segunda-feira, 6 de agosto de 2012

SOS BRASIL - lixo hospitar sem reciclagem

      Falando em reciclagem, todo lixo brasileiro já fica suspeito, até para os municípíos que dizem estar fazendo reciclagem. Que provem, que mostrem ao povo o que esta sendo feito e onde.
      Projeto de Lei (PLS 653/2011) do senador Humberto Costa de Pernambuco tramita sem nenhuma pressa pelos políticos eleitos e de bolsos cheios em Brasília. Após apreciação vai para análise da Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ). O projeto que pede urgência trata da punição para quem jogar lixo que venha em prejuízo da saúde do povo. Os estados de Pernambuco e Alagoas estavam recebendo lixo de outros países contendo lençóis ensanguentados para ser aproveitados em confecções. Pasmem, povo querido, de onde vem tanta maldade, dos que enviam para cá e dos que recebem o fruto de tal bandidagem. O Rio Grande do Sul não ficou para trás aqui aportaram em Rio Grande navios contendo lixos suspeito. Todo lixo é suspeito.
     Quando se fala em indústria da doença parece que estamos comentendo um crime. Crime é o que vem fazendo os hospitais da capital do Rio Grande do Sul. São eles: Grupo Hospitalar Conceição, Cristo Redentor, Hospital de Clínicas e o Hospital mais caro de Porto Alegre e que impressiona a olhos visto por aqueles que por lá já circularam, o Moinhos de Vento, também são porcos ao tratar do seu lixo.
     Qualidade da nossa água: temos 11 estados avisados de que água que bebemos está entre regular e ruim: Bahia, Ceará, Espirito Santo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo.
     Rio de Janeiro, o estado que tem uma arrecadação de impostos dos mais elevados é um dos mais sujos também. São jogados a céu aberto 70 milhões de toneladas de lixo sem qualquer proteção. Para que serve a proteção? Para se evitar as doenças. Para que evitar as doenças, para que lotem os hospitais? Para haver maior consumo de remédios? Pasmem, este lixo está sendo jogado próximo a Baia da Guanabara na confuência dos dois rios que ali desaguam, o Sarapui e o Iguaçu que levam todo o chorume dos montantes dos lixos para o grande penico a  baia e consequentemente para o mar para alimento dos peixes que comemos. Este é o descaso e o desresito que vivemos pelas autoridades e políticos que aqui temos que conviver. Até quando?

sábado, 4 de agosto de 2012

MEXENDO COM LIVROS: EVANILDO BECHARA - 80 ANOS

MEXENDO COM LIVROS: EVANILDO BECHARA - 80 ANOS:      Fiquei surpresa ao ler a crônica de Juremir Machado ao fazer referência ao nosso querido Professor  Evanildo Bechara: " Editores ado...

