quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: DUBAI - Cada louco com sua mania

MEXENDO COM LIVROS: DUBAI - Cada louco com sua mania:                  São raras as pessoas que ainda não ouviram ou viram imagens dos Emirados Árabes Unidos. São sete estados cada um com se...

DUBAI - Cada louco com sua mania

                
São raras as pessoas que ainda não ouviram ou viram imagens dos Emirados Árabes Unidos. São sete estados cada um com seu governante eleitos entre si. O governador sempre será uma espécie de príncipe o (xeque ou sheik). Reunidos e unidos elegem um presidente que será um monarca chamado de emir. Este são superiores aos sheiks e depois de eleitos governam uma espécie de federação de monarquias. O estado da federação de Dubai esta sendo governado pelo Sheik Mohammed que além de vice-presidente, também ocupa o cargo de Primeiro Ministro. As loucuras deste "presidente" não tem limites, para exibir-se ao mundo, encantar repórteres e os ricos do planeta que não sabendo o que mais vão fazer com tanto dinheiro compram uma "casinha" aqui um "apartamentinho" acolá . Mohammed, na intimidade, não passa de uma pessoa corrupta e desonesta. Os operários que por lá chegam na esperança de também ficar ricos não conseguem depois abandonar o pais. Passam fome, não tem carteira de trabalho assinada, moram em guetos amontoados, no meio do esgoto, ficam doentes sem assistência medica e morrem. A quantidade de trabalhadores mortos e incalculável e jamais será noticiado um acidente fatal, que acontecem diariamente. Não podemos compactuar com a corrupção em qualquer pais que se conheça. Já sabemos que por lá a corrupção concorre com a velocidade da luz...Foto extraída do site XPTO.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL

MEXENDO COM LIVROS: EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL:  Os menores não colaboram  com trabalhos domésticos junto de suas residências com tarefas leves, o que eu acho louvável, mas ajudam a enri...

EXPLORAÇÃO DO TRABALHO INFANTIL NO BRASIL

 Os menores não colaboram  com trabalhos domésticos junto de suas residências com tarefas leves, o que eu acho louvável, mas ajudam a enriquecer os grandes usineiros, os produtores de carvão e estes meninos trabalham no calor na boca dos fornos sem tempo para frequentar escolas ou praticar qualquer tipo de esporte.

domingo, 16 de dezembro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: FIM DO MUNDO NA UNIDADE HIDROESTRATIGRÁFICA ALEMOA...

MEXENDO COM LIVROS: FIM DO MUNDO NA UNIDADE HIDROESTRATIGRÁFICA ALEMOA...: Morte do Lago da Alemoa , mapeado como pertencente ao nosso Aguífero Guarani. Ele tem idade e já matou a sede há 250 milhões de anos atrás...

FIM DO MUNDO NA UNIDADE HIDROESTRATIGRÁFICA ALEMOA (LAGO DA ALEMOA)

Morte do Lago da Alemoa, mapeado como pertencente ao nosso Aguífero Guarani. Ele tem idade e já matou a sede há 250 milhões de anos atrás, pertence ao período Triássico da Era Paleozóica e por ele cruzaram os nossos dinossauros. Localizado entre as cidades de Agudo e Rio Pardo está catalogado como lago urbano. Nesta região o afloramento aguífero é raro, portanto uma preciosidade. O surgimento do lago se deu ainda na Pangéia, lago que tem história, lago que pede respeito, que pede admiração de todos, dos nossos escolares, dos nosso professores e de todos que por ali passam e fazem turismo. Este lago que um dia abrigou espécies que nos ajudou a esclarecer a origem e o tempo em que viveram, hoje é lago morto. Ali se pode pescar: pneus, garrafas, lâmpadas, latas de tintas, plásticos, capacetes e restos de construções. Todo este lixo é colocado à noite porque temos uma Lei de n° 9.605/98 que lá está escrito que agredir o meio ambiente é crime. Este lago e tantos outros precisam de guardas ambientais, já que sobre o berço do povo brasileiro a educação não chegou. Os guardas poderão ganhar bem, já que as multas sobre a agressão são de valor alto. Meus pêsames ao povo riopardense que desde já peço desculpas por aqueles que receberam educação de berço.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: BARACK OBAMA OUVE OS CONSELHOS DE LINCOLN

MEXENDO COM LIVROS: BARACK OBAMA OUVE OS CONSELHOS DE LINCOLN:   Lincoln   pertencia ao Partido Republicano e foi eleito o décimo sexto Presidente, em 1861. Mandato tumultuado pela Guerra Civil Ameri...

BARACK OBAMA OUVE CONSELHO DE LINCOLN

 Lincoln   pertencia ao Partido Republicano e foi eleito o décimo sexto Presidente, em 1861. Mandato tumultuado pela Guerra Civil Americana. Assinou uma ordem de transferência de regimento para agradar a um político e o Secretário de Guerra, Stanton, recusou-se a cumprir as ordens do Presidente, alegando que seria um erro grave e o chamou de tolo. Alguém para prejudicar o Secretário, contou ao Presidente o elogio pouco agradável que lhe fora dado e respondeu: "Se Stanton me acha tolo, é porque o fui; ele poucas vezes se engana. Preciso falar com ele". E revogou a ordem. Ficou conhecido pela humildade.
     Barack Obama toma o pensamento de Lincoln e elabora uma frase que me fez lembrar Tólstoy em Anna Karênina, quando criticava a burguesia e os políticos:
    "__ Um voto só pode decidir as eleições". O candidato do ziemstvo (palavra russa que significa Conselho de administração local, eleito pelas classes proprietárias das terras de 1864 a 1918) era ultraliberal. "Desprezava a pobreza, entendia que a maioria dos nobres era partidário da servidão e que só por covardia não o confessava". Este era latifundiário, funcionário do Estado e marechal da nobreza modelar. Vivia viajando para o estrangeiro sempre que podia. O curioso que o candidato pensava de outra forma. "Achava que os camponeses russos, quanto à inteligência, encontravam-se num grau intermediário entre o homem e o macaco, e no entanto, nas eleições, ziemstvo, apertava a mão dos mujicos, ouvindo sua opinião com o maior prazer".

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: EL CAPITAL - Carl Marx

MEXENDO COM LIVROS: EL CAPITAL - Carl Marx:      No volume I, no prólogo, aparece a data de 1859 como sendo o ano que ele publicou Contribuición a la crítica de la economia política...

