história, por Eduardo Galeano. Quem costuma fazer críticas negativas  a Karl Marx,  na filosofia do capital, não sabe que o pensador se debruçou em pesquisas exaustivas, iniciadas na antiga Grécia. O poeta Teógnis de Megara (VI a.C) escreve para a classe dos escravistas que surgem na época:

"Coloca o duro pé sobre o peito do ignaro vulgo, 
Com as brônzeas esporas, faça-o curvar-se sob o jugo!
 Não há, sob sob o sol que tudo aclara no vazio mundo, um povo
 Que livremente tolere as rijas rédeas dos senhores."

Segundo Engels, aqui entra a pesquisa do filósofo, inciada com Marx, lá nos gregos: "Sem a escravidão não teria havido o estado grego, nem a arte, e ciências gregas; sem a escravidão, tão pouco teria existido Roma".
Começa, na Grécia a organização política, com a divisão do trabalho em agricultura, artes ou ainda divisão entre o campo e a cidade. 
Galeano, faz uma pesquisa completa da exploração das riquezas levadas dos Andes, pelos espanhóis, para pagar dívidas de um reinado falido, e o povo em mendicância. "Os capitalistas espanhóis se transformaram em financistas, através da compra de títulos da dívida da Coroa, e não investiam seus capitais no desenvolvimento industrial. O excedente econômico vertia para os canais improdutivos: os velhos ricos, senhores da faca e do queijo, donos das terras e de títulos de nobreza, levantavam palácios e acumulavam jóias; os novos ricos, especuladores e mercadores, compravam terras e títulos de nobreza. Tanto estes quanto aqueles não pagavam impostos e não podiam ser presos por dívidas [...]" (p.45)  Cita Marx, extraído do volume I, O Capital:  "O descobrimento das jazidas de ouro e prata da América, cruzada de extermínio, escravização e sepultamento das minas da população aborígene, o começo da conquista e o saque das Indias Orientais, a conversão do continente africano em campo de caça dos escravos negros: são todos fatos que assinalvam a alvorada da era da produção capitalista. Esses processos 'idílicos' representam outros tantos fatores fundamentais no movimento de acumulação originária". (p.46) 
A Grécia antiga, com o poeta de Megara,  Marx e Galeano com a história contada sobre os exploradores  na Idade Média, se completam.  Galeano mostra a corrida dos espanhóis, em busca das riquezas da América, para saldar dívidas do Império. Toda a fortuna arrecada, é aprisionada, através de compras de terras,  e tudo que podia ser adquirido sem que o capital gire, numa acumulação primitiva, um século depois dos descobrimentos, aumenta  a miséria. Tanto a nobreza, ricos e os novos ricos, não pagam impostos. Marx, escreve sobre o amanhecer da era capitalista, que se inicia com a escravidão negra, explorados nas colônias. A expressão usada quando escreve O capital,  o mesmo que Galeano repete mais tarde, quando se refere ao processo de acumulação primitiva para  forma de aprisionar  riquezas, principalmente o ouro tão citado pelo filósofo que impulsiona a acumulação capitalista no século XVIII com a mão de obra barata, a acumulação originária. As empresas crescem e assim a Inglaterra fica conhecida, nessa época,  como a oficina do mundo, com recorde de produção de algodão e tecelagem, graças a exploração dos obreiros que recebem o equivalente a compra  da metade de um pão. Vivemos na contemporaneidade com os mesmos problemas, envolvendo o capitalismo: os muito ricos, sustentados pelos pobres, a miséria que ronda pelo aprisionamento do capital e o dinheiro, que não gira; os ricos não pagavam impostos e não são presos por dívidas, num contexto só nosso. Temos ainda a fuga do capital explorado aqui que se transforma em poupanças (TRUST), fora de nossas fronteiras. Tanto o capitalista que  compra bens permanentes ou a corrupção instaurada, que faz o mesmo papel, tornando-se poupadores, só aumenta o desemprego e aumenta o índice de pobreza.

