quinta-feira, 13 de março de 2014

ASSIM CAMINHA OS DEUSES DESTE PLANETA

"Toda a civilização ocidental baseia-se na premissa de que o homem foi feito à imagem e semelhança de um deus criador de todas as coisas e que, portanto, é o centro do universo. A decorrência disso é que o homem não se sente comprometido com os outros seres vivos, que ele acha que existem só para servi-lo. O ambiente natural é apenas uma fonte de riquezas e satisfação das suas necessidades.
A aplicação prática desses princípios durante séculos tem como consequência um desequilíbrio cada vez maior do ambiente, com o envenenamento das águas, do ar, dos alimentos e, evidentemente, do próprio homem. O universo é todo harmônico, equilibrado, e a destruição de um de seus componentes, por mínimo que seja, nunca tem efeitos isolados. Quando se drena um banhado, matam-se milhões de seres, que servem de alimentos a outros seres e assim por diante. Com o desequilíbrio, surgem as pragas e, para combater as pragas, são necessários os venenos, em doses cada vez maiores"

(José Lutzenberger - Entrevista para o cooJORNAL Nº 10, novembro de 1976). Contribuição de Solange Borges que está no Facebook.
 Esta ignorância do povo é UNIVERSAL, nós ocidentais criados a imagem e semelhança de deus e como deuses destruímos tudo: animais e toda a espécie de planta e comemos venenos. Vemos do lado oriental deuses comandando com as indústrias, com cidades crescendo em estuários de rios que viraram esgoto com embarcações entrando e saindo com cargas e mais cargas. Máscaras são fabricadas para uso dos asiáticos e a poluíção ameaça cruzar o Pacífico. Pequenos países são destruídos por poderosas nações porque tem minerais e assim caminham os deuses deste planeta.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

MEXENDO COM LIVROS: PAULO SANTANA - Voei com ele

MEXENDO COM LIVROS: PAULO SANTANA - Voei com ele: Aqui na capital do Chile,  onde cheguei de Porto Alegre, com uma temperatura beirando os 40º graus, apenas uma manta me  auxiliou no voo. J...

PAULO SANTANA - Voei com ele

Aqui na capital do Chile,  onde cheguei de Porto Alegre, com uma temperatura beirando os 40º graus, apenas uma manta me  auxiliou no voo. Já em Santiago depois de  ouvir um "LineSantana" no aeroporto Santiago, achei  um tanto estranho e continue sentana. Este nome não era estranho e ele de certa forma participou até da minha vida com suas crônicas e seu humor para cima de mim. Paulo Santiago, o nosso cronista diário da Zero Hora, salvou-me, de mais uma destas enrrascadas de aeroporto. Eu deveria embarcar para Punta Arenas num voo de Santana. Saudosista, fiquei pensando no nosso Santiago, no humor diário, na crônica esportiva ou apenas no cumprimento do seu labor com o envolvimento social. Levante-me de bilhete na mão e voei com Santana.

domingo, 12 de janeiro de 2014

MEXENDO COM LIVROS: FORA DO CONTEXTO - Jacques Lacan

MEXENDO COM LIVROS: FORA DO CONTEXTO - Jacques Lacan:                            O ANALISTA DO FUTURO          Paris dorme às 3h da madrugada. Uma voz gaguejante atende ao telefonema que lhe ...