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

EL CAPITAL - Karl Marx

    No volume I, no prólogo, aparece a data de 1859 como sendo o ano que ele publicou Contribuición a la crítica de la economia política. No primeiro volume de "O capital" insere neste  a crítica que havia interrompido por motivos de saúde, em forma de resumo, no primeiro capítulo. Aconselha o amigo e doutor L. Kugelmann quando em sua visita: "(...) seria conveniente completar el  análisis de la forma del valor con otro tipo más didático". É uma tradução feita do alemão por Wenceslau Roces para o espanhol e publica em Pámuco, México em 1963. O autor se preocupa com as traduções, interpretações, pois já era criticado por Lassale que o tomou ao pé da letra.
     A economia política na Alemanha era vista como uma ciência estrangeira. Refere-se desta forma perante o crescimento dos países da Europa central com o desenvolvimento econômico e discussões acadêmicas que não estavam acontecendo em seu país, embora outros países também passem pelo mesmo problema. Era um catálago de dogmas que chega até eles considerados pequenos burgueses.
     Desde 1848, a produção capitalista começa a desenvolver-se rapidamente na Alemanha e floresce os negócios com trapassas. Surge condições econômicas modernas, mas falta um estudo que recaísse na cabeça da burguesia. Esta política burguesa e permanente, sem solução, origina lutas de classes socias fortes em alguns pontos e isoladas em outros. O eixo de suas investigações repousa nos salários dos obreiros e a ganância dos capitalistas.
     O antagonismo, um capital em mão única e as mãos vazias dos obreiros parece uma lei natural da sociedade. Ele, juntamente com Engels (1820/1895) são observadores da realidade social, formularam seu pensamento a partir  do enriquecimento de alguns e do empobrecimento crescente da classe operária. Um trabalho de pesquisa histórica sobre as condições de trabalho, também em outros países. Um número incontável de minas de carvão na frança, com trabalho escravo, estava presente.  Na Inglaterra não era diferente. Constrói uma teoria científica: na filosófica, com enfoque no materialismo dialético, aborda e interpreta os fenômenos da natureza de uma forma que se mostra real, dinâmica e complexa. O homem dotado de consciência não é passivo, sim dinâmico, determinado, livre para agir no mundo, transformá-lo e se necessário, um homem revolucionário; ainda, no  materilismo histórico aplica os princípios do  materialismo dialético situado na história. Ele mostra os fatos, a luta de classes, uma inversão dos fatos históricos, corrigindo a história.
     Encerra o prólogo com a seguinte frase: "Segui il tuo corso, e lascia dir le genti!" (Siga o seu progresso, dirá o povo!)".
     O autor nega, por exemplo, que a lei das probabilidades seja a mesma para todos os tempos, pelo contrário afirma que em toda época tem sua própria lei de probabilidades (...).
     Era de praxe criticar a dialética  de Hegel (1770/1831), época em que escreve "O capital", pelos cátedros cultos da Alemanha. Diz Schopenhauer referindo-se a filosofia que não faz nenhum progresso: "Finalmente, chegou a falência de toda essa escola e método. Pois, com Hegel e seus companheiros, a insolência desses rascunhos sem sentido, por um lado, e a glorificação mútua sem escrúpulos, por outro, junto à evidente premeditação de todo esse movimento bem planejado, alcançaram proporções tão colossais, que todos tiveram de abrir os olhos para essa charlatanice. E, quando foi retirada a proteção que vinha de cima, em conseqüência de certas revelações, todos tiveram de abrir também as bocas. Essa pseudofilosofia, a mais miserável que já existiu, arrastou consigo para o abismo do descrédito seus antecessores Fichte e Schelling. Assim, ficou evidente toda a incompetência filosófica na Alemanha  da primeira metade do século posterior a Kant, enquanto se continuava a vangloriar para os estrangeiros o talento filosófico dos alemães - especialmente desde que um escritor inglês usou a maliciosa ironia de chamá-los um povo de pensadores". (A. Escrever, p. 140).  Segundo narra o autor, Moses Mendlssohn remete contra Spinoza no tempo de Lessing, tratando-o como "cachorro morto".
     Observando a economia inglesa, embora não houve luta de classe, com singularidade observa o que está errado na política econômica. Segundo a teoria ricardiana estudada por ele, a barreira para o desmonte era instransitável como pode-se ler a medida que se avança no I Volume. (Ricardo Jones, Sta. Aliança)
     Na França e na Inglaterra a economia burguesa em 1830 não se definia o que era falso ou verdadeiro.
     Ferdinand Lassale diz que o autor busca na "quinta essência" explicação  para as pesquisas com erros significativos e escreve: "Não só nos atormentam os vivos, mas também os mortos".
     Toda a obra está embasada em pesquisas exaustivas, faz uma retrospectiva histórica do trabalho, busca na Idade Média o significado do dinheiro e da mercadoria que perdura até o século XIX. Analisa o conceito de valor dado como signo pelo que ele vale e não por ser uma simples coisa, segundo Hegel. Tanto o dinheiro como a mercadoria, ambos vistos como um signo, análise feita pelo autor, sem levar em consideração o trabalho humano.
     Cita Aristóteles, uma pessoa só deve trocar um objeto de sua necessidade por outro que também venha satisfazer a sua: "Não se troca a sandália por algumas gramas de alimento. A sandália não existe para trocar-se".
     Esta equivalência no momento da troca não foi respeitada principalmente na Idade Média quando os navegadores trocam objetos sem valor, por outro de maior valor e era o sistema de "compra e venda" descrito, que vê como algo imoral. Baseado na imoralidade e no benefício que isto traz, os selvagens eram enganados na presença de padres da igreja católica e as expressões descritas como: "verdades eternas", "gracia eterna", "fé eterna" e "vontade eterna de Deus" era uma constante.
     Cita Proudhon, filósofo e anarquista francês que primeiro esboça conceito de eqüidade e justiça, como extensão do Estado. Elabora seu "ideal de justiça" e seu "ideal de justiça eterna" nas relações jurídicas que atende pequenos burgueses. Ainda emprega; "idéias eternas", "eterna eqüidade", "mutualidade eterna" entre outras.
     O autor cita os chineses e não os franceses, que faziam as mesas girar em experiências espíritas, passando estas a ser consideradas não só de valor de uso, mas também produto de trabalho.
     Ele compara economistas com teólogos, no século XIX. No feudalismo, os economistas são os burgueses e  teólogos e as instituições eram vistas como naturais. Avançando na obra ele fala de uma antítese francesa relacinada com  o dinheiro e a terra: "Nulle terre sans seigneur y l'argent n'pas de maître".  Pode-se traduzir em qualquer ordem: "Nenhuma terra ou terra de ninguém, sem senhor", significando o poder feudal com as terras vinculadas aos nobres, lordes e barões. Os pobres, os escravos, produzem alimentos e criam animais para estes e ainda para o clero. O senhor era a pessoa responsável pelo feudo, logo "nenhuma terra sem senhor". A outra: "o dinheiro não tem dono", significando o dinheiro  nas mãos dos poderosos  que de posse do capital adquirem mais terras, aumentando o número de feudos ou simplesmente arrendam, nunca na mão do pobre. Este contraste entre o poder da terra concentrada nas mãos dos poderosos e poder impessoal do dinheiro, que em última análise não pertence a ninguém é o que expressa a antítese. 
     Aconselha Maquiavel: "Deve, sobretudo, abster-se dos bens alheios, posto que os homens esquecem mais rapidamente a morte do pai do que a perda do patrimônio". (O príncipe, p. 65)
     Quando o autor aborda o estudo da mercadoria "es como si la categoria del salario no existisse". Cita Aristóteles com um exemplo de cinco almofadas tendo o mesmo valor de uma casa. A sociedade grega está baseada em trabalho escravo e tem como princípio natural a desigualdade entre os homens e suas forças de trabalho, o próprio filósofo sente dificuldade para fazer uma análise.