sexta-feira, 10 de junho de 2016

TOME TENÊNCIA GENERAL

O general gaúcho de Santa Maria,Sérgio Westphalen Etchegoyen de 64 anos foi o escolhido por Michel Temer para assumir como ministro-chefe da Secretaria de Segurança Institucional.  Antes  mesmo de chegar para assumir, corria  boatos de que o General foi escolhido para coibir movimentos sindicais. O Presidente interino não teria governabilidade sem as forças vindas de uma "linha dura", mas esquece que vivemos numa Democracia e o direito de ir e vir está garantido a todo cidadão, na nossa Constituição. Estamos brincando de governar, de rasgar a Carta Magna, de expulsar Presidente eleito sem cometer crimes, brincando com o povo que sai as ruas para gritar "Fora Temer". Assim se fez o golpe, num jogo político, partidário, sem mãe e sem judiciário se vê a sociedade brasileira a dar murros em ponta de faca. A cada dia que passa surpreende as ações do governo, ora tirando direitos dos aposentados, ora a Câmara aprovando projeto que flexibiliza gastos livres como parte de sua arrecadação. O general, pertencente ao III Exército brasileiro, sabe que Ditadura nunca mais e que precisamos de ordem nacional, e que a literatura brasileira está recheada de narrativas de que recrudescimento não deu certo, mas que venha para temperar o churrasco em Brasília. Tome tenência general.

domingo, 22 de maio de 2016

segunda-feira, 16 de maio de 2016

terça-feira, 26 de abril de 2016

MEXENDO COM LIVROS: GERMINAL - Émile Zola

MEXENDO COM LIVROS: GERMINAL - Émile Zola: Émile Zola, nasce em 1840 em Paris e morre em 1902 por um escapamento de gás, quando dormia, também em Paris. Era odiado pela sociedade de...

domingo, 3 de abril de 2016

HIPÓCRATES E HIPÓCRITAS


Hipócrates nasceu em 460 a.C, na Grécia e viveu 110 anos, segundo alguns historiadores. Foi considerado o mais célebre médico da Idade Antiga. Além de estudar medicina, estudou Filosofia e Retórica. Deixou  uma Coleção 53 tratados com ensinamentos médicos. O Juramento usado até hoje pelos formandos de Medicina, vem de Hipócrates. Estudava sempre e percorria a Grécia inteira a procura de novos ensinamentos e novas descobertas, vindas das observações que fazia em seus pacientes. Deixou como exemplo a luta pelo conhecimento que não vinha apenas de Atenas, mas das jornadas que fazia, das constatações relatadas, do fato concreto, do real vivido.  Há médicos que precisam fazer um feedback, para lembrar, que em qualquer profissão que nos é oferecida precisamos exercer com respeito. Vivemos situações em que médicos querem escolher seus clientes ou pelo olhos azuis, ou pela ideologia. No dia da colação de grau, no entusiasmo da festa, juram cumprir as palavras de Hipócrates, mas assim que iniciam o atendimento começam as discriminações, o nojo pelo paciente pobre e com doenças que fedem ou porque conhecem determinado paciente que não comunga com o ideologia dele. A única saída é mudar de profissão.



















