Aqui na capital do Chile, onde cheguei de Porto Alegre, com uma temperatura beirando os 40º graus, apenas uma manta me auxiliou no voo. Já em Santiago depois de ouvir um "LineSantana" no aeroporto Santiago, achei um tanto estranho e continue sentana. Este nome não era estranho e ele de certa forma participou até da minha vida com suas crônicas e seu humor para cima de mim. Paulo Santiago, o nosso cronista diário da Zero Hora, salvou-me, de mais uma destas enrrascadas de aeroporto. Eu deveria embarcar para Punta Arenas num voo de Santana. Saudosista, fiquei pensando no nosso Santiago, no humor diário, na crônica esportiva ou apenas no cumprimento do seu labor com o envolvimento social. Levante-me de bilhete na mão e voei com Santana.
"Memória ...Através delas daremos livros, livros a-mão-cheias, a todo o povo. O livro, bem sabemos, é o tijolo com que se constrói o espírito. Fazê-lo acessível é multiplicar tanto os herdeiros quanto os enriquecedores do patrimônio literário, científico e humanístico, que é, talvez, o bem maior da cultura humana". Darcy Ribeiro
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
domingo, 12 de janeiro de 2014
MEXENDO COM LIVROS: FORA DO CONTEXTO - Jacques Lacan
MEXENDO COM LIVROS: FORA DO CONTEXTO - Jacques Lacan: O ANALISTA DO FUTURO Paris dorme às 3h da madrugada. Uma voz gaguejante atende ao telefonema que lhe ...
FORA DE CONTEXTO - Jacques Lacan
O ANALISTA DO FUTURO
Psicanálise
Paris dorme às 3h da madrugada. Uma voz gaguejante atende ao telefonema que lhe interompeu o melhor do sono:
__Alo.
__Alo, Richard
__Aloo.
__Alo, Martin Richard?
__Oui, qui l'est?
__C'est Lacan.
__Qui?
__Jacques Lacan.
__Docteur? Oui, bon jour.
__Ecuote, Richard, j'espère ne pas être trouble ... Je lis un travaille son de La lettre sur les aveugles (A carta sobre os cegos), de Diderot, j'apprécie beaucoup, et je voudrais discuter de certains points avec vous personnellement.
__Mas Avec le plus grand plaisir, docteur.
__Que Bon! Lorsque youcan (Quando você pode?)
__Lorsque vous voulez, docteur, dites-moi, je vais le trouver.
__Ah, Comme vous êtes gentil, Richard; vous attendent, puis au café du coin à Saint Michel de la jetée, dans les 30 minutes.
E desligou.
Martin Richard ficou com o telefone na mão, com pouco tempo para se decidir o que fazer. Não tinha coragem de ligar de volta para Lacan, eram 3h05 da manhã, não se fazia isso. Também não podia deixar o doutor - esperando sozinho no café.
Só teve tempo para vestir seu jeans e jaqueta, calçar seus tênis, pegar sua bolsa de livros, descer correndo as escadas, montar em sua bicicleta e aproveitar o leve declive do Boulevard Magenta para ganhar velocidade.
Entrou no café disfarçando a falta de ar e deparou com Lacan em uma mesa de canto, rodeado de papéis. Com o melhor dos seus sorrisos, o doutor lhe estendeu a mão, repetindo.
__Puxa, comme vous êtes gentil, Richard.
Jacques Lacan gostava de dizer que tinha 5anos. Aos 5 anos a pessoa tem um querer direto, sem intermediários, é diferente do querer querelante e reivindicativo dos 15 anos, e do querer conforme às regras do adulto. Mas vale um detalhe; ter 5 anos após uma análise, chegar aos 5 anos pelo convívio diário com o Real - conceito lacaniano que se refere a impossibilidade da nomeação total de seu desejo ("o que será que será que nunca tem nome e nunca terá?") - é diferente de ter por biologia ou retardo.
Desfazer ediçõesBibliografia:
O analista do futuro (2a. edição da revista memória da PSICANÁLISE)
Veja texto na integra de Jorge Forbes, p.14
O diálogo na íntegra encontra-se em português e a versão em francês é
de minha autoria.
O analista do futuro (2a. edição da revista memória da PSICANÁLISE)
Veja texto na integra de Jorge Forbes, p.14
O diálogo na íntegra encontra-se em português e a versão em francês é
de minha autoria.
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Psicanálise
sábado, 11 de janeiro de 2014
MEXENDO COM LIVROS: MINHA VÓ INÁCIA E AS BONECAS DANÇARINAS
MEXENDO COM LIVROS: MINHA VÓ INÁCIA E AS BONECAS DANÇARINAS: No baú de minha vó, havia bonecas dançarinas. Ela estava com uma idade bastante avançada e o vestido preto e o lenço também preto a fazia ...