     O ouro regula o mercado. O dinheiro é uma representação real e afetiva da soma deste, que regula os preços e para isso tem que coincidir. Os preços irão oscilar com o valor do ouro (valor do material dinheiro). O processo da desvalorização do ouro faz subir os preços e vice-versa, na devida proporção. Esta oscilação aumenta ou diminue o preço das mercadorias aumenta ou diminue a circulação do dinheiro. A massa de dinheiro nos meios de circulação determina o câmbio não como função de meio circulatório, mas como função de medida de valores.
     No século XVII e principalmente no século seguinte chega-se a uma conclusão enganosa porque mais ouro e prata havia sido lançado no mercado, como meio circulatório e coincide a subida dos preços. O ouro segue prestando os mesmos serviços como pradrão fixo de preços, por mais que ele mude o valor de sua cotação. Cita Jacob Vanderlint: "Os preços das coisas sobem necessariamente, em cada país, na medida que aumenta a quantidade de ouro e prata em circulação, pela mesma razão, em determinda nação diminue o ouro e a prata e o preço de todas as mercadorias diminue proporcionalmente a esta diminuição do dinheiro".
     Atualmente o nosso ouro, ou metade dele desaparece nas mãos dos exploradores e isto corresponde aproximadamente 2,4 milhões de onças troy ao ano (3,6% do total mundial) fica de fora do balanço de pagamentos  e de fora do regulador do PIB, pois a extração de minérios é responsável aproximadamente 3% do PIB brasileiro, porém no produto final chega a 29% e em alguns casos os minerais transformados como nas industrias automobilísticas, eletônicas, eletrodomésticos ou na construção civil participam com 40% na economia do país. Como o órgão regulador dos nossos minérios aparece em primeiro lugar o Ministério de Minas e Energias e seguem abaixo outras agências reguladoras ou fiscalizadoras.
     Na última década o valor do ouro sobe anualmente e também os preços sobem e chegam a dobrar, cumprindo dessa forma um papel controlador e avaliador do poder de compra. Para os economistas ele é regulador  do dólar, sobe o ouro, baixa o dólar, moeda reguladora do mercado como monopólio mundial. Para o autor todos os países tem seu potencial próprio, as suas reservas, para equilibrar a moeda.
     t A Constituição de 1988 estabelece regras relacionadas com a sustentabilidade ambiental que varia de estado para estado. O impacto ambiental gerado pelas mineradoras é de responsabilidade do IBAMA e do Ministério do Meio Ambiente. A nossa legislação é uma das mais rígidas do mundo, mas a nossa exploração compromete o meio ambiente porque a atividade não é fiscalizada e das 100 maiores empresas exploradoras apenas 25% possuem unidades certificadas pela ISSO 14.001 e mesmo as que detém o certificado não garante o cuidado regulamentado. Elas dispersam mercúrio, lama e outros detritos que contaminam o solo próximo e longe da mineradora num desrespeito ao ser humano. O custo com medidas preventivas, como contenção de lama e mercúrio vai elevar o custo da produção e a ganância está em primeiro lugar. Os lucros são exorbitantes e faz parte do jogo sujo, da lavagem de dinheiro, do contrabando e do enriquecimeno ilícito. Estes são os donos de capital explorado sem precedentes, avançam cada vez mais, sem excrúpulos, aos olhos da sociedqade perplexa que se pergunta sobre a origem de tanto dinheiro e assim são proclamados os homens mais ricos do planeta.
     Todo minério extraído e avaliado deve pagar imposto para o Estado e isto gera receita. O Brasil ocupa a 6ª posição mundial em termos de reservas e o 13º em produção, com 61 milhões toneladas métricas.  Em síntese a colocação do autor é muito clara de como deve agir os meios oficiais: há de haver sempre ouro e prata necessário, pelos quais o comércio depende  da frequência das transações e valor por eles pagos. Um processo circulatório sem preço e uma moeda sem valor depende logo ali da alícota de massa formada pelo mercado de troca porque uma parte da alícota do montante de metais extraído de um nação pertence a esta. Cabe-se lembrar que  a Alemanha sempre teve muito ouro e na época em que o autor escreve "O capital" a população está empoprecida e impera a desgovernança.
     O autor fala do processo de dissociação entre o valor do ouro, os quilates do seu peso nominal e seu peso real, pois converte a essência do ouro e da moeda em aparência de ouro, o que chama de desmonetização. Ouro com aparência de verdade converte a moeda em mero símbolo de uma quantidade de metal que "oficialmente" nos é dita. Na Alemanha do século XIX é assim, no Brasil do século XXI, também, porque aqui encontramos os pobres, os muito pobres e àqueles que vivem abaixo da linha da pobreza, que sabem que há algo errado, mas não sabem como agir perante a diferença entre eles e a burguesia.
     Para o dinheiro funcionar como moeda será necessário, também fazê-lo circular e vai depender do tipo de moeda, ou seja o peso do ouro vai dar nome ao dinheiro no mercado , que vai enfrentar. Este preço e o nome depende da circulação como se fosse uma peça dotada de um nome qualquer. Na História do Brasil, pode-se ler sobre   uma peça maciça em ouro,  um cacho de bananas, de tamanho natural, exigência do rei de portugal, que enviou um representante à Inglaterra para que realize a operação de empréstimo ao nosso país. O Brasil contrai uma dívida em libras, transferida mais tarde para o FMI com pesados juros em moeda estrangeira.
       O autor fala da acumulação do dinheiro (atesoramento) palavra derivada do substantivo tesouro, que traduzida fica atesouramento, compara aos conquistadores que sempre há uma nova fronteira a ser conquistada e voltando mais ainda na  história fala do roubo dos tesouros dos templos de Delfos, também conhecidos por Bancos sagrados, na Grécia, pelos faceos. Para o autor, atesouramento é o dinheiro acumulado, através de lavagem de capital, o que hoje juridicamente se chama de clareamento de capital. Este pode ser aplicado de maneira ilícita, chamado de dinheiro sujo. Cabe lembrar o dinheiro brasileiro que não conhece fronteiras, depositado em bancos estrangeiros, os paraísos fiscais, dinheiro que foi subtraído do país, sem retorno, portanto não circula e sem poder de compra. O atesouramento acontece também através do investimento em poupança e em outros papéis com largo lucro para os investidores. Comenta o autor : "O poupador abstem-se do ouro e dos prazeres da carne, assim abraça o evangelho". Produz muito, vende muito. O trabalho, a avareza são suas virtudes cardinais e comprar pouco é o compêndio da sua ciência econômica. Esta ciência é pregada aqui no Brasil para quem usa o cartão de crédito pelos cientistas econômicos para àqueles que se veem endividados pelos altos juros bancários. Cita Lutero: "A los párocos, para predicar contra la usura" para falar do problema "não se pode pagar aqui nem poder comprar lá". Diz o autor: "As nações clamam por dinheiro assim como o servo clama por água fresca, riqueza para ambos".
     Descreve a luta de classes já no mundo antigo, entre credores e devedores, sendo estes últimos plebeus que foram convertidos em escravos. Abro um parêntese para acrescentar que a escravidão era sofrida por qualquer raça e independente de cor . Era o mais "forte" que subjugava o mais "fraco" em qualquer momento da história universal.
     O escravo ou obreiro mal pago passam a comprar mercadorias de seus patrões com preços superfaturados e por mais que trabalhem não conseguem um "meio de pagamento" e o círculo se forma: trabalho e divida e dívida e trabalho. Este círculo os torna prisioneiros dos sítios, das aldeias, porque enquanto devem, ali devem permanecer.
     Na Inglaterra, século XVIII: "Aqui, reina entre os comerciantes  um espírito de cueldade como não se pode  encontrar em nenhum outro país do mundo".
       Eis a forma do ciclo do dinhero transformado em mercadoria e esta em dinheiro (comprar para vender).