EVANILDO BECHARA - 80 ANOS

     Fiquei surpresa ao ler a crônica de Juremir Machado ao fazer referência ao nosso querido Professor  Evanildo Bechara: "Editores adoram "melhorar" livros conforme a gramática de um taipa da Academia Brasileira de Letras chamado Evanildo Bechara." Correio do Povo, p. 2.
     Consultei o Aurélio Buarque de Hollanda, não por desconhecer o significado da palavra, mas para dar aqui exatamente como lá está. "Substantivo "taipa" ou "tapa", é uma parede rústica que pode ser de madeira e barro (...)." Conheço tão bém esta palavra desde menina, pela primeira vez através de meu pai, quando nos mudamos para Morro Azul, o quarto distrito de Torres/RS/Brasil. Para surpresa vim a conhecer uma taipa de pedra de grande beleza e eu via naquela paisagem algo de novo, para qualquer lugar que nos dirigíamos lá estava o terreno cercado por uma fortaleza. Eu disse uma fortaleza. Substantivo ou adjetivo: Bechara é um taipa,  aplicado pelo cronista acima citado. Bechara não precisa de mim para defendê-lo, aqui nesta minha modesta página eu já o citei em outra crônica, para defender o ensino da nossa língua de maneira que faça justiça aos nossos futuros cidadãos. Sem as fortificações dos nossos gramáticos que se debruçaram sobre suas obras não teríamos onde buscar o nosso estudo sobre a nossa língua, a linguagem da pátria. Não sei Filosofia, nem por isso odeio Sócrates ou Sartre e não sei Psicanálise nem por isso odeio Freud ou Jung, mas pelo contrário nenhuma matéria é rejeitada, fazendo de mim uma "pata", ou seja pessoa que não tem especialização em coisa nenhuma, mas aberta ao aprendizado. Por que querem uma minoria a inquisição da  língua portuguesa? Estou em mãos com o livro: 80 anos de Evanildo Bechara, organizado pelo IP-PUC/SP. Alguns capítulos em primeira pessoa: "Conheci o professor Said Ali quando tinha 15 para 16 anos de idade (...), estava no ginásio quando entrei em contato com a Lexologia do português histórico (...) ou ainda "Cours de Linguistique Genérale de Ferdinand de Saussure".  Nosso "taipa" ou como vejo meu a "nossa fortaleza" já enfrentava precocemente a grande fera suíssa. "(...)  Voltou-se para os estudos à cerca da  Língua Portuguesa, tornando-se desde cedo também professor de Latim e de Português. Bechara além de professor dedicou-se a pesquisa de línguas e morou fora do Brasil por aproximadamente 20 anos.
      Com relação à sala de aula é categórico quando se refere a "mesmice idiomática" onde o mestre fala a língua do aluno por lhe faltar competência para utilização de um nível mais adequado com seu compromisso de educador. Também com isso não desejamos torne  à sala de aula aquele professor de palavras difíceis e retórica vazia."
     Bechara ocupa a cadeira de número 37 da Academia Brasileira de Letras e seu livro - Ensino de Gramática: Opressão? Liberdade?, já está na décima segunda edição  desde 1986 com a primeira publicação.
     Tese pautada em demagogia que "devem os oprimidos ficar com a sua própria língua e não aceitar a da classe dominante"  e uma réplica a este tipo de pensamento é a tônica de Bechara: "a escola deve promover no indivíduo o desenvolvimento de diferentes habilidades linguísticas, proporcionando o contato  com tiferentes tipos de texto (literários e não-literários, clássicos e contemporâneos), com modalidades distintas (formal/culta, informal/coloquial, com uso dos códigos oral e escrito, de modo a tornar o aluno competente lingüisticamente nas variadas situações reais de interação social."
     Para completar repito aqui nesta crônica as palavras de outro grande brasileiro, Gilberto Amado, livro que está presente na família por 63 anos. A obra se chama Estudos Brasileiros. Ele se dirige à mocidade: "(...)se quiserdes servir o Brasil __ homem que cria a pátria, escrevei, falai, agi(...) Vereis talvez a direção da coisa pública escapar-vos da mão __ se escreverdes, se falardes, se agirdes, porque o Brasil tem horror de quem escreve, de quem fala, de quem age". Emocionante. Confira.

terça-feira, 31 de julho de 2012

MEXENDO COM LIVROS: DOM CASMURRO - Machado de Assis

MEXENDO COM LIVROS: DOM CASMURRO - Machado de Assis:      Joaquim Maria Machado de Assis, publica o romance em 1900. Dom Casmurro como título, foi um apelido dado pelo amigo no trem: "Dom ve...