FORA DE CONTEXTO - Jacques Lacan

                           O ANALISTA DO FUTURO   
     Paris dorme às 3h da madrugada. Uma voz gaguejante atende ao telefonema que lhe interompeu o melhor do sono:
     __Alo.
     __Alo, Richard
     __Aloo.
     __Alo, Martin Richard?
     __Oui, qui l'est?
     __C'est Lacan.
     __Qui?
     __Jacques Lacan.
     __Docteur? Oui, bon jour.
     __Ecuote, Richard, j'espère ne pas être trouble ... Je lis un travaille son de La lettre sur les aveugles (A carta sobre os cegos), de Diderot, j'apprécie beaucoup, et je voudrais discuter de certains points avec vous personnellement.
     __Mas Avec le plus grand plaisir, docteur.
     __Que Bon! Lorsque youcan (Quando você pode?)
     __Lorsque vous voulez, docteur, dites-moi, je vais le trouver.
     __Ah, Comme vous êtes gentil, Richard; vous attendent, puis au café du coin à Saint Michel de la jetée, dans les 30 minutes.
     E desligou.
     Martin Richard ficou com o telefone na mão, com pouco tempo para se decidir o que fazer. Não tinha coragem de ligar de volta para Lacan, eram 3h05 da manhã, não se fazia isso. Também não podia deixar o doutor - esperando sozinho no café.
     Só teve tempo para vestir seu jeans e jaqueta, calçar seus tênis, pegar sua bolsa de livros, descer correndo as escadas, montar em sua bicicleta e aproveitar o leve declive do Boulevard Magenta para ganhar velocidade.
     Entrou no café disfarçando a falta de ar e deparou com Lacan em uma mesa de canto, rodeado de papéis. Com o melhor dos seus sorrisos, o doutor lhe estendeu a mão, repetindo.
      __Puxa, comme vous êtes gentil, Richard.
     Jacques Lacan gostava de dizer que tinha 5anos. Aos 5 anos a pessoa tem um querer direto, sem intermediários, é diferente do querer querelante e reivindicativo dos 15 anos, e do querer conforme às regras do adulto. Mas vale um detalhe; ter 5 anos após uma análise, chegar aos 5 anos pelo convívio diário com o Real - conceito lacaniano que se refere a impossibilidade da nomeação total de seu desejo ("o que será que será que nunca tem nome e nunca terá?") - é diferente de ter por biologia ou retardo.

Bibliografia:
O analista do futuro  (2a. edição da revista memória da PSICANÁLISE)
Veja texto na integra de Jorge Forbes, p.14
O diálogo na íntegra encontra-se em português e a versão em francês é
 de minha autoria.




Psicanálise



sábado, 11 de janeiro de 2014

MEXENDO COM LIVROS: MINHA VÓ INÁCIA E AS BONECAS DANÇARINAS

MEXENDO COM LIVROS: MINHA VÓ INÁCIA E AS BONECAS DANÇARINAS: No baú de minha vó, havia bonecas dançarinas. Ela estava com uma idade bastante avançada e o vestido preto e o lenço também preto a fazia ...

MINHA VÓ INÁCIA E AS BONECAS DANÇARINAS

No baú de minha vó, havia bonecas dançarinas. Ela estava com uma idade bastante avançada e o vestido preto e o lenço também preto a fazia mais idosa ainda. Levantava depois de servido o café  e ela mesma trazia os utensílios para ser lavados por minha mãe. Descia uma escada com degraus altos com ajuda de um bordão. Tinha que esperar o momento certo, para que ela quisesse abrir o encantado baú. Cuidadosa, minhas bonequinhas de louça desapareciam e eu levava um susto quando encontrava deitadinhas sobre as roupas dobradas no baú. Que bom! Pareciam novas e parecia Natal de novo. Quero falar das bonequinhas feitas por minha avó: foram feitas de forma que eu não sei explicar na sua totalidade, a saia de armação da dançarina, de apenas dez centímetros, era de cauda de cavalo que costurada numa cortiça formava um círculo perfeito. Sobre esta primeira armação vinha uma saia que a largura inferior coincidia com o círculo já confecionado.  A parte superior era feito  de pano branco e as meninas tinham cabeleira e pintadas de ruge. Uma blusinha completava a vestimenta. Meia dúzia de bonequinhas eram levadas com carinho  e colocadas sobre a mesa do jantar e ali ela batia e elas deslizavam. Durante a minha vida não me deparei com outra pessoa que fizesse bonequinhas dançarinas, iguais as dá vó Inácia.



quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

domingo, 22 de dezembro de 2013

MEXENDO COM LIVROS: DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero

MEXENDO COM LIVROS: DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero:      O autor DA REPÚBLICA, viveu entre 106 a.C. e   43 a.C. O filósofo diz "que este livro é uma discussão empreendida e seguida por ...