      D (dinheiro) - M (mercadoria) - D (dinheiro)

      A seguir, duas formas são antagônicas o que chama de "processo total".

      D - M  (Na compra, o dinheiro converte-se em mercadoria).

      M - D  (Na venda , a mercadoria se converte em dinheiro).

      A preocupação do autor não era com a circulação do dinheiro e sim com a origem do capital. O processo nada mais é do que, a maneira empregada para fazer surgir o capital, através da força de trabalho barata que leva ao lucro, originário do processo total que ele chama de "patrimônio-dinheiro".
     Este patrimônio originado no capital comercial e de capital usurário ou seja de lucro exagerado, feito de ambição ou de dívidas contraídas pelo obreiro com altos juros, o  "capital sujo". Tales de Mileto, filósofo Grego que nasce por volta 625 a.C já escreve sobre a crematística. Aristóteles em Ética para Nicômaco escreve que é através do emprego da crematística que acontece a acumulação do numerário e a qualquer preço a prática é abraçada não importando o prejuízo a sociedade com degradação ao meio ambiente, sem preocupação das consequências. O autor cita este filósofo: "(...) não parece existir limites na riqueza e na posição, esta crematística não encontra nenhum limite a sua ambição que a de se enriquecer de um modo absoluto". 
     Na circulação de mercadorias se extraí o capital no momento que se estabelece o comércio, que tem como resultado final o dinheiro resultado da circulação de mercadorias, sendo esta a forma inicial em que se apresenta o capital. Cita Engels: são as ganâncias que vem encrementar o capital primitivo, que incorpora imediatamente ao capital e se coloca em circulação com este.
     Rubens Requião fala de Machiavel: "(...) a cidade de Gênova dera como garantia, direito alfandengário e um palácio para os credores ali se reunirem. Os credores estabeleceram, então uma comissão de gestão que eles dividiram seus créditos em frações iguais dando a sua corporação o nome de Casa di San Giogio, que se tornou extremamente poderosa". Comenta o autor que a "casa" passou mais tarde  a operar como Banco. (Direito Comercial, V. 2 p.3).
     Critica Mommsen que comete um "quid pro quo" atrás do outro, referindo-se as Enciclopédias da Antiguidade, com absurdos. ( História de Roma). O mundo antigo já está envolvido no capital, a magestade das construções numa época em que não havia a moeda, prova da escravidão dos obreiros. Cita Thomas Hobbes quando este se referia ao valor do homem pelo homem, classifica como "mais forte", "mais fraco" e "mais ou menos inteligente". Seria a aniquilação do homem pelo próprio homem, o que o autor concorda com este filósofo. O homem vende o seu trabalho que resulta em mercadorias e o empregador que absorve a mão de obra (igual a mercadoria), torna-se capitalista. Isto acontece porque o homem não ve em si o seu próprio valor e não vê que tudo que toca se transforma em dinheiro para o outro e nunca para ele. Faz uma comparação entre dois padeiros: um que faz o pão e vende de porta em porta e a padaria (undersellers) que vende pão aos pobres com areia e cal com um lucro de 3/4 a mais que o primeiro. Relata que o empregado da padaria leva pão para casa e "se ve obrigado a pagar precios más altos que los demás (...) que le fía". Todos conhemos a palavra "fiado", solução encontrada pelo pobre para conseguir alimento ou suas humildes vestes que muitas vezes no final do mês não tem como pagar e assim a dívida aumenta sempre com juros.
     Aqui, já se encontrou farinha de trigo com pelos de ratos e atualmente encontra-se nas prateleiras dos supermercados farinha de milho contaminadas por micotoxinas,  encontrada em qualquer tipo de milho armazenados e com muita demora na produção da farinha. Para os consumidores da farinha de milho, de uso quase diário, o risco de câncer é grande e já se pode detectar a doença desenvolvida nas regiões de maior consumo.
     Ele menciona a produção de grãos e a diversificação da cultura. O colono se queixa, acredita que se existe mais dinheiro poderia vender seus produtos a bom preço, motivo da pobreza destes.
     Chama de estancamento de mercado quando as riquezas não passam de mão em mão e isto é um termômetro para a nação. Ele culpa os meios oficiais no momento de regular o curso da moeda para que não venha paralizar o comércio.
     O autor diz que compra e venda são duas forças igualitárias desde que haja respeito com o dono da força de trabalho, considerado como pessoa e que cada um se respeite e que cada um ceda ao outro sem desfrute.
     Cita John Bellers: "Os pobres não tem trabalho porque os ricos não tem dinheiro para pagá-los, apesar de que seguem possuindo as mesmas terras e as mesmas forças de trabalho que antes para fabricar víveres e roupas de vestir: e são estes e não dinheiro os que formam a verdadeira riqueza de uma nação". (Proposls for raising a Colledge of Industrie).
      Os peões, são uma forma disfarçada de escravidão que ocorreu nos Estados Unidos, México, províncias do Danúbio e reina até os dias de hoje aqui no Brasil. Não só o peão, mas toda a família fica refém do proprietário das terras, do coronel, do burguês. Estas famílias agregadas a uma outra majotitária ganham aposentos, comida e inertes agradecem o pão que fazem todos os dias.
     No capitalismo, o trabalhador com a sua força de trabalho assumida é um assalariado, quando na verdade  deveria lhe pertencer também o lucro ou parte do mercado. Surge assim os contratos de trabalho, algumas legislações que assinalam um limite de tempo para o trabalho.
     Para Leviathan: "O valor de um homem é, como todas as demais coisas, sem preço, no que dá no mesmo, no que se paga pelo uso de sua força". (Works, 1839)
     Na Inglaterra uma forma de pagamento capitalista paga semanlmente com mercadorias (alimentos) nas tendas do próprio dono. o tabalhador recebe o dinheiro com uma mão (mercadoria) e solta com a outra.
     O autor bate forte e da exemplos de como funciona a plusvalia ou mais-valia.  Chama de plusvalia absoluta para o processo de valorização do trabalho relacionado com o tipo de trabalho. Vale lembrar profissionais que trabalham com alta costura, sapato tipo exportação e outros profissionais que tansformam seus artigos em mercadorias de luxo. Na venda do terno ou vestido o custo de produção fica baixo e a mão de obra especializada não é descontada do lucro.
     O autor faz a diferença do processo de trabalho realizado pelo homem quando concretiza uma tarefa para consumo próprio como uma rede de pescar, do processo  considerado com uma tarefa de força de trabalho gerada pelo capitalista. Neste último caso, o homem trabalha sob controle e o trabalho não lhe pertence. O capitalista lhe vigia para que o resultado do trabalho seja feito exatamente como deve, sem desperdício de matéria prima e cuidando dos instrumentos de trabalho muito bem, sem desgastar, exige um emprego racional.
     Pensa o trabalhador, o produto final, é de propriedade do capitalista que paga o dia da força de trabalho, faz as exigências que tem que fazer  no emprego daquela força. Tudo pertence ao capitalista, nem mais nem menos que o produto da fermentação de vinhos da sua bodega.
     O proletário ao vender seu trabalho por uma quantidade de víveres (approvisionnement) renuncia integralmente a toda participação no produto. O capitalista é o proprietário do capital e também do trabalho, logo a palavra capital é associativa pois abarca o capital e o trabalho.
     O capitalista está sempre driblando as crises e cita o caso dos americano na Guerra de Seceção que jogam na bolsa de Liverpool. Pero si, pero non, pois estou lendo em espanhol, todos os hermanos capitalistas fazem o mesmo. O autor também dotado de comicidade e diz que os capitalistas catequisam uns aos outros: "Não vá comer o seu dinheiro. Não fale de sua abstinência".
     Voltando a plusvalia  como cota que é a exploração da força de trabalho. Engels cita Maltlus: "Se calculamos o valor do capital fixo invertido como uma parte do capital desembolsado, no final do ano teremos que calcular o restante do valor deste capital como uma parte da renda atual. O autor dá o exemplo da compra de uma máquina  que resultará em produto de venda que no momento de desembolsar custa X, mas com que atualmente chamamos de  depreciação anual, vai embutir no valor do produto,  a perda na  depreciação. Desta forma o valor do capital reaparece no produto e o capital aumenta porque foi acrescentado um valor x de plusvalia que nada mais é do que o capital convertido em força de trabalho.
     Disso se compreende que, como disse Lucréciuo, nil posse creari nihilo (do nada posso criar mil).
     A cota de plusvalia é a magnitude proporcional do capital, que os ingleses chamam de "rate of profist" (taxa de lucros) e "rate of interest" (taxa de interesse). De fácil compreensão a taxa de plusvalia é o mesmo que cota de ganância ou então segundo caminho inverso, não se compreende "ni l' un ni l'autre" (nem um nem outro).
     A autor refere-se a produção de algodão na Inglaterra que predominava no mercado mundial com a exploração da mão de obra e dos jovens menores de dezoito anos que trabalham nas fábricas por doze horas. Entre outras coisas se dizia no condado de Dorset e Somerset: "Vossos peticionários, padres de família, acreditavam que uma hora a mais não conduziria a maus resultados que a desmoralização de seus filhos, pois o ócio é a origem de todos os vícios". Reduzir uma hora de trabalho equivaleria destruir a ganância. O conceito de "moral" e de "virtude" não passava de uma "hora fatal" na concepção de poucos, pelo que os jovens enfrentavam nas manhãs e noites geladas da Inglaterra e mal alimentados. Os padres faziam papel de suplicantes nas famílias e de advogados dos capitalistas. Diz o autor que a alma do capitalista não mais que  sua alma é a alma do capital com suas idéias próprias, como encrementar-se, criar plusvalia e de absorver os meios de produção com o maior tempo de produção excedente. O capital não é como os vampiros que não sabem se alimentar, mas que chupa trabalho vivo e que dura mais quanto mais trabalho vivo chupa. Chama de tortura trabalhar doze horas e até quatorze horas nas fábricas.
     O autor cita o Rei Luis Felipe, o Rei Burguês, que durante o seu reinado em 22 de março de 1841 promulga a lei que jamais foi aplicada, que diz respeito ao trabalho infantil, fixando para 8 horas de carga máxima para maiores de 8  menores de 12 e de 12 horas para maiores de 12 e menores de 16 anos.
     O regime do Rei Burguês, também chamado de Monarca de Julho, foi apoiado por proprietários de terras, homens de negócio, banqueiros e conhecido por benfeitor da grande burguesia. Nesta época a França já conhece o antagonismo estabelecido entre o que é burguesia e o povo. A distinção entre capital  e o trabalho já era evidente. Os reinados burgueses estão ameaçados e já se conhecem os nobres como pessoas inferiores aos burgueses donos do capital e a "revolução de 1848 foi precedida por um período de florescimento intelectual como a europa nunca conhecera antes e nem conheceria depois" (Namier). Cabe acrescentar que neste período um dos movimentos que cresceu foi "socialismo".  O empobrecimento dos nobres,  também acontece em outros pontos da Europa, incluíndo a Rússia, com um reinado de dívidas e os burgueses lhe dando às costas. Conclui-se que o Rei Burguês acende uma vela para o povo e outra para os burgueses, mas o povo ainda não está organizado  como classe e os burgueses dominam e não só os menores continuam sendo explorados pelos capitalistas, mas todo o povo.
     O que conta para os capitalistas eram os cálculos aplicados para gerar lucros e o quanto rende uma plusvalia e os exemplos do autor assustam.
     Um capitalista desembolsa 100 táleros para explorar diariamente 100 obreiro com uma cota de plusvalia de 50% com um capital variável de 100 táleros por uma jornada de trabalho de 3 horas diárias, no momento em que duplica a jornada para 6 horas estará duplicando a plusvalia em 100%.