DOM CASMURRO - Machado de Assis

     Joaquim Maria Machado de Assis, publica o romance em 1900. Dom Casmurro como título, foi um apelido dado pelo amigo no trem: "Dom veio por ironia para atribuir-lhe furnos de fidalgo (...) e Casmurro vulgo de homem calado e metido consigo."
     Emprega a metalinguagem, como no exemplo, quando alerta o leitor para um livro falho e faz um trocadilho com a sua narrativa e a do  outro: "Assim preencho, as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas." Comporta-se com ética quando diz: "Assim preencho, as lacunas alheias", uma crítica aos escritores  com suas obras falhas e a sua própria responsabilidade perante o leitor. O autor sem dúvida lia Arthur Schopenhauer que se expressa muitos anos antes da seguinte forma em seu livro "A arte de escrever",  quando fala sobre a escrita e o estilo: "Devemos descobrir os erros estilísticos nos escritos dos outros para evitá-lo nos nossos", p. 79, coleção L&PM POCKET. 
    Pseudo-narrador-protagonista, escreve na primeira pessoa, embora apareça a segunda do singula e plural, bem como a terceira .
     O narrador é apelativo: "Abane a cabeça leitor; faça todos os gestos de incredulidade. Chegue a deitar fora este livro, se o tédio já não obrigou a isso antes,  tudo é possível (...), fio que torne a pegar o livro e que abra na mesma página sem crer por isso na veracidade do autor." Entenda-se que "sem crer por isso na veracidade do autor", refere-se aquela verdade constituída de aparência de verdade. Romance de memórias, feito de recordações como pode-se ler já no início do livro: "Uma noite destas, vindo da cidade para o Engenho Novo, (...)", por pouco o narrador não inicia o romance com a famosa expressão pueril dos contos de fadas: "Era uma vez". Brinca com a temporalidade, brinca com a verdade. A verossimilhança que ele faz questão, para não deixar dúvidas ao leitor: "Eu, leitor amigo, aceito a teoria do velho Marcolino, não só pela verossimilhança que é muitas vezes toda a verdade, mas porque a minha vida se casa bem à definição." Aqui o discurso fica suspeito, apenas um jogo literário e um jogo com o leitor, faz questão de dizer que pode ser verdade, "muitas vezes". Neste jogo de esconde esconde, os romancistas constroem suas  histórias fazendo cópias da vida real: os fatos, as ações decorridas no meio social, uma cópia de aparência de verdade, com uma simbologia diferente da real. Assim nos deixou um belo legado, o genial lingüista, Ferdinad Saussure sobre "la parole des hommes".  Nos versos do poeta Fernado Pessoa encontamos uma bela definição:
                              "Finge  tão completamente
                     Que chega a fingir que é dor
                     a dor que deveras sente."
     Cria uma personagem "a sua imagem e semelhança" dá a idéia de uma autobiografia, não fosse a verossimilhança, isto se confirmaria, tem-se, então, uma pseudo-biografia, a do Bentinho. A genialidade do narrador é a mesma do autor, se não fosse as casmurrices. Bentinho, por exemplo, não era um estudioso de língua francesa e sim de língua latina, católico devoto, como seu criador.
     As metáforas aparecem desde o início, como: "páginas amarelas", como memórias de um homem maduro; "olhos de ressaca" como explica o narrador: "como uma força que arrastava para dentro como uma vaga que retira da praia, nos dias de ressaca."; "Pádua roia a tocha amargamente", também explicada pelo narrador: "não acho outra forma mais viva de dizer a dor e a humilhação de meu vizinho" e "Flor do céu! oh! Flor cândida e pura", refere-se ao sujeito amado como sendo singela, bela ou explendorosa. Defino as metáforas como uma pluralidade, ou seja nosso narrador era estudioso do nosso idioma e de outros facilitando a construção verbal e aprimora o estilo.
     Os adjetivos já começam pelo próprio nome das personagens: Bentinho, como bento, benzido, abençoado e Capitolina como charmosa, amável e festeira. Aparece adjetivos em dupla: grandes e pequenos, misteriosa e bela e gordo e pesado, evitando assim os triplos, os quádruplos, (...). Diz Voltaire em "Discours sur l'homme, cap. VI, o "l'adjectif est l'ennemi du substantif", sem dúvida todo excesso é um pecado quando a narrativa está semeada de adjetivos, quando um substantivo poderia  melhorar a narrativa e até sintetizá-la. 
     Os substantivos: hóstia, missa, sacristão, entre tantos para expressar a prática religiosa.
     Os superlativos: amantíssimo, curiosíssimo e na fala de José Dias: "Um dever amaríssimo."
     Mostra as dificuldade da língua latina: "latim que ninguém aprende" ou ainda "língua católica dos homens". Cita a célebre frase de Júlio César em latim: "Tu quoque, Brutus?"
     Narrativa clássica, de construção inteligente e com períodos curtos: "(...) eu já vim saber que cantava. Cantei em duo, depois em trio, depois um quatro." Refere-se o narrador sobre a sua situação agora que sua mãe estava sabendo do namoro com Capitu, pelo José Dias, expressão esta usada nos dias de hoje através do verbo marchar e nosso narrador empregou o verbo cantar.
     O narrador  é enfático: "Se eu pudesse contar as lágrimas que chorei na confissão na véspera e na manhã, somaria  mais que todas as vertidas desde Adão e Eva."