quinta-feira, 31 de março de 2016

A CIZÂNIA - Pedro Cardoso Duarte

 Aprendi com meu pai a brincar com as palavras e uma delas foi a "cizânia" e quando estava com ela, ou melhor acometido por uma cizânia esfregava a cabeça dele na minha para repassar ou para que  a minha cabeça servisse de pinguela para o passado (um feedback) e assim ele desembarcava o mal ou dividia  comigo o que estava incomodando. O que incomodava o meu pai, nem eu sabia, nem ele, mas se parece com que incomoda o Brasil nos dias de hoje. Passamos por uma cizânia e não importa o que seja. Assim como não precisei traduzir o Dr. Lênio Streck, no alemão, do inglês ao latim.
  Hoje o Professor, trouxe à tona a velha palavra esquecida pela morte de meu pai, que já se vão mais de vinte anos. Orgulhava-se de ser um dos fundadores do PSDB em Torres e era o primeiro município no RS, que se antecipou com a nomenclatura e o símbolo da ave brasileira. Certo dia, apareceu com quadro a óleo pintado com um tucano, que não tinha destino certo e assim vagava pela casa, como um fantasma. Meu pai se fosse vivo estaria com mais de cem anos e assistiria o desembarque do PMDB, e certamente encolhido pela velhice não defenderia nenhum tucano que se visse enlameado na corrupção. Aos quase oitenta anos já mostrava cansaço na política feita por poucos, cansado  pelos braços cruzados dos mais jovens, sempre esperando dos idosos a solução para marcar reuniões, atas e tudo que diz respeito ao funcionamento da política. Assim desembarca desse mundo, um tucano, que nos deixa muitas saudades, pelas discussões diárias, quando de férias, nos treinava para a política, nas divergências, nas comparações de editoriais de um jornal com outro. Assim, ele lia não um, mas dois jornais ao dia. Hoje Dr. Lênio dá um show numa edição para comentar o momento político, nada que se possa reproduzir em palavras, um poliglota, um incansável Professor de doutorado em Direito da UNISINOS. Cita Esopo, meu preferido, entre as fábulas, mas sem dúvida a última me arrancou risos, pelo pedido de desculpas. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: O APARELHAMENTO DOS BOIS AO ESTADO

MEXENDO COM LIVROS: O APARELHAMENTO DOS BOIS E DOS ESTADO:   Aprendi com meu pai sobre o aparelhamento dos terneiros que cresciam, para que ficassem na mesma altura para caber no cabeçalho. Era um ...

O APARELHAMENTO DOS BOIS E DOS ESTADOS

 Aprendi com meu pai sobre o aparelhamento dos terneiros que cresciam, para que ficassem na mesma altura para caber no cabeçalho. Era um aprendizado, porque das terras altas do morro desciam num carro de boi, cachos de bananas que eram colocados na beira da estrada para ser comercializados, em Morro Azul, o quarto distrito de Torres/RS.  Meu pai também falava no aparelhamento do Estado, da política e hoje me lembrei dele, nesta batalha de ódios que se instalou no país, com um destino ainda nada definido. Hoje, com um golpe de estado à vista podemos concluir que Exército, Marinha e Aeronáutica precisam se aparelhar com o Executivo para permitir a governabilidade. O que não permite que o país dê um passo a frente é o Poder Legislativo, que em momento algum dá condições de projetos que viabilize o crescimento num todo. Lamenta-se que o Judiciário também está atrelado a um tipo de ditadura. Os escândalos por que passa o país são repetidos diariamente nos telejornais e a sociedade incrédula, se divide em prós e contra ao governo. 

domingo, 31 de janeiro de 2016

DELFIM NETTO - "Todos somos cínicos".

Foto de Tuca Teles."Delfim Netto não acredita que um "mau Governo" seja motivo para a troca de presidentes antes da eleição. Tampouco, que o impeachment é a solução para a retomada do crescimento do país, mas, independentemente de quem esteja no poder, a presidenta Dilma Rousseff ou seu vice Michel Temer, o desafio será o mesmo: destravar o impasse político no Congresso."

