quarta-feira, 3 de agosto de 2016

AÇORES a origem - ADROALDO CARDOSO DUARTE

O autor nasceu em 11.08.1940, em Torres, no estado do RS, economista, professor de Contabilidade Bancária e cadeira de Moedas e Bancos. Aposentado pelo Banco do Estado do RS como Gerente. Escreveu crônicas para jornal de Torres e pesquisador das raízes familiar em andanças exaustivas, porém compensatórias. Nasce o primeiro livro publicado em 2015, com o título 'AÇORES a origem'. A narrativa parte do fato real, da pesquisa, como já citei, numa genealogia familiar, numa aventura de quase três séculos de história: "[...]Vieram da Alemanha, os dois da mesma idade, com 15 anos cada um. Joseph em 1825 com seu pai Peter Bauer e a mãe Magdalena[...] (p.47). O emprego da ficção: "[...]Uma semana depois Manoel mata o bicho, tira-lhe couro que depois de seco servirá para fazer apetrechos para o carro de bois, tais como brochas, tamueiro e ajoujo. Outro bicho que fornece couro também[...] (p. 52). Nos dois momentos citados acima, observa-se o recurso usado pelo autor para entrelaçar  a narrativa do fato real a ficção: '1825' como fato histórico e o 'bicho', empregado de forma intuitiva, verossímil. Aqui fica a minha sugestão sobre o livro do Genebra, pseudônimo empregado no livro.

Marcador: AÇORES a origem - ADROALDO CARDOSO DUARTE

sábado, 23 de julho de 2016

MINHA CAIXA DE EMAIL - DIGG (foto)

"Dois atóis das Ilhas Marshall, Bikini e Eneuetak, foram palco de testes nucleares entre os anos de 1946 a 1958. Durante esse período, os Estados Unidos da América (EUA) realizaram explosões nucleares com potência 100 vezes superior que a de Hiroshima, fazendo com que a temperatura da água se elevasse de forma significativa, além de provocar a abertura de uma cratera de 2 quilômetros de diâmetro. Com isso, o país se tornou a região de maior contaminação radioativa do mundo". Info Escola

terça-feira, 12 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

EDUARDO GALEANO E O CAPITALISMO

Na oitava edição de Veias abertas da América Latina, traduzido por Sérgio Faraco, pode-se ler o estrago feito pelo capitalismo, narrado dentro da história, por Eduardo Galeano. Quem costuma fazer críticas negativas  a Karl Marx,  na filosofia do capital, não sabe que o pensador se debruçou em pesquisas exaustivas, iniciadas na antiga Grécia. O poeta Teógnis de Megara (VI a.C) escreve para a classe dos escravistas que surgem na época:

"Coloca o duro pé sobre o peito do ignaro vulgo, 
Com as brônzeas esporas, faça-o curvar-se sob o jugo!
 Não há, sob sob o sol que tudo aclara no vazio mundo, um povo
 Que livremente tolere as rijas rédeas dos senhores."