                         100 táleros x 100 obreiros x 3 horas =
                           50 táleros x   50 obreiros x 6 horas =

     No exemplo acima diminue o capital, aumenta o grau de exploração em mais 3 horas e o número de  obreiros pode ser proporcional a jornada de trabalho, logo somente a metade (50 obreiros).
     Para cortar um hectare de cana-de-açúcar o obreiro necessita de 2 dias de trabalho:

                        2 dias x 8 horas de trabalho = 16 horas
                        16 horas x 2 salários dias = X salário

     Ele executa em um dia de trabalho de 8 horas e ganha por um dia de trabalho. No final do ano vai trazer grandes lucros para o usineiro proprietário dos canaviais. O autor dá o exemplo da rotatividade dos obreiros, trocam os já cansados por outros mais ágeis e mais fortes. O grande matemático Arquimedes também deu a sua opinião e chamou de economia vulgar.
     A exploração de menores ocorreu na Inglaterra e o autor não poupou com suas críticas. Aqui no Brasil, temos os menores carvoeiros que vivem à boca das fornalhas na produção do carvão num trabalho clandestino.
     Para finalizar o primeiro volume de uma série de 6 encerro falando da expectativa, do objetivo de Marx que mais tarde o capitalismo viesse a cair ou ser substituído por um sistema mais justo. Para ele o capitalismo leva a destruição da sociedade e o sonho de uma sociedade futura que participe dos lucros de sua produção. O livro de Marx é uma análise feita desde a antiguidade até o século em que vivia. Leu as barbáries escritas e deixadas em todas as épocas. Entre tantos autores leu Balsac, A comédia humana e definiu como um livro que leva a compreensão da sociedade francesa e que os muitos tratados de economia, de filosofia e de história não superam o autor. Muitos autores passam a escrever seus romances abordando a sociedade e entre eles eu cito Victor Hugo, Leon de Tólstoy, Jorge Amado, Graciliano Ramos,  virou moda tratar de assunto relacionado com o sofrimento humano e mais recentemente o médico e escritor DráuzioVarella que a exemplo de Tóstoy se encontra com os presos e que depois de cumprida a pena os torna amigos e têm encontros mensais. Cito aqui, um pequeno trecho de Émille Zola, escrito após ser editado O Capital e a famosa Internacional: "_ Bobagem _repetiu Suvarin. _ Carl Marx ainda pensa em deixar os acontecimentos  seguirem seu curso natural. Sem política, sem conspiração, tudo feito abertamente, e apenas pelo aumento de salários. Não tenho nada a ver com essa revolução. Incendeiem as cidades, arrasem tudo, aí, sim, quando não tiver sobrado nada deste mundo podre, talvez nasça um mundo melhor." (Germinal, p.51).
Foi um trabalho perfeito, reune vários autores com parágrafos de suas obras e citou-os. Pode-se dizer sem medo de errar que ele se debruça sobre os livros com estudos exautivos e para a  época está frente do seu tempo. Foi criticado bem antes de terminar "O capital" porque o primeiro volume já circulava. Foi expulso da Alemanha, França e finalmente fez da Inglaterra um lugar para morar. Fez um trabalho de campo, não vivia só em gabinetes, sabia o que estava se passando na Inglaterra: a exploração dos menores, a exploração do povo enquanto a Inglaterra brilhava diante dos olhos do mundo com a sua produção de algodão. O silêncio dos poderosos e o silêncio do clero silencia também as famílias convencidas de que necessitam dar o máximo de si para fazer o país brilhar. Marx com suas teorias que sem dúvida é  motivo de estudo, esclare que precisamos de um mundo mais justo. Aqui fica também o que jamais apagará da minha memória, o que já sabia em parte, mas agora faço uma elaboração completa: Um brilhante, uma esmeralda ou qualquer pedra extraída, deve valer não só pelo valor da pedra, mas acrescida ao valor, o trabalho daquele que a extrae, o que não acontece nem aqui e nem na "China". 

"http://www.youtube.com/embed/IOWGMmvI6CE"



    
   
    
    

    

sábado, 29 de setembro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: MORRE UMA BURGUESA - Hebe Camargo

MEXENDO COM LIVROS: MORRE UMA BURGUESA - Hebe Camargo: Morre uma burguesa, centro de atenções dos brasileiros, nos chamados horários nobres da TV, uma apresentadora. Conhecida pelo seus altos...

MORRE UMA BURGUESA - Hebe Camargo



Morre uma burguesa, centro de atenções dos brasileiros, nos chamados horários nobres da TV, uma apresentadora. Conhecida pelo seus altos salários, pelo luxo hostentado, pelas gafes cometidas em público, pelo falar simplório: "aquela senhorinha é uma gracinha", "você é uma delícia", "esta pessoinha é uma senhorinha que eu conheço", etc. Entrevistando a nossa diva do teatro, telenovelas e cinema, Fernanda Montenegro, começou dizendo que tinha muito nojo de barata. Então a inteligente Fernanda sugere a mudança de assunto. Representanto o povo brasileiro em visita ao Palácio da Alvorada, ou o residencial, explica para a Presidenta que esteve com a Fernanda e que o assunto foi barata, esmagar barata. A Presidenta então disse, que todas as pessoas tem nojo de barata e Hebe esqueceu o principal, falar em educação, meio ambiente, pobreza e por ai afora. Amiga de Paulo Maluf, onde seu falecido marido tinha uma empresa de frangos que fornecia merenda escolar para as escolas estaduais de São Paulo, foi descoberto que as merendas eram superfaturadas, mas político que faz, é permitido roubar. Este era o chavão escutado por quem andava por São Paulo, e tive oportunidade de andar de taxi e saber a opinião do povo: "Rouba, mas faz", era voz corrente. Aqui vai um pedacinho de um hap retirado sem prévia permissão do MV Portal Cifra.

(http://www.mvhp.com.br)

Hebe Camargo pergunta em seu programa: Por que todo pobre tem pé rachado?
Aqui vai a resposta:

Por outro lado o que importa é o cascalho
1 milhão de reais por mês de salário
O que você recebe por ano eles recebem por hora
Eles são "os ricos que o meu povo adora".
   

domingo, 2 de setembro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: TRÊS LUAS NO CÉU: a amarela, a de vermelho e a az...

MEXENDO COM LIVROS: TRÊS LUAS NO CÉU: a amarela, a de vermelho e a az...:      Conforme publiquei nesta  página, apareceria no céu de fins de agosto duas luas uma amarela e outra vermelha, sendo está última o p...

LUA AZUL - My bleu moon

     Conforme publiquei nesta  página, apareceria no céu de fins de agosto duas luas uma amarela e outra vermelha, sendo esta última o planeta Marte que depois de um breve estudo certifiquei-me de que Marte se afastava cada vez mais da Terra ficando cada vez menor. Esta foto foi tirada por mim em 02.09.2012. Aqui não se trata de Marte, mas da lua cheia, a segunda lua cheia do mês chamada de "Lua Azul" que apareceu nesta sexta-feira dia 31 e que acontece a cada dois anos e sete meses. Apesar de levar este nome ela permanecerá sempre da mesma cor, com exceção de duas oportunidades que a lua foi vista de cor azul, na Indonésia em 1883 em virtude das cinzas do vulcão  Krakacoa e no Canadá quando houve um incêndio florestal em 1951. Como o prometido por mim seria duas luas no céu uma  vestida de amarelo e outra vestida de vermelho, fui além, levo aos meus visitantes três luas: a de marelo, a de vermelho  e a de azul (My blue moon), já que Marte nos pregou uma peça.

DUAS LUAS NO CÉU - uma de amarelo e a outra de vermelho

O telescópio Hubbe, já captou e enviou mensagem sobre o planeta Marte. Segundo o telescópio a aproximação prevista do planeta já pode ser vista através do aparelho. A semana passada eu levei um susto ao observá-lo e mostrei ao nosso guarda noturno. Falei que "coisa estranha, o senhor não acha que ela está muito baixa e pedi a ele que ficasse observando". Também pode ser vista no céu, em noites claras, baixando no horizonte a Estação Espacial Internacional (ISS), que depois do Sol e da Lua é o objeto mais brilhante que podemos avistar e supera o planeta Vênus. Desta data até o dia 27 de agosto ele poderá ser visto crescendo gradativamente até atingir o tamanho da Lua e ainda com luminosidade superior. Observe todos os dias porque este vai ser um momento único em nossas vidas, mesmo que durássemos mais 200 anos. Boas máquinas fotográficas também deverão estar presente. De olho em Marte poderemos ver as duas Luas, uma vestidas de amarelo e a outra de vermelho. Que seria da pobre Lua amarela se não existisse o Marte de vermelho?

sábado, 1 de setembro de 2012

MEXENDO COM LIVROS: DUBAI - Cada louco com sua mania

MEXENDO COM LIVROS: DUBAI - Cada louco com sua mania:                  São raras as pessoas que ainda não ouviram ou viram imagens dos Emirados Árabes Unidos. São sete estados cada um com se...

domingo, 19 de agosto de 2012

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

MEXENDO COM LIVROS: ASSANGE NÃO É UM PIRATA DIZ ADVOGADO

MEXENDO COM LIVROS: ASSANGE NÃO É UM PIRATA DIZ ADVOGADO: Julian Assange, ¿el Che Guevara de la era digital? @ httpcardosa "Não, são piratas da era digital, os vikings pós-modernos, trazendo as ...