MINHA VÓ INÁCIA E AS BONECAS DANÇARINAS
No baú de minha vó, havia bonecas dançarinas. Ela estava com uma idade bastante avançada e o vestido preto e o lenço também preto a fazia mais idosa ainda. Levantava depois de servido o café e ela mesma trazia os utensílios para ser lavados por minha mãe. Descia uma escada com degraus altos com ajuda de um bordão. Tinha que esperar o momento certo, para que ela quisesse abrir o encantado baú. Cuidadosa, minhas bonequinhas de louça desapareciam e eu levava um susto quando encontrava deitadinhas sobre as roupas dobradas no baú. Que bom! Pareciam novas e parecia Natal de novo. Quero falar das bonequinhas feitas por minha avó: foram feitas de forma que eu não sei explicar na sua totalidade, a saia de armação da dançarina, de apenas dez centímetros, era de cauda de cavalo que costurada numa cortiça formava um círculo perfeito. Sobre esta primeira armação vinha uma saia que a largura inferior coincidia com o círculo já confecionado. A parte superior era feito de pano branco e as meninas tinham cabeleira e pintadas de ruge. Uma blusinha completava a vestimenta. Meia dúzia de bonequinhas eram levadas com carinho e colocadas sobre a mesa do jantar e ali ela batia e elas deslizavam. Durante a minha vida não me deparei com outra pessoa que fizesse bonequinhas dançarinas, iguais as dá vó Inácia.
quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
MEXENDO COM LIVROS: MINHA AVÓ INÁCIA E O MAPINGUARI
MEXENDO COM LIVROS: MINHA AVÓ INÁCIA E O MAPINGUARI: Contava minha avó Inácia que quando morávamos em São João do Sul/SC/Brasil por volta de 1944, e meus pais tinham já os dois primeir...
domingo, 22 de dezembro de 2013
MEXENDO COM LIVROS: DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero
MEXENDO COM LIVROS: DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero: O autor DA REPÚBLICA, viveu entre 106 a.C. e 43 a.C. O filósofo diz "que este livro é uma discussão empreendida e seguida por ...
FORA DO CONTEXTO - Marco Túlio Cícero
DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero
O autor DA REPÚBLICA, viveu entre 106 a.C. e 43 a.C. O filósofo diz "que este livro é uma discussão empreendida e seguida por mim a respeito do Estado". No Livro Primeiro depois das considerações filosóficas ele cria através de um flashback um diálogo entre Cipião Africano, político e general de guerra que viveu 236 a.C - 183 a.C defensor de Roma e o Gaio Lélio que viveu entre 235 a.C e 160 a.C, também político e militar romano. Transcreverei a seguir um pequeno trecho do diálogo travado entre os dois.
O autor DA REPÚBLICA, viveu entre 106 a.C. e 43 a.C. O filósofo diz "que este livro é uma discussão empreendida e seguida por mim a respeito do Estado". No Livro Primeiro depois das considerações filosóficas ele cria através de um flashback um diálogo entre Cipião Africano, político e general de guerra que viveu 236 a.C - 183 a.C defensor de Roma e o Gaio Lélio que viveu entre 235 a.C e 160 a.C, também político e militar romano. Transcreverei a seguir um pequeno trecho do diálogo travado entre os dois.
XXX. Aqui, Lélio, interrompe a dissertação de Cipião:
"__ Sei que isso te agrada, Africano, eu te ouvi dizer isso com frequência: mas antes de tudo, Cipião, se não te contrario, desejo saber quais destas três formas de governo te parece preferível. Isso não te deixará de ser conveniente ao assunto."
" __ Cada forma de governo, continua Cipião, recebe seu verdadeiro valor da natureza ou da vontade do poder que a dirige. A liberdade, por exemplo, só pode existir verdadeiramente onde o povo exerce a soberania; não pode existir essa liberdade, que é de todos os bens o mais doce, quando não é igual para todos(...)
XXXII. Quando, numa cidade, dizem alguns filósofos, um ou muitos ambiciosos podem elevar-se, mediante a riqueza ou o poderio, nascem os privilégios de seu orgulho despótico, e seu jugo arrogante se impõe à multidão covarde e débil. Mas quando o povo sabe, ao contrário, manter suas prerrogativas, não é possível a esses encontrar mais glória, prosperidade e liberdade, porque então o povo permanece árbitro das leis, dos juízes, da paz, da guerra, dos tratados, da vida e da fortuna de de todos e de cada um; então, e só então, é a coisa pública coisa do povo. (...)"
XXXV. Lélio:
" __ Mas, Cipião, dessas três formas de governo, qual julgas preferível?"