FORA DO CONTEXTO - Marco Túlio Cícero

                                 DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero 
O autor DA REPÚBLICA, viveu entre 106 a.C. e   43 a.C. O filósofo diz "que este livro é uma discussão empreendida e seguida por mim a respeito do Estado". No Livro Primeiro depois das considerações filosóficas  ele cria através de um flashback um diálogo entre  Cipião Africano, político e general de guerra que viveu 236 a.C - 183 a.C defensor de Roma e o Gaio Lélio que viveu entre 235 a.C e 160 a.C, também político e militar romano. Transcreverei a seguir um pequeno trecho do diálogo travado entre os dois.
      XXX.  Aqui, Lélio, interrompe a dissertação de Cipião:
      "__ Sei que isso te agrada, Africano, eu te ouvi dizer isso com frequência: mas antes de tudo, Cipião, se não te contrario, desejo saber quais destas três formas de governo te parece preferível. Isso não te deixará de ser conveniente ao assunto."
     " __ Cada forma de governo, continua Cipião, recebe seu verdadeiro valor da natureza ou da vontade do poder que a dirige. A liberdade, por exemplo, só pode existir verdadeiramente onde o povo exerce a soberania; não pode existir essa liberdade, que é de todos os bens o mais doce, quando não é igual para todos(...)
       XXXII. Quando, numa cidade, dizem alguns filósofos, um ou muitos ambiciosos podem elevar-se, mediante a riqueza ou o poderio, nascem os privilégios de seu orgulho despótico, e seu jugo arrogante se impõe à multidão covarde e débil. Mas quando o povo sabe, ao contrário, manter suas prerrogativas, não é possível a esses encontrar mais glória, prosperidade e liberdade, porque então o povo permanece árbitro das leis, dos juízes, da paz, da guerra, dos tratados, da vida e da fortuna de de todos e de cada um; então, e só então, é a coisa pública coisa do povo. (...)"
      XXXV. Lélio:
     " __ Mas, Cipião, dessas três formas de governo, qual julgas preferível?"
      Cipião:
     " __Com razão me perguntas qual das três é preferível, por que nenhuma isoladamente aprovo, preferindo um governo que participe de todas (...)"
Leia este imporatnte livro através do tablet ou da Internet.
         

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MINHA CAIXA DE EMAIL - EL HUMOR COMO EXORCISMO - Yoana Sanchez

De: Generación Y
Data: 27 de junho de 2013 19:32:52 BRT
Para: mariadelourdescardos@me.com
Assunto: Generación Y

Generación Y


Posted: 27 Jun 2013 07:17 AM PDT
osvaldo_doimeadios
Me acodé en la ventanilla con cuidado. El cristal tenía una rajadura que lo atravesaba y con cada sacudida parecía que iba a hacerse trizas. Unos minutos, una calzada por la que se desplazaba el taxi colectivo, un ejercicio de aritmética: contar todas la personas que en el camino estuvieran sonriendo. Durante el primer tramo, entre la avenida de Rancho Boyeros y el cine Maravillas, nadie. Una señora mostraba los dientes no por alegría sino a causa del sol, que le provocaba una mueca de ojos entornados y labios abiertos. Un adolescente con uniforme de preuniversitario le gritaba a otro. No pude oír por culpa del ruido del motor, pero no había nada de broma en sus palabras. A las alturas de la Plaza de Cuatro Caminos una parejita se besaba con fuerza en una esquina, sin nada lúdico tampoco. Más bien se trataba de un beso carnívoro, devorador, rapaz. Un bebé en su cochecito se notaba cerca de una risotada… pero no, era sólo un bostezo. Al llegar al Parque de la Fraternidad apenas si había podido computar unas tres risas, incluyendo la de un policía que se burlaba del joven al que había esposado y metido en la patrulla.
El experimento lo he hecho en varias ocasiones, para comprobar si realmente somos ese pueblo sonriente del que tanto hablan los estereotipos. En la mayoría de los casos, el número de los que expresan algún grado de alegría no ha superado las cinco personas en un recorrido que varía entre 4 y 10 kilómetros. Claro que eso no prueba nada, como no sea que en circunstancias cotidianas las carcajadas no abundan tanto como quieren hacernos creer. Aún así seguimos siendo un pueblo con mucho humor. Pero los chistes se comportan más como la tabla salvadora que nos rescata del naufragio de la depresión y no como una evidencia de nuestra dicha. Reímos para no llorar, para no golpear, para no matar. Reímos para olvidar, escaparnos, callar. Por eso, cuando estamos ante un espectáculo humorístico que toca todos esos resortes dolorosos de nuestra risa, es como si las válvulas se abrieran y la Calzada de 10 de Octubre en pleno comenzara a reírse, incluyendo los edificios, las farolas y los semáforos.
El viernes pasado algo así ocurrió en el espectáculo “De doime son los cantantes” que la sala del Karl Marx nos regaló el actor Osvaldo Doimeadios. Homenaje también a lo mejor de nuestro teatro vernáculo, el humorista logró magistrales interpretaciones y monólogos. Desde las penurias económicas, la reforma migratoria, los excesivos controles para el trabajo por cuenta propia, hasta los escándalos de corrupción asociados al cable de fibra óptica, fueron algunos de los temas que más carcajadas arrancaron. Nos reímos de nuestros problemas y de nuestras miserias, nos reímos de nosotros mismos. Después la distracción terminó, el público se amontonó en los calurosos pasillos para lograr salir. Afuera, la calle Primera se veía abarrotada en plena noche. Tomé un ómnibus para regresar a casa y me asomé a la ventanilla… nadie sonreía. El humor había quedado en las butacas y en el escenario , estábamos de vuelta a la sobria realidad. 