ASSANGE NÃO É UM PIRATA DIZ ADVOGADO


Julian Assange, ¿el Che Guevara de la era digital? "Não, são piratas da era digital, os vikings pós-modernos, trazendo as mesmas contribuições, na tecnologia avançada para o mundo." A resposta dada por mim no Twitter a uma pergunta que não tem como resposta fazer um paralelo ao Che Guevara, pensei em estar ajudando. Resposta levada desta página para lá e cortada até atingir os 127 de caractéres sem cuidado maior em resumi-la de forma telegráfica, não agradou ao seu advogado. Avisados, todos para os cuidados ao lidar com a situação, resguardar a internet com segurança máxima para evitar futuros problemas, já havia lido dias anteriores. Assim se expressa perante a uma comitiva de imprensa o seu advogado e ex-juiz de direito espanhol Baltazar Garzón: "Assange não é um pirata, não é um terrorista."A minha intensão era completar com esta frase: "Cavaleiro da era digital e homem mais influente do mundo, tem grandes idéias no campo a administrativo. Materia completa no Correio do Povo: Garzón se reune com a mãe de Assange - (04.08.12012, p4)








                                       

SOS BRASIL - lixo hospitar sem reciclagem

      Falando em reciclagem, todo lixo brasileiro já fica suspeito, até para os municípíos que dizem estar fazendo reciclagem. Que provem, que mostrem ao povo o que esta sendo feito e onde.
      Projeto de Lei (PLS 653/2011) do senador Humberto Costa de Pernambuco tramita sem nenhuma pressa pelos políticos eleitos e de bolsos cheios em Brasília. Após apreciação vai para análise da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ). O projeto que pede urgência trata da punição para quem jogar lixo que venha em prejuízo da saúde do povo. Os estados de Pernambuco e Alagoas estavam recebendo lixo de outros países contendo lençóis ensanguentados para ser aproveitados em confecções. Pasmem, povo querido, de onde vem tanta maldade, dos que enviam para cá e dos que recebem o fruto de tal bandidagem. O Rio Grande do Sul não ficou para trás aqui aportaram em Rio Grande navios contendo lixos suspeito. Todo lixo é suspeito.
     Quando se fala em indústria da doença parece que estamos comentendo um crime. Crime é o que vem fazendo os hospitais da capital do Rio Grande do Sul. São eles: Grupo Hospitalar Conceição, Cristo Redentor, Hospital de Clínicas e o Hospital mais caro de Porto Alegre e que impressiona a olhos visto por aqueles que por lá já circularam, o Moinhos de Vento, também são porcos ao tratar do seu lixo.
     Qualidade da nossa água: temos 11 estados avisados de que água que bebemos está entre regular e ruim: Bahia, Ceará, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
     Rio de Janeiro, o estado que tem uma arrecadação de impostos dos mais elevados é um dos mais sujos também. São jogados a céu aberto 70 milhões de toneladas de lixo sem qualquer proteção. Para que serve a proteção? Para se evitar as doenças. Para que evitar as doenças, para que lotem os hospitais? Para haver maior consumo de remédios? Pasmem, este lixo está sendo jogado próximo a Baia da Guanabara na confuência dos dois rios que ali desaguam, o Sarapui e o Iguaçu que levam todo o chorume dos montantes dos lixos para o grande penico a  baia e consequentemente para o mar para alimento dos peixes que comemos. Este é o descaso e o desresito que vivemos pelas autoridades e políticos que aqui temos que conviver. Até quando?

sábado, 4 de agosto de 2012

MEXENDO COM LIVROS: EVANILDO BECHARA - 80 ANOS

MEXENDO COM LIVROS: EVANILDO BECHARA - 80 ANOS:      Fiquei surpresa ao ler a crônica de Juremir Machado ao fazer referência ao nosso querido Professor  Evanildo Bechara: " Editores ado...

EVANILDO BECHARA - 80 ANOS

     Fiquei surpresa ao ler a crônica de Juremir Machado ao fazer referência ao nosso querido Professor  Evanildo Bechara: "Editores adoram "melhorar" livros conforme a gramática de um taipa da Academia Brasileira de Letras chamado Evanildo Bechara." Correio do Povo, p. 2.
     Consultei o Aurélio Buarque de Hollanda, não por desconhecer o significado da palavra, mas para dar aqui exatamente como lá está. "Substantivo "taipa" ou "tapa", é uma parede rústica que pode ser de madeira e barro (...)." Conheço tão bém esta palavra desde menina, pela primeira vez através de meu pai, quando nos mudamos para Morro Azul, o quarto distrito de Torres/RS/Brasil. Para surpresa vim a conhecer uma taipa de pedra de grande beleza e eu via naquela paisagem algo de novo, para qualquer lugar que nos dirigíamos lá estava o terreno cercado por uma fortaleza. Eu disse uma fortaleza. Substantivo ou adjetivo: Bechara é um taipa,  aplicado pelo cronista acima citado. Bechara não precisa de mim para defendê-lo, aqui nesta minha modesta página eu já o citei em outra crônica, para defender o ensino da nossa língua de maneira que faça justiça aos nossos futuros cidadãos. Sem as fortificações dos nossos gramáticos que se debruçaram sobre suas obras não teríamos onde buscar o nosso estudo sobre a nossa língua, a linguagem da pátria. Não sei Filosofia, nem por isso odeio Sócrates ou Sartre e não sei Psicanálise nem por isso odeio Freud ou Jung, mas pelo contrário nenhuma matéria é rejeitada, fazendo de mim uma "pata", ou seja pessoa que não tem especialização em coisa nenhuma, mas aberta ao aprendizado. Por que querem uma minoria a inquisição da  língua portuguesa? Estou em mãos com o livro: 80 anos de Evanildo Bechara, organizado pelo IP-PUC/SP. Alguns capítulos em primeira pessoa: "Conheci o professor Said Ali quando tinha 15 para 16 anos de idade (...), estava no ginásio quando entrei em contato com a Lexologia do português histórico (...) ou ainda "Cours de Linguistique Genérale de Ferdinand de Saussure".  Nosso "taipa" ou como vejo meu a "nossa fortaleza" já enfrentava precocemente a grande fera suíssa. "(...)  Voltou-se para os estudos à cerca da  Língua Portuguesa, tornando-se desde cedo também professor de Latim e de Português. Bechara além de professor dedicou-se a pesquisa de línguas e morou fora do Brasil por aproximadamente 20 anos.
      Com relação à sala de aula é categórico quando se refere a "mesmice idiomática" onde o mestre fala a língua do aluno por lhe faltar competência para utilização de um nível mais adequado com seu compromisso de educador. Também com isso não desejamos torne  à sala de aula aquele professor de palavras difíceis e retórica vazia."
     Bechara ocupa a cadeira de número 37 da Academia Brasileira de Letras e seu livro - Ensino de Gramática: Opressão? Liberdade?, já está na décima segunda edição  desde 1986 com a primeira publicação.
     Tese pautada em demagogia que "devem os oprimidos ficar com a sua própria língua e não aceitar a da classe dominante"  e uma réplica a este tipo de pensamento é a tônica de Bechara: "a escola deve promover no indivíduo o desenvolvimento de diferentes habilidades linguísticas, proporcionando o contato  com tiferentes tipos de texto (literários e não-literários, clássicos e contemporâneos), com modalidades distintas (formal/culta, informal/coloquial, com uso dos códigos oral e escrito, de modo a tornar o aluno competente lingüisticamente nas variadas situações reais de interação social."
     Para completar repito aqui nesta crônica as palavras de outro grande brasileiro, Gilberto Amado, livro que está presente na família por 63 anos. A obra se chama Estudos Brasileiros. Ele se dirige à mocidade: "(...)se quiserdes servir o Brasil __ homem que cria a pátria, escrevei, falai, agi(...) Vereis talvez a direção da coisa pública escapar-vos da mão __ se escreverdes, se falardes, se agirdes, porque o Brasil tem horror de quem escreve, de quem fala, de quem age". Emocionante. Confira.

terça-feira, 31 de julho de 2012

MEXENDO COM LIVROS: DOM CASMURRO - Machado de Assis

MEXENDO COM LIVROS: DOM CASMURRO - Machado de Assis:      Joaquim Maria Machado de Assis, publica o romance em 1900. Dom Casmurro como título, foi um apelido dado pelo amigo no trem: "Dom ve...