Cipião:
" __Com razão me perguntas qual das três é preferível, por que nenhuma isoladamente aprovo, preferindo um governo que participe de todas (...)"
Leia este imporatnte livro através do tablet ou da Internet.quarta-feira, 27 de novembro de 2013
sexta-feira, 1 de novembro de 2013
MINHA CAIXA DE EMAIL - EL HUMOR COMO EXORCISMO - Yoana Sanchez
De: Generación Y
Data: 27 de junho de 2013 19:32:52 BRT
Para: mariadelourdescardos@me.com
Assunto: Generación Y
Generación Y
A tristeza do povo cubano, lembra a de um balão inflado. Carregam para todos os lados e estão em todos os lados. Motivos para rir, não existe. A luta os ensinou a driblar este balão que em determinados momentos salta no ar e esvazia, é o humor cubano: "Reímos para não llorar..." (Sanchez, Yoana)
sábado, 31 de agosto de 2013
MEXENDO COM LIVROS: JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY
MEXENDO COM LIVROS: JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY: Noam Chomsky participou do II Fórum Mundial Social realizado em Porto Alegre/RS/BR/2002. Encontravam-se presentes na sala Olívio Dutra,...
JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY
Apesar de ter nascido depois da morte de Ferdinad Soussure (suiço), o pai da Linguística moderna ou seu fundador, os americanos atribui a Chomsky tal façanha com a Linguística. O que nos interessa que ele é conhecido pelas suas idéas e pelo termo chomskiano, marxista, freudiano. Socialista Libertário, admirador dos sindicatos, da liberdade e da verdade como objeto gerador de uma sociedade organizada. Chomsky defende a saída de Assange para o Equador, com o pedido de asilo negado pelos ingleses e disse que ele deveria ser condecorado.
quarta-feira, 31 de julho de 2013
CARLOS GOMES - Lo Schiavo (15) - Danza indigena (Goitaca)
"O índio goitacás é o senhor absoluto das terras no tempo da Capitania de São Tomé, depois do Paraíba do Sul" (relato de Osório Peixoto em seu livro 1001 Anos dos Campos dos Goitacases"). Fisicamente, possuíam pele mais clara, eram mais altos e robustos que os demais índios do litoral. Reuniam ainda uma "força extraordinária e sabiam manejar o arco com destreza". Tinham o hábito de dançar e cantar em ocasiões festivas, usando o jenipapo para a pintura do corpo e penas de aves com as quais adornavam seus objetos. Viviam nus, deixando o cabelo comprido, formando uma longa cabeleira. Sua alimentação constava de frutos, raízes, mel e, principalmente, de caça e pesca. Eram supersticiosos quanto à água para beber, não bebendo-a de rios e lagoas, mas sim das cacimbas.
Mantinham comércio com os colonizadores europeus, mas com uma peculiaridade: não se comunicavam com os colonizadores. Deixavam seus produtos em um lugar mais elevado e limpo, ficando à distância, observando as trocas. Davam mel, cera, pescado, caça e frutos em troca de enxadas, foices, aguardente e miçangas. Assim como os demais povos indígenas brasileiros, os Goitacases guerreavam entre si e contra seus vizinhos. "Quando não se julgam fortes, fogem com ligeireza comparável à dos veados." Além do arco e da flecha, faziam, com perfeição, trabalhos com penas de aves multicoloridas, usando-as no corpo e nas armas e também em ocasiões festivas. Trabalhavam o barro, enterrando seus mortos em igaçabas.
Faziam machados de pedra, jangadas, trabalhavam com bambu e trançavam redes de fibra e cordas. Os goitacases desapareceram no fim do século XVIII, exterminados por uma epidemia de varíola disseminada criminosamente entre eles. Calcula-se que eram cerca de 12 000. Viviam em palafitas construídas sobre os pântanos à beira dos rios Paraíba do Sul e Itabapoana. Ao contrário dos índios tupis, não usavam redes: dormiam no chão. Eram grandes corredores, capazes de capturar veados a mão nua. Eram tidos pelos colonizadores portugueses como os índios mais cruéis e ferozes do Brasil. Eram canibais .