    Narra a temência e a reconciliação com Deus, como bom cristão, palavras estas encontradas no romance de Anna Karênina de Tólstoy, escrito em 1873, aproximadamente: "Se não fosse o apoio da religião, nenhum pai poderia educar seus filhos, sem o auxilio dela (...). Só Deus sabe se teriam reconciliado de todo (...) graças a Deus a reconciliação é completa, completa. Tólstoy estava preocupado com o destino da sociedade russa e clamava por uma sociedade melhor e quando se refere no plural "teriam reconciliado de todo" estava se referindo aos demais pais. Em Dom Casmurro, também aparece a preocupação de dona Glória com a educação de Bentinho. Este quando a mãe adoeceu, veio-lhe a mente, a morte como solução de seu problema, a ida para o seminário, arrependido, na missa, reconcilia-se com Deus. Busca em Montaigne a essência do ser que tramita entre o bem e o mal,  referência ao não cumprimento da promessa não cumprida para o restabelecimento da mãe. "Voilà mes gestes, voilà mon essence". 
     Como romance psicológico  as característica estão presentes desde o início até o fim do romance, com ênfase ao narrador que se debate para não entrar no seminário, por achar-se traído, pelas mortes, (...). 
      Se "Sua Majestade pedindo, mamãe cede", Sonhava acordado, o Bentinho, quando passou o coche do Imperador; "(...) trazia uma idéia fantástica, a idéia de ir ter com o Imperador, contar-lhe tudo e pedir-lhe a intervenção."
      Fala de "Inquietas sombras"; Engano! Engano! Sedes" e "(...) os sonhos, perseguiam-se ainda acordado. Um sonho nascia do outro."
     Estrutura psicológica do "eu" consciente e inconsciente: Bentinho em suas reminisciências já no início da narrativa diz que "pretende atar as duas pontas da vida." A primeira ponta, a da infância, aparece quando diante dos quadros da sala: "Minha mãe era uma boa criatura. Quando lhe morreu o marido Pedro Albuquerque Santiago (...), tudo ali na parede o retrato dela, ao lado do marido, tais quais na outra casa (...)" ou ainda no outro quadro "ela ofereceu flor ao marido". Recurso inteligente mostra a problemática  dos filhos na falta dos pais, Bentinho mesmo depois de velho susbstituia a palavra pai por marido, trauma, que não desapareceu. A segunda ponta está fundamentada na primeira, pois a vida de Casmurro desde as primeiras recordações até o momento que pretende atar a primeira com a segunda, foram de grandes tristezas e casmurrices.
     Não é um romance sociológico e nem com ele se confunde, faz pequenas menções sobre a elite dos bairros, nobres e a pobreza da família de Capitu.
     Romance voltado para a Europa, com caracterísitcas cristã, urbana, moralista e mitológica.
     Observa-se "Tudo isto vivi. Não, a imaginação de Ariosto não é mais fértil que a das crianças e dos namorados, nem a visão do impossível precisa mais que um recanto de ônibus." Busca em Orlando Furioso de Ludovico Ariosto uma comparação entre a sua imaginação e do autor-personagem, dizendo que a imaginação de Ariosto está aquém da sua, de homem apaixonado, sofrido e a de Ariosto de homem medieval, utópico ou heróico.
      Busca na Ilíada de Homero, o enigma da dor, na Lança de Aquiles: "Ela fere e cura", assim decifrada por Ulisses e Téfelo o ferido cura-se com a ferrugem da lança, assim Bentinho se debate com a sua própria dor.
     Nos Lusíadas de Camões, mostra a ironia através da deusa Tétis, uma nereida marítima que  mostra a Vasco da Gama a Máquina do Mundo:
                             "É Deus, mas quem é Deus, ninguém entende
                    Que  tanto engenho humano, não se entende."
      A roupa da esposa lhe trás  ciúmes: "Capitu se vestiu para outros bailes, mas levou-os meio vestido de escumilha ou não sei o que, que nem cobria, nem descobria inteiramente, como o cendal de Camões."  Referia-se aos braços que não dava sossego aos homens, pelo tecido quase transparente, como nos versos de Camões, nos Lusíadas, canto 2, estrofe 7.
                            "Com um delgado cendal as partes cobre,
                     De quem vergonha natural reparo:
                     Porém tudo esconde, nem cobre
                     O véu, dos roxos lírios pouco
                     Mas, para que o desejo objeto raro;
                     Já se sentem no céu, por toda a parte
                     Ciúme em vulcão, amor em Marte."
     No realismo psicológico leva o leitor acreditar de que foi traído por Capitu com seu melhor amigo, Escobar, tendo como suspeita apenas  a semelhança entre o filho e o amigo, ao mesmo tempo com o emprego de mímese trás  dúvidas ao leitor: "(...) evocara as palavras do finado Gurgel, quando me mostrou em casa dele o retrato da mulher, parecido com Capitu (...). Reduzem-se a dizer que há tais semelhanças inexplicáveis..." não havia nenhum parentesco, logo poderia estar enganado com relação a paternidade do filho.      
     Quanto ao julgamento do leitor, como escreve o Procurador da Justiça, Professor de Direito da Unisinos e escritor, Dr. Lênio Streck, em uma coletânia em que seu primeiro livro tem como título, "O que isto? - Descido conforme minha consciência?" editado em abril de 2010. Em seu programa Direito & literatura, ele e mais dois convidados fazem a análise de um livro por semana. Buscam no livro: "O Direito contado a partir da Literatura, possibilitando, assim, que se desenvolva um novo modo de pensar o direito e, sobretudo, de compreender os fenômenos sociais no interior das culturas jurídica e literária".
     Inicia o romance com a casa da rua Mata-cavalos e termina com a mesma  casa: "O resto é saber se a Capitu da praia da Glória já estava dentro da de Mata-cavalos(...) ou o resto dos restos, a saber, que a minha primeira amiga e o meu maior amigo, tão extremosos ambos e tão queridos também, quis o destino que acabassem juntando-se e enganando-me... A terra lhes seja leve! Confira.