DOM CASMURRO - Machado de Assis

     Joaquim Maria Machado de Assis, publica o romance em 1900. Dom Casmurro como título, foi um apelido dado pelo amigo no trem: "Dom veio por ironia para atribuir-lhe furnos de fidalgo (...) e Casmurro vulgo de homem calado e metido consigo."
     Emprega a metalinguagem, como no exemplo, quando alerta o leitor para um livro falho e faz um trocadilho com a sua narrativa e a do  outro: "Assim preencho, as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas." Comporta-se com ética quando diz: "Assim preencho, as lacunas alheias", uma crítica aos escritores  com suas obras falhas e a sua própria responsabilidade perante o leitor. O autor sem dúvida lia Arthur Schopenhauer que se expressa muitos anos antes da seguinte forma em seu livro "A arte de escrever",  quando fala sobre a escrita e o estilo: "Devemos descobrir os erros estilísticos nos escritos dos outros para evitá-lo nos nossos", p. 79, coleção L&PM POCKET. 
    Pseudo-narrador-protagonista, escreve na primeira pessoa, embora apareça a segunda do singula e plural, bem como a terceira .
     O narrador é apelativo: "Abane a cabeça leitor; faça todos os gestos de incredulidade. Chegue a deitar fora este livro, se o tédio já não obrigou a isso antes,  tudo é possível (...), fio que torne a pegar o livro e que abra na mesma página sem crer por isso na veracidade do autor." Entenda-se que "sem crer por isso na veracidade do autor", refere-se aquela verdade constituída de aparência de verdade. Romance de memórias, feito de recordações como pode-se ler já no início do livro: "Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, (...)", por pouco o narrador não inicia o romance com a famosa expressão pueril dos contos de fadas: "Era uma vez". Brinca com a temporalidade, brinca com a verdade. A verossimilhança que ele faz questão, para não deixar dúvidas ao leitor: "Eu, leitor amigo, aceito a teoria do velho Marcolino, não só pela verossimilhança que é muitas vezes toda a verdade, mas porque a minha vida se casa bem à definição." Aqui o discurso fica suspeito, apenas um jogo literário e um jogo com o leitor, faz questão de dizer que pode ser verdade, "muitas vezes". Neste jogo de esconde esconde, os romancistas constroem suas  histórias fazendo cópias da vida real: os fatos, as ações decorridas no meio social, uma cópia de aparência de verdade, com uma simbologia diferente da real. Assim nos deixou um belo legado, o genial lingüista, Ferdinad Saussure sobre "la parole des hommes".  Nos versos do poeta Fernado Pessoa encontamos uma bela definição:
                              "Finge  tão completamente
                     Que chega a fingir que é dor
                     a dor que deveras sente."
     Cria uma personagem "a sua imagem e semelhança" dá a idéia de uma autobiografia, não fosse a verossimilhança, isto se confirmaria, tem-se, então, uma pseudo-biografia, a do Bentinho. A genialidade do narrador é a mesma do autor, se não fosse as casmurrices. Bentinho, por exemplo, não era um estudioso de língua francesa e sim de língua latina, católico devoto, como seu criador.
     As metáforas aparecem desde o início, como: "páginas amarelas", como memórias de um homem maduro; "olhos de ressaca" como explica o narrador: "como uma força que arrastava para dentro como uma vaga que retira da praia, nos dias de ressaca."; "Pádua roia a tocha amargamente", também explicada pelo narrador: "não acho outra forma mais viva de dizer a dor e a humilhação de meu vizinho" e "Flor do céu! oh! Flor cândida e pura", refere-se ao sujeito amado como sendo singela, bela ou explendorosa. Defino as metáforas como uma pluralidade, ou seja nosso narrador era estudioso do nosso idioma e de outros facilitando a construção verbal e aprimora o estilo.
     Os adjetivos já começam pelo próprio nome das personagens: Bentinho, como bento, benzido, abençoado e Capitolina como charmosa, amável e festeira. Aparece adjetivos em dupla: grandes e pequenos, misteriosa e bela e gordo e pesado, evitando assim os triplos, os quádruplos, (...). Diz Voltaire em "Discours sur l'homme, cap. VI, o "l'adjectif est l'ennemi du substantif", sem dúvida todo excesso é um pecado quando a narrativa está semeada de adjetivos, quando um substantivo poderia  melhorar a narrativa e até sintetizá-la. 
     Os substantivos: hóstia, missa, sacristão, entre tantos para expressar a prática religiosa.
     Os superlativos: amantíssimo, curiosíssimo e na fala de José Dias: "Um dever amaríssimo."
     Mostra as dificuldade da língua latina: "latim que ninguém aprende" ou ainda "língua católica dos homens". Cita a célebre frase de Júlio César em latim: "Tu quoque, Brutus?"
     Narrativa clássica, de construção inteligente e com períodos curtos: "(...) eu já vim saber que cantava. Cantei em duo, depois em trio, depois um quatro." Refere-se o narrador sobre a sua situação agora que sua mãe estava sabendo do namoro com Capitu, pelo José Dias, expressão esta usada nos dias de hoje através do verbo marchar e nosso narrador empregou o verbo cantar.
     O narrador  é enfático: "Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na confissão na véspera e na manhã, somaria  mais que todas as vertidas desde Adão e Eva."
    Narra a temência e a reconciliação com Deus, como bom cristão, palavras estas encontradas no romance de Anna Karênina de Tólstoy, escrito em 1873, aproximadamente: "Se não fosse o apoio da religião, nenhum pai poderia educar seus filhos, sem o auxilio dela (...). Só Deus sabe se teriam reconciliado de todo (...) graças a Deus a reconciliação é completa, completa. Tólstoy estava preocupado com o destino da sociedade russa e clamava por uma sociedade melhor e quando se refere no plural "teriam reconciliado de todo" estava se referindo aos demais pais. Em Dom Casmurro, também aparece a preocupação de dona Glória com a educação de Bentinho. Este quando a mãe adoeceu, veio-lhe a mente, a morte como solução de seu problema, a ida para o seminário, arrependido, na missa, reconcilia-se com Deus. Busca em Montaigne a essência do ser que tramita entre o bem e o mal,  referência ao não cumprimento da promessa não cumprida para o restabelecimento da mãe. "Voilà mes gestes, voilà mon essence". 
     Como romance psicológico  as característica estão presentes desde o início até o fim do romance, com ênfase ao narrador que se debate para não entrar no seminário, por achar-se traído, pelas mortes, (...). 
      Se "Sua Majestade pedindo, mamãe cede", Sonhava acordado, o Bentinho, quando passou o coche do Imperador; "(...) trazia uma idéia fantástica, a idéia de ir ter com o Imperador, contar-lhe tudo e pedir-lhe a intervenção."
      Fala de "Inquietas sombras"; Engano! Engano! Sedes" e "(...) os sonhos, perseguiam-se ainda acordado. Um sonho nascia do outro."
     Estrutura psicológica do "eu" consciente e inconsciente: Bentinho em suas reminisciências já no início da narrativa diz que "pretende atar as duas pontas da vida." A primeira ponta, a da infância, aparece quando diante dos quadros da sala: "Minha mãe era uma boa criatura. Quando lhe morreu o marido Pedro Albuquerque Santiago (...), tudo ali na parede o retrato dela, ao lado do marido, tais quais na outra casa (...)" ou ainda no outro quadro "ela ofereceu flor ao marido". Recurso inteligente mostra a problemática  dos filhos na falta dos pais, Bentinho mesmo depois de velho susbstituia a palavra pai por marido, trauma, que não desapareceu. A segunda ponta está fundamentada na primeira, pois a vida de Casmurro desde as primeiras recordações até o momento que pretende atar a primeira com a segunda, foram de grandes tristezas e casmurrices.
     Não é um romance sociológico e nem com ele se confunde, faz pequenas menções sobre a elite dos bairros, nobres e a pobreza da família de Capitu.
     Romance voltado para a Europa, com caracterísitcas cristã, urbana, moralista e mitológica.
     Observa-se "Tudo isto vivi. Não, a imaginação de Ariosto não é mais fértil que a das crianças e dos namorados, nem a visão do impossível precisa mais que um recanto de ônibus." Busca em Orlando Furioso de Ludovico Ariosto uma comparação entre a sua imaginação e do autor-personagem, dizendo que a imaginação de Ariosto está aquém da sua, de homem apaixonado, sofrido e a de Ariosto de homem medieval, utópico ou heróico.
      Busca na Ilíada de Homero, o enigma da dor, na Lança de Aquiles: "Ela fere e cura", assim decifrada por Ulisses e Téfelo o ferido cura-se com a ferrugem da lança, assim Bentinho se debate com a sua própria dor.
     Nos Lusíadas de Camões, mostra a ironia através da deusa Tétis, uma nereida marítima que  mostra a Vasco da Gama a Máquina do Mundo:
                             "É Deus, mas quem é Deus, ninguém entende
                    Que  tanto engenho humano, não se entende."
      A roupa da esposa lhe trás  ciúmes: "Capitu se vestiu para outros bailes, mas levou-os meio vestido de escumilha ou não sei o que, que nem cobria, nem descobria inteiramente, como o cendal de Camões."  Referia-se aos braços que não dava sossego aos homens, pelo tecido quase transparente, como nos versos de Camões, nos Lusíadas, canto 2, estrofe 7.
                            "Com um delgado cendal as partes cobre,
                     De quem vergonha natural reparo:
                     Porém tudo esconde, nem cobre
                     O véu, dos roxos lírios pouco
                     Mas, para que o desejo objeto raro;
                     Já se sentem no céu, por toda a parte
                     Ciúme em vulcão, amor em Marte."
     No realismo psicológico leva o leitor acreditar de que foi traído por Capitu com seu melhor amigo, Escobar, tendo como suspeita apenas  a semelhança entre o filho e o amigo, ao mesmo tempo com o emprego de mímese trás  dúvidas ao leitor: "(...) evocara as palavras do finado Gurgel, quando me mostrou em casa dele o retrato da mulher, parecido com Capitu (...). Reduzem-se a dizer que há tais semelhanças inexplicáveis..." não havia nenhum parentesco, logo poderia estar enganado com relação a paternidade do filho.      
     Quanto ao julgamento do leitor, como escreve o Procurador da Justiça, Professor de Direito da Unisinos e escritor, Dr. Lênio Streck, em uma coletânia em que seu primeiro livro tem como título, "O que isto? - Descido conforme minha consciência?" editado em abril de 2010. Em seu programa Direito & literatura, ele e mais dois convidados fazem a análise de um livro por semana. Buscam no livro: "O Direito contado a partir da Literatura, possibilitando, assim, que se desenvolva um novo modo de pensar o direito e, sobretudo, de compreender os fenômenos sociais no interior das culturas jurídica e literária".
     Inicia o romance com a casa da rua Mata-cavalos e termina com a mesma  casa: "O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Mata-cavalos(...) ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve! Confira.