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 A tristeza do povo cubano, lembra a de um balão inflado. Carregam para todos os lados e estão em todos os lados. Motivos para rir, não existe. A luta os ensinou a driblar este balão que em determinados momentos salta no ar e esvazia, é o humor cubano: "Reímos para não llorar..." (Sanchez, Yoana)  

sábado, 31 de agosto de 2013

MEXENDO COM LIVROS: JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY

MEXENDO COM LIVROS: JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY:   Noam Chomsky participou do  II Fórum Mundial Social realizado em Porto Alegre/RS/BR/2002. Encontravam-se presentes na sala Olívio Dutra,...

JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY

 Noam Chomsky participou do  II Fórum Mundial Social realizado em Porto Alegre/RS/BR/2002. Encontravam-se presentes na sala Olívio Dutra, o governador, o teólogo Arnaldo Boff entre tantas personalidades. Lá fora um saguão vazio, na PUC e um silêncio de cortar a alma. Falei com a recepcionista que disse que a sala estava lotada e as pessoas sentadas até no chão. Dou uns passos cabisbaixa porque havia saído da Vila Nova para assistir um dos pensadores mais importantes da atualidade, que fiquei conhecendo quando estudava na  FAPA através de minha Professora de Linguística. Levanto a cabeça e fui segurada por Lula que me impedia de ir ao chão pelos paparazos. Grudada ao Presidente, beijou-me a face e protegida pelos seguranças o Lula se dirigiu a mesma moça que eu havia falado e voltou novamente em direção à porta do saguão onde acontecia a conferência. Novamente Lula me estende a mão para não ser pisoteada e me da novo abraço e, pedi para entrar com ele e os seguranças. Respondeu-me o Presidente: "Não podemos interromper uma palestra tão importante, temos que respeitar e ele não pode perder o seu tempo precioso com este grupo que vai só perturbar". Lula estava certo seria um abre alas para o Presidente passar, até que tudo se acertasse atrasaria tudo e ele não se julgou mais importante que o palestrante. Nos despedimos com uma puxada pela minha mão por um segurança e nova intervenção de Lula para que eu não fosse pisoteada e ele olhou firme e corrigiu a postura de como se deve tratar um ser humano.
Apesar de ter nascido depois da morte de Ferdinad Soussure (suiço), o pai da Linguística moderna ou seu fundador, os americanos atribui a Chomsky tal façanha com a Linguística. O que nos interessa que ele é conhecido pelas suas idéas e pelo termo chomskiano, marxista, freudiano. Socialista Libertário, admirador dos sindicatos, da liberdade e da verdade como objeto gerador de uma sociedade organizada. Chomsky defende a saída de Assange para o Equador, com o pedido de asilo negado pelos ingleses e disse que ele deveria ser condecorado.