Segundo Engels, aqui entra a pesquisa do filósofo, inciada com Marx, lá nos gregos: "Sem a escravidão não teria havido o estado grego, nem a arte, e ciências gregas; sem a escravidão, tão pouco teria existido Roma".
Começa, na Grécia a organização política, com a divisão do trabalho em agricultura, artes ou ainda divisão entre o campo e a cidade. 
Galeano, faz uma pesquisa completa da exploração das riquezas levadas dos Andes, pelos espanhóis, para pagar dívidas de um reinado falido, e o povo em mendicância. "Os capitalistas espanhóis se transformaram em financistas, através da compra de títulos da dívida da Coroa, e não investiam seus capitais no desenvolvimento industrial. O excedente econômico vertia para os canais improdutivos: os velhos ricos, senhores da faca e do queijo, donos das terras e de títulos de nobreza, levantavam palácios e acumulavam jóias; os novos ricos, especuladores e mercadores, compravam terras e títulos de nobreza. Tanto estes quanto aqueles não pagavam impostos e não podiam ser presos por dívidas [...]" (p.45)  Cita Marx, extraído do volume I, O Capital:  "O descobrimento das jazidas de ouro e prata da América, cruzada de extermínio, escravização e sepultamento das minas da população aborígene, o começo da conquista e o saque das Indias Orientais, a conversão do continente africano em campo de caça dos escravos negros: são todos fatos que assinalvam a alvorada da era da produção capitalista. Esses processos 'idílicos' representam outros tantos fatores fundamentais no movimento de acumulação originária". (p.46) 
A Grécia antiga, com o poeta de Megara,  Marx e Galeano com a história contada sobre os exploradores  na Idade Média, se completam.  Galeano mostra a corrida dos espanhóis, em busca das riquezas da América, para saldar dívidas do Império. Toda a fortuna arrecada, é aprisionada, através de compras de terras,  e tudo que podia ser adquirido sem que o capital gire, numa acumulação primitiva, um século depois dos descobrimentos, aumenta  a miséria. Tanto a nobreza, ricos e os novos ricos, não pagam impostos. Marx, escreve sobre o amanhecer da era capitalista, que se inicia com a escravidão negra, explorados nas colônias. A expressão usada quando escreve O capital,  o mesmo que Galeano repete mais tarde, quando se refere ao processo de acumulação primitiva para  forma de aprisionar  riquezas, principalmente o ouro tão citado pelo filósofo que impulsiona a acumulação capitalista no século XVIII com a mão de obra barata, a acumulação originária. As empresas crescem e assim a Inglaterra fica conhecida, nessa época,  como a oficina do mundo, com recorde de produção de algodão e tecelagem, graças a exploração dos obreiros que recebem o equivalente a compra  da metade de um pão. Vivemos na contemporaneidade com os mesmos problemas, envolvendo o capitalismo: os muito ricos, sustentados pelos pobres, a miséria que ronda pelo aprisionamento do capital e o dinheiro, que não gira; os ricos não pagavam impostos e não são presos por dívidas, num contexto só nosso. Temos ainda a fuga do capital explorado aqui que se transforma em poupanças (TRUST), fora de nossas fronteiras. Tanto o capitalista que  compra bens permanentes ou a corrupção instaurada, que faz o mesmo papel, tornando-se poupadores, só aumenta o desemprego e aumenta o índice de pobreza.

domingo, 22 de maio de 2016

terça-feira, 26 de abril de 2016

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: O APARELHAMENTO DOS BOIS AO ESTADO

MEXENDO COM LIVROS: O APARELHAMENTO DOS BOIS E DOS ESTADO:   Aprendi com meu pai sobre o aparelhamento dos terneiros que cresciam, para que ficassem na mesma altura para caber no cabeçalho. Era um ...

O APARELHAMENTO DOS BOIS E DOS ESTADOS

 Aprendi com meu pai sobre o aparelhamento dos terneiros que cresciam, para que ficassem na mesma altura para caber no cabeçalho. Era um aprendizado, porque das terras altas do morro desciam num carro de boi, cachos de bananas que eram colocados na beira da estrada para ser comercializados, em Morro Azul, o quarto distrito de Torres/RS.  Meu pai também falava no aparelhamento do Estado, da política e hoje me lembrei dele, nesta batalha de ódios que se instalou no país, com um destino ainda nada definido. Hoje, com um golpe de estado à vista podemos concluir que Exército, Marinha e Aeronáutica precisam se aparelhar com o Executivo para permitir a governabilidade. O que não permite que o país dê um passo a frente é o Poder Legislativo, que em momento algum dá condições de projetos que viabilize o crescimento num todo. Lamenta-se que o Judiciário também está atrelado a um tipo de ditadura. Os escândalos por que passa o país são repetidos diariamente nos telejornais e a sociedade incrédula, se divide em prós e contra ao governo.