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

FORA DE CONTEXTO - Ecos de Jacque Derrida

                    DESCONSTRUÇÃO E ÉTICA
     "[...] o direito, como instância decisória suprema, tem de decidir com base no texto da lei. O juiz não pode denegar a justiça alegando insuficiência da lei, nem pode decidir sem fundamentar juridicamente sua sentença. Nesse momento, aparece a responsabilidade extrema do pensamento crítico no direito: devemos interpretar e decidir mesmo na ausência do autor do texto, do destinatário e do próprio contexto. Mas uma determinada interpretação sempre tende a se impor sobre as demais, visto que a linguagem jurídica, como toda a linguagem, é opressora, busca o sentido correto, tende a congelar uma interpretação específica em detrimento de todas as outras possíveis, em nome da verdade, do sentido autêntico, da segurança jurídica. Como é possível sair da linguagem, e todo ato de interpretação é repressor, então não há como esperar por um direito justo. Assim, a verdadeira postura ética diante do direito está em decidir não decidir, ou seja, decidir continuar ajuizando, produzindo juízos sem cessar. O homem decidido entra na lei e pode tornar-se um monstro. A extrema responsabilidade é, portanto, não decidir, assumir a responsabilidade única de cada escolha, tomar posições mantendo sempre aberta a possibilidade de novas interpretações.
     [...] Como afirma Derrida, a justiça precisa do direito, da força de lei, da lei enforced, da law enforcebility. Isso porque ao mesmo tempo em que o direto se descontrói - como tudo construído pelo homem se destrói - e deve mesmo ser deliberadamente desconstruído, a justiça só pode ser pensada nesse intervalo entre a desconstrução (que é justiça) e o direito (que é o cálculo). É justo que haja lei, e não podemos escapar dela.
    [...] Essa leitura me leva a pensar que pensamento jurídico-político-brasileiro atual, pode ser desenvolvido no campo da interpretação jurisprudencial, ou seja, nas margens do poder decisório conferido aos juízes e tribunais. Esse espaço da decisão jurídica, da interpretação do texto legal defendida nos tribunais, corresponde a uma margem  de liberdade positiva para que o direito incremente sua relação com a democracia e com a justiça social."
   Obs. Pode-se ressaltar que o direito positivo brasileiro repassado do romano para o francês, cabe ao Judiciário a tarefa da interpretar as leis  e aplicá-las  de modo fiel.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

EU ACUSO...! E O PROCESSO DO CAPITÃO DEYFRUS - Émile Zola/Rui Barbosa

CapaÉmile Zola, nasce em 1840 em Paris e morre em 1902 por um escapamento de gás, quando dormia, também em Paris. Era odiado pela sociedade de direita, mas não ficou comprovado o assassinato vinculado ao acidente na época. Agitou a sociedade parisiense depois de escrever J'accuse (Eu acuso) em 1898 pedindo a absolvição no "Caso Dreyfus" e publicado no Jornal L'aurore com o título de: LETRE AO PRESIDENT DE LA REPUBLIQUE. O  capitão, Dreyfus, do exército  fora condenado por um crime que não havia cometido e que envolvia poderosos do exército da França e fora dela. Três anos antes da condenação, Rui Barbosa escreve um artigo na Inglaterra  se referindo a acusação de Dreyfus três anos antes de Zola que se pode ler em um pequeno livro Émile Zola,  Perante a inteligência do grande jurista há quem diga que foi ele quem absolveu o capitão. O artigo escrito por Rui foi lido no Brasil e publicado em Buenos Aires e não se tem prova de que tenha chegado até Paris.  Rui enviou lições ao nosso Judiciário: "Como quer que seja, na Inglaterra a forma inquisitória dada em França a esse julgamento seria hoje impossível. O Times, a tradição  viva deste país, exprimiu o sentimento inglês sobre o assunto num artigo memorável. Não sei resistir ao prazer de transcrever-lhe os trechos capitais. Fá-lo-ei, porque, além de tudo, nenhum país necessita mais de lições como esta do que o Brasil destes dias."  . Perante a inteligência do grande jurista há quem diga que foi ele quem absolveu o capitão. O artigo escrito por Rui foi lido no Brasil e publicado em Buenos Aires e não se tem prova de que tenha chegado até Paris.   e a ganância pelo poder.

MEXENDO COM LIVROS: O OURO COMO REGULADOR DO MERCADO

MEXENDO COM LIVROS: O OURO COMO REGULADOR DO MERCADO: " O ocidente pode consumir quantos esforços e recursos deseje para engordar artificialmente o poder de compra do dólar, baixar os pre...