Não deixaram registros escritos de sua língua, porém presume-se que ela pertencia à família linguística puri, a qual, por sua vez, pertence ao tronco linguístico macro-jê . Conheciam a agricultura. Caçavam tubarões com o auxílio apenas de um pau, o qual era metido na boca do tubarão para o matar. Os dentes do tubarão, então, eram usados como pontas de flechas." (Wikipédia)
Ao escutar Lo Schiavo (15), uma homangem de Carlos Gomes aos nossos índios Goitacases, denominada Danza indigena, imaginei nossos indíos numa integração total com a música do nosso compositor. Lamentamos a não existência de um único índio goitacás, todos dizimado pelos portugueses.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
MEXENDO COM LIVROS: FAMÍLIA BAUER - Sítio dos meus avós
MEXENDO COM LIVROS: FAMÍLIA BAUER - Sítio dos meus avós: Pela passagem da data da Semana do Imigrante, não pude deixar de pensar nos meus avós, descendentes de imigrantes alemães. Meus irmãos, ...
segunda-feira, 22 de julho de 2013
CECÍLIA MEIRELES E OS EXCLUÍDOS
Cecília Meireles, que se empenhou para eleger Getúlio Vargas, se volta contra ele em 1933, quando percebe as manobras políticas do governo e o estado da educação no Rio de Janeiro. "Chega mesmo a manifestar em sua correspondência o "horror" que lhe causava o jornalismo em sua vida. Ficou para trás a jornalista engajada que, entre 1930 e 1933, assinou sua página diária sobre educação - na qual chegou a acusar o então ministro de educação, Francisco Campos, de medalhão e o então presidente, Getúlio Vargas, de Sr. Ditador. Foram mais de mil artigos escritos em que Cecília lutava contra a inclusão do ensino religioso e defendia as liberdades, como por exemplo a criação de escolas mistas em que ambos os sexos pudessem dividir o mesmo espaço. É bom lembrar que isso ocorreu entre 1930 e 1933, quando a mulher sequer exercia o direito de voto, uma vez que as urnas passaram a contar com o voto feminino apenas em 1934." (monografias.com)
Getúlio Vargas fez muito pela educação de elite religiosa, os uniformizados, mas esqueceu de dar atenção aos miseráveis que apontavam no seu governo. Cecília Meireles contrariou os ditadores e angariou inimigos.
Assim escreveu em 1930: "O Brasil tem como grande desgraça a ser combatida a pseudo-autoridade do medalhão. O medalhão, homem de pose, dado a intelectualidade, falador e gesticulador, dizendo coisas floridas e ocas, tem sido nosso pior inimigo em política, em literatura, em arte, em ciência, em administração."
sexta-feira, 12 de julho de 2013
MEXENDO COM LIVROS: O GRANDE LIXÃO E EARTH COUNCIL
MEXENDO COM LIVROS: O GRANDE LIXÃO E EARTH COUNCIL: Marcos Pereira http://correiodopovo.com.br/Blogs/marcos-pereira/ , escreve com muita propriedade e responsabilidade perante os leitores. E...
domingo, 7 de julho de 2013
Com Texto Livre: Carta de João Ubaldo Ribeiro ao ex-presidente FHC
Com Texto Livre: Carta de João Ubaldo Ribeiro ao ex-presidente FHC: Relembrand o No momento em que Fernando Henrique Cardoso pleiteia uma vaga na Academia Brasileira de Letras, vem à tona esta bela ...
domingo, 23 de junho de 2013
terça-feira, 4 de junho de 2013
MEXENDO COM LIVROS: CARL MARX E OS ECONOMISTAS DE ARAQUE
MEXENDO COM LIVROS: CARL MARX E OS ECONOMISTAS DE ARAQUE: A primeira edição do tomo I de O Capital saiu em 1867 em alemão e a edição que eu tenho foi publicada em 1963 em Pánuco, no México, está ...
CARL MARX E OS ECONOMISTAS DE ARAQUE
A primeira edição do tomo I de O Capital saiu em 1867 em alemão e a edição que eu tenho foi publicada em 1963 em Pánuco, no México, está completando meio século e foi impressa pelo Fundo de Cultura Econômica, um século depois. A versão ficou por conta de Wenceslau Roces que traduziu do alemão. Karl Marx caiu no descrédito, odiado pelos capitalistas e tantos outros que confundiam a sua ideologia. Uma revista americana Foreign Policy publica uma matéria escrita por Panitch, economista, hitoriador e professor de Ciência Política na Universidade de Toronto. Segundo o autor "as vendas mundiais de O Capital dispararam e em 2008 foram vendidas milhares de cópias, contra de 100 do ano anterior". A crise global, a economia sem uma saída, o desprezo pela ideologia de Marx, pela visão dos fatos narrados no passado, o momento em que vivia e uma visão de futuro, foram desprezados. Sem uma saída os economistas que apenas conheciam a face externa do grande idealizador do pensamento sobre o capitalismo, a burguesia, a mais-valia, e a exploração do homem pelo pelo homem, sem dúvida se curvarão mestre.
Blog do zcarlos ferreira Com Texto Livre (matéria completa)
MARCADORES: Análise de livro (O Capital - Carl Marx)
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