   

 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

MEXENDO COM LIVROS: GENERAL MANAF TLASS, ADOTADO?

MEXENDO COM LIVROS: GENERAL MANAF TLASS, ADOTADO?: Leitura feita às pressas da no que dá: pensei trata-se de Antony Quinn, no lugar do General Manaf Tlass, militar desertor da Síria, país...

GENERAL MANAF TLASS, ADOTADO?

Leitura feita às pressas da no que dá: pensei trata-se de Antony Quinn, no lugar do General Manaf Tlass, militar desertor da Síria, país que atormenta a todos com uma guerra sangrenta. Leitura feita às pressas dá no que dá: entendi que Hillary Clinton iria adotá-lo e tinha como certa de que já conhecia o General do filme "Zorba o grego". Afinal ainda não sei qual dos dois é o General... Correio do Povo , 7.7.12, p. 14


Zorba, o Grego : foto Alan Sir Bates

quarta-feira, 18 de julho de 2012

MEXENDO COM LIVROS: SOMÁLIOS PEDEM SOCORRO

MEXENDO COM LIVROS: SOMÁLIOS PEDEM SOCORRO: A ajuda humanitária não está chegando, apenas um médico atende vários acampamentos sozinhos. Não há enfermeiros. O  país foi tomado pelo...

terça-feira, 17 de julho de 2012

HACKERS PARA QUE TE QUERO - Julian Assange, ¿el Che Guevara de la era digital?


Não, são chamados de piratas da era digital, os vikings pós-modernos, trazendo as mesmas contribuições, na tecnologia avançada e estes últimos também levaram as mais variadas partes do mundo a tecnologia da construção, desconhecida pelo homem. Os hackers são assim comparados aos piratas, porque estes não foram vistos só por ser saqueadores dos mares, mas também pelo conhecimento profundo da humanidade. Revelaram-se além de destemidos navegadores, construtores de suas embarcações, guiavam-se pelas estrelas e há relatos fantásticos de garra também por terra.Temos agora o mais famoso hackers do mundo, um dos mais destemidos e fluente homem do planeta, se duvidar prêmio Nobel da Paz. Hackers do bem. Coloca a vida em jogo pelas divulgações que aos poucos vem fazendo. A cabeça está à prêmio. Não faz mal. O trabalho está muito bem feito. Os hackers do bem estão do seu lado. São oitocentos ou já são mil? Não sei. Toda a matéria perigosa que ele já editou e a que ainda não foi publicada está espalhada pelo mundo. Julian Assange, simpatizei-me com ele, desde a primeira notícia publicada pela mídia. A guerra segundo este jornalista não é aquilo que é mostrado: crianças são torturadas até a morte. Há "matança" com detalhes brutais. Cavaleiro da era digital e homem mais influente do mundo, tem grandes idéias no campo administrativo. Nas entrevistas, comporta-se com humildade e uma organização de jornalistas, que fazem do jornalismo um respeito, estão com ele. Não fique triste. "Quanto mais te perseguem os incautos mais prestígio te dão aqueles que não aprovam as barbáries." (De minha autoria). Crônica publicada em 2011 e arquivada.
Nota: Esta semana houve uma Maratona Hacker, no Palácio Anchieta, na Câmara Municipal de São Paulo, serão premiados os três melhores aplicativos, e o resultado será divulgado no dia 6 de junho. Os prêmios serão entregues em 11 de junho, às 15h, no Palácio Anchieta. Parabéns a Câmara de São Paulo.

sábado, 7 de julho de 2012

O GRANDE LIXÃO E EARTH COUNCIL

Marcos Pereira http://correiodopovo.com.br/Blogs/marcos-pereira/, escreve com muita propriedade e responsabilidade perante os leitores. Encontramos em jornais pessoas que afirmam que nunca viram um saco de lixo em riacho, rio, lagoa ou mar. Deveria ser proíbido dizer tanta bobagem para o leitor e ainda receber por isso. Deixamos de lado a baixa literatura, o baixo conhecimento e o desinteresse por melhorar o nosso Planeta. A matéria publicada por Marcos com o título de "LIXÃO DO MUNDO?" foi no momento certo e serve de alerta. Quarenta toneladas de lixo podre seriam descarregadas em Santa Catarina vindos do  Canadá. Tenho todo respeito pelos canadenses pela limpeza e educação em seu país, espero que esta medida tomada por um ou mais ficha suja não me faça mudar de opinião com relação ao povo canadense. Sujos  foram aqueles que tiveram a idéia de enviar o lixo e sujos os brasileiros que estavam comprando ou recebendo propina para receber o lixo. Os brasileiros que tiver solução para acomodar o nosso próprio lixo que se apresente e Porto Alegre tem lixo na rua para ser recolhido há muito tempo e os vermes já são avós. Recomendo Ministério Público para todo brasileiro   que não obedecer a Carta da Terra e Canadian Police para os canadenses que não cumprir Earth Council. Merecemos respeito e aqui não é o Lixão do Mundo e que outros países também nos respeitem. Confira matéria completa no C.Povo, p. 3 de 11.03.12

sexta-feira, 15 de junho de 2012

RIO PASSO FUNDO - RIO MORTO

Três meses após limpeza, Rio Passo Fundo volta a sofrer com a poluição Leandro Becker/Agencia RBS                                                 


      O rio Passo Fundo, situa-se no Oeste e Norte do estado/RS/Brasil, corta 30 municípios e é formado por vários rios: Passo Fundo, Índio, Erexim, Dourado, Várzea e pelo arroio Butiá e Timbó. Incalculável o número de pessoas que se utilizam do rio que abastece as localidades e cidades por onde percorre. Quando corta cidade de Passo Fundo ele faz um caminho de 3,9 Km. Este rio fornece a cidade com água doméstica, irrigação e utilizado para escoamento de limpeza animal. O Município criou em 1980 Lei Orgânica, que em seu teor consta  que todos os mananciais, cursos e reservatórios de água ficariam protegidos como zona de saúde pública e mata nativa ciliar e conta também amparo no Código Florestal de l965. Foi feito um trabalho de consciência ecológica para preservar, valorizar,  feita uma limpeza em dezembro, exatamente há três meses e o rio volta ao mesmo estado de sujeira do mês da limpeza. O Secretário do Meio Ambiente do Município, Clóvis Alves, afirma que a limpeza não foi feita, que não foi feita a análise da água, mas vai fazer e que a Prefeitura plantou 200 mudas de árvores para compensar o desmatamento. Tudo que se sabe que no Brasil não se dá importância para saneamento básico e dessa forma os rios vão morrendo, um a um. Temos belas corredeiras que recebem dejetos cloacal e as pessoas veem isto como uma solução para um problema que tem que ser levado à sério. É o caso do rio em questão, rio morto. As duas fotos acima mostram o rio em dezembro, de onde foram retidas 100 toneladas de lixo doméstico, que Alves nega e a outra mostra o rio nesta data. Nada mais resta a dizer a não ser os colaboradores deste artigo ZH e site da Prefeitura.

MEXENDO COM LIVROS: RIO PASSO FUNDO - RIO MORTO

MEXENDO COM LIVROS: RIO PASSO FUNDO - RIO MORTO:                                                          O rio Passo Fundo, situa-se no Oeste e Norte do estado, corta 30 municípios...

terça-feira, 12 de junho de 2012

MEXENDO COM LIVROS: G - 8 E OS DEVERES DE CASA

MEXENDO COM LIVROS: G - 8 E OS DEVERES DE CASA: Discutiu-se mudanças climáticas globais em 1980, no Rio de Janeiro (Brasil), na Conferência das Nações Unidas e redigiu-se um documento c...