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

RIO CITARUM - Rio morto

No arquipélago indonésio, com um amontoados de ilhas se destaca, Java onde fica a capital Jacarta. No monte Wayang, na mesma ilha nasce o rio Citarum que por mais de 500 anos a.C. fornecia água para os habitantes da ilha. Ele precorre uma distância de 300 quilômetros e serviu a população até o século passado, com abundância de peixes e um recurso hídrico de grande importância na região que percorria, sustentando a agricultura. Hoje ele é batizado como o rio mais poluído do mundo: com a explosão asiática, ninguém ficou de fora, nem as ilhas paradisíacas, assim a ilha não foi poupada das indústrias e fábricas que se instalaram no decorrer do século XX. O rio serviu de despejo dos grandes capitalistas, e a importância do rio foi deixada de lado, o povo usado na mão de obra barata, nenhum tratamento para sanear os males que vinham fazendo ao rio e a população. De costas voltadas para o sofrimento humano, com a saúde em risco, só resta catar lixo para matar a fome. Aproximadamente 500 fábricas se utilizaram da região para se estabelecer. O rio serviu de despejo de detritos ameaçando qualquer ser vivo que por ali passe. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

RIO CITARUM - O MAIS POLUÍDO DO MUNDO

POR QUE O CAPITALISMO NÃO DEU CERTO?
No arquipélago indonésio, com um amontoados de ilhas se destaca, Java onde fica a capital Jacarta. No monte Wayang, na mesma ilha nasce o rio Citarum que por mais de 500 anos a.C. fornecia água para os habitantes da ilha. Ele precorre uma distância de 300 quilômetros e serviu a população até o século passado, com abundância de peixes e um recurso hídrico de grande importância na região que percorria, sustentando a agricultura. Hoje ele é batizado como o rio mais poluído do mundo: com a explosão asiática, ninguém ficou de fora, nem as ilhas paradisíacas, assim a ilha não foi poupada das indústrias e fábricas que se instalaram no decorrer do século XX. O rio serviu de despejo dos grandes capitalistas, e a importância do rio foi deixada de lado, o povo usado na mão de obra barata, nenhum tratamento para sanear os males que vinham fazendo ao rio e a população. De costas voltadas para o sofrimento humano, com a saúde em risco, só resta catar lixo para matar a fome. Aproximadamente 500 fábricas se utilizaram da região para se estabelecer. O rio serviu de despejo de detritos ameaçando qualquer ser vivo que por ali passe. 


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: NÃO PODEMOS JANTAR O CUNHA, JANTAMOS O AÉCIO (ESOP...

MEXENDO COM LIVROS: NÃO PODEMOS JANTAR O CUNHA, JANTAMOS O AÉCIO (ESOP...: Sempre lembro Esopo  quando me deparo com situações em que posso encaixar alguma fala dos animais, em uma situação presente. Foi um fabul...

NÃO PODEMOS JANTAR O CUNHA, JANTAMOS O AÉCIO (ESOPO)

Sempre lembro Esopo quando me deparo com situações em que posso encaixar alguma fala dos animais, em uma situação presente. Foi um fabulista e contador de histórias  que viveu por volta do século VI a.C. na Grécia e são atribuídas a ele longas viagens por vários lugares longe da dali, o que pode ter contribuído para ser um contador de fábulas. Criou fábulas envolvendo animais com fala de pessoas e de cunho moral. São as conhecidas fábulas de Esopo. Nada prova a sua existência e nenhum manuscrito foi encontrado, somente três séculos depois os contos que foram passando de geração em geração de forma oral numa tradição, foram escritos. 
 O  filósofo Demétrio de Falero, em torno do ano de 325 a.C. governador da Grécia e grande orador, foi quem  coletou as fábulas que vinham de séculos passados: as fábulas de Esopo. Entre as fábulas a mais conhecida é da Lobo e do cordeiro. Para se alimentar o lobo investe sobre o pequeno cordeiro, argumentando ser importunado pela água que o cordeiro turvava, quando bebia. Nenhum argumento serviu para o lobo, como por exemplo: "_ Eu bebo abaixo, enquanto o senhor bebe acima de mim".  Pode-se concluir que para o lobo não importava o animal, mas a ocasião, e na falta  do pai do cordeiro ou do irmão, ele servia como jantar. Não podemos jantar o Cunha, jantamos o Aécio