   

 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

MEXENDO COM LIVROS: GENERAL MANAF TLASS, ADOTADO?

MEXENDO COM LIVROS: GENERAL MANAF TLASS, ADOTADO?: Leitura feita às pressas da no que dá: pensei trata-se de Antony Quinn, no lugar do General Manaf Tlass, militar desertor da Síria, país...

GENERAL MANAF TLASS, ADOTADO?

Leitura feita às pressas da no que dá: pensei trata-se de Antony Quinn, no lugar do General Manaf Tlass, militar desertor da Síria, país que atormenta a todos com uma guerra sangrenta. Leitura feita às pressas dá no que dá: entendi que Hillary Clinton iria adotá-lo e tinha como certa de que já conhecia o General do filme "Zorba o grego". Afinal ainda não sei qual dos dois é o General... Correio do Povo , 7.7.12, p. 14


Zorba, o Grego : foto Alan Sir Bates

quarta-feira, 18 de julho de 2012

terça-feira, 17 de julho de 2012

HACKERS PARA QUE TE QUERO - Julian Assange, ¿el Che Guevara de la era digital?


Não, são chamados de piratas da era digital, os vikings pós-modernos, trazendo as mesmas contribuições, na tecnologia avançada e estes últimos também levaram as mais variadas partes do mundo a tecnologia da construção, desconhecida pelo homem. Os hackers são assim comparados aos piratas, porque estes não foram vistos só por ser saqueadores dos mares, mas também pelo conhecimento profundo da humanidade. Revelaram-se além de destemidos navegadores, construtores de suas embarcações, guiavam-se pelas estrelas e há relatos fantásticos de garra também por terra.Temos agora o mais famoso hackers do mundo, um dos mais destemidos e fluente homem do planeta, se duvidar prêmio Nobel da Paz. Hackers do bem. Coloca a vida em jogo pelas divulgações que aos poucos vem fazendo. A cabeça está à prêmio. Não faz mal. O trabalho está muito bem feito. Os hackers do bem estão do seu lado. São oitocentos ou já são mil? Não sei. Toda a matéria perigosa que ele já editou e a que ainda não foi publicada está espalhada pelo mundo. Julian Assange, simpatizei-me com ele, desde a primeira notícia publicada pela mídia. A guerra segundo este jornalista não é aquilo que é mostrado: crianças são torturadas até a morte. Há "matança" com detalhes brutais. Cavaleiro da era digital e homem mais influente do mundo, tem grandes idéias no campo administrativo. Nas entrevistas, comporta-se com humildade e uma organização de jornalistas, que fazem do jornalismo um respeito, estão com ele. Não fique triste. "Quanto mais te perseguem os incautos mais prestígio te dão aqueles que não aprovam as barbáries." (De minha autoria). Crônica publicada em 2011 e arquivada.
Nota: Esta semana houve uma Maratona Hacker, no Palácio Anchieta, na Câmara Municipal de São Paulo, serão premiados os três melhores aplicativos, e o resultado será divulgado no dia 6 de junho. Os prêmios serão entregues em 11 de junho, às 15h, no Palácio Anchieta. Parabéns a Câmara de São Paulo.