 

quarta-feira, 31 de julho de 2013

CARLOS GOMES - Lo Schiavo (15) - Danza indigena (Goitaca)


"O índio goitacás é o senhor absoluto das terras no tempo da Capitania de São Tomé, depois do Paraíba do Sul" (relato de Osório Peixoto em seu livro 1001 Anos dos Campos dos Goitacases"). Fisicamente, possuíam pele mais clara, eram mais altos e robustos que os demais índios do litoral. Reuniam ainda uma "força extraordinária e sabiam manejar o arco com destreza". Tinham o hábito de dançar e cantar em ocasiões festivas, usando o jenipapo para a pintura do corpo e penas de aves com as quais adornavam seus objetos. Viviam nus, deixando o cabelo comprido, formando uma longa cabeleira. Sua alimentação constava de frutos, raízes, mel e, principalmente, de caça e pesca. Eram supersticiosos quanto à água para beber, não bebendo-a de rios e lagoas, mas sim das cacimbas.
Mantinham comércio com os colonizadores europeus, mas com uma peculiaridade: não se comunicavam com os colonizadores. Deixavam seus produtos em um lugar mais elevado e limpo, ficando à distância, observando as trocas. Davam mel, cera, pescado, caça e frutos em troca de enxadas, foices, aguardente e miçangas. Assim como os demais povos indígenas brasileiros, os Goitacases guerreavam entre si e contra seus vizinhos. "Quando não se julgam fortes, fogem com ligeireza comparável à dos veados." Além do arco e da flecha, faziam, com perfeição, trabalhos com penas de aves multicoloridas, usando-as no corpo e nas armas e também em ocasiões festivas. Trabalhavam o barro, enterrando seus mortos em igaçabas.
Faziam machados de pedra, jangadas, trabalhavam com bambu e trançavam redes de fibra e cordas. Os goitacases desapareceram no fim do século XVIII, exterminados por uma epidemia de varíola disseminada criminosamente entre eles. Calcula-se que eram cerca de 12 000. Viviam em palafitas construídas sobre os pântanos à beira dos rios Paraíba do Sul e Itabapoana. Ao contrário dos índios tupis, não usavam redes: dormiam no chão. Eram grandes corredores, capazes de capturar veados a mão nua. Eram tidos pelos colonizadores portugueses como os índios mais cruéis e ferozes do Brasil. Eram canibais .
Não deixaram registros escritos de sua língua, porém presume-se que ela pertencia à família linguística puri, a qual, por sua vez, pertence ao tronco linguístico macro-jê . Conheciam a agricultura. Caçavam tubarões com o auxílio apenas de um pau, o qual era metido na boca do tubarão para o matar. Os dentes do tubarão, então, eram usados como pontas de flechas." (Wikipédia)
Ao escutar Lo Schiavo (15), uma homangem de Carlos Gomes aos nossos índios Goitacases, denominada Danza indigena, imaginei nossos indíos numa integração total com a música do nosso compositor. Lamentamos a não existência de um único índio goitacás, todos dizimado pelos portugueses.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CECÍLIA MEIRELES E OS EXCLUÍDOS


Cecília Meireles, que se empenhou para eleger Getúlio Vargas, se volta contra ele em 1933, quando percebe as manobras políticas do governo e o estado da educação no Rio de Janeiro. "Chega mesmo a manifestar em sua correspondência o "horror" que lhe causava o jornalismo em sua vida. Ficou para trás a jornalista engajada que, entre 1930 e 1933, assinou sua página diária sobre educação - na qual chegou a acusar o então ministro de educação, Francisco Campos, de medalhão e o então presidente, Getúlio Vargas, de Sr. Ditador. Foram mais de mil artigos escritos em que Cecília lutava contra a inclusão do ensino religioso e defendia as liberdades, como por exemplo a criação de escolas mistas em que ambos os sexos pudessem dividir o mesmo espaço. É bom lembrar que isso ocorreu entre 1930 e 1933, quando a mulher sequer exercia o direito de voto, uma vez que as urnas passaram a contar com o voto feminino apenas em 1934." (monografias.com)
Getúlio Vargas fez muito pela educação de elite religiosa, os uniformizados, mas esqueceu de dar atenção aos miseráveis que apontavam no seu governo. Cecília Meireles contrariou os ditadores e angariou inimigos.
Assim escreveu em 1930: "O Brasil tem como grande desgraça a ser combatida a pseudo-autoridade do medalhão. O medalhão, homem de pose, dado a intelectualidade, falador e gesticulador, dizendo coisas floridas e ocas, tem sido nosso pior inimigo em política, em literatura, em arte, em ciência, em administração."

sexta-feira, 12 de julho de 2013