sábado, 7 de julho de 2012

O GRANDE LIXÃO E EARTH COUNCIL

Marcos Pereira http://correiodopovo.com.br/Blogs/marcos-pereira/, escreve com muita propriedade e responsabilidade perante os leitores. Encontramos em jornais pessoas que afirmam que nunca viram um saco de lixo em riacho, rio, lagoa ou mar. Deveria ser proíbido dizer tanta bobagem para o leitor e ainda receber por isso. Deixamos de lado a baixa literatura, o baixo conhecimento e o desinteresse por melhorar o nosso Planeta. A matéria publicada por Marcos com o título de "LIXÃO DO MUNDO?" foi no momento certo e serve de alerta. Quarenta toneladas de lixo podre seriam descarregadas em Santa Catarina vindos do  Canadá. Tenho todo respeito pelos canadenses pela limpeza e educação em seu país, espero que esta medida tomada por um ou mais ficha suja não me faça mudar de opinião com relação ao povo canadense. Sujos  foram aqueles que tiveram a idéia de enviar o lixo e sujos os brasileiros que estavam comprando ou recebendo propina para receber o lixo. Os brasileiros que tiver solução para acomodar o nosso próprio lixo que se apresente e Porto Alegre tem lixo na rua para ser recolhido há muito tempo e os vermes já são avós. Recomendo Ministério Público para todo brasileiro   que não obedecer a Carta da Terra e Canadian Police para os canadenses que não cumprir Earth Council. Merecemos respeito e aqui não é o Lixão do Mundo e que outros países também nos respeitem. Confira matéria completa no C.Povo, p. 3 de 11.03.12

sexta-feira, 15 de junho de 2012

RIO PASSO FUNDO - RIO MORTO

Três meses após limpeza, Rio Passo Fundo volta a sofrer com a poluição Leandro Becker/Agencia RBS                                                 


      O rio Passo Fundo, situa-se no Oeste e Norte do estado/RS/Brasil, corta 30 municípios e é formado por vários rios: Passo Fundo, Índio, Erexim, Dourado, Várzea e pelo arroio Butiá e Timbó. Incalculável o número de pessoas que se utilizam do rio que abastece as localidades e cidades por onde percorre. Quando corta cidade de Passo Fundo ele faz um caminho de 3,9 Km. Este rio fornece a cidade com água doméstica, irrigação e utilizado para escoamento de limpeza animal. O Município criou em 1980 Lei Orgânica, que em seu teor consta  que todos os mananciais, cursos e reservatórios de água ficariam protegidos como zona de saúde pública e mata nativa ciliar e conta também amparo no Código Florestal de l965. Foi feito um trabalho de consciência ecológica para preservar, valorizar,  feita uma limpeza em dezembro, exatamente há três meses e o rio volta ao mesmo estado de sujeira do mês da limpeza. O Secretário do Meio Ambiente do Município, Clóvis Alves, afirma que a limpeza não foi feita, que não foi feita a análise da água, mas vai fazer e que a Prefeitura plantou 200 mudas de árvores para compensar o desmatamento. Tudo que se sabe que no Brasil não se dá importância para saneamento básico e dessa forma os rios vão morrendo, um a um. Temos belas corredeiras que recebem dejetos cloacal e as pessoas veem isto como uma solução para um problema que tem que ser levado à sério. É o caso do rio em questão, rio morto. As duas fotos acima mostram o rio em dezembro, de onde foram retidas 100 toneladas de lixo doméstico, que Alves nega e a outra mostra o rio nesta data. Nada mais resta a dizer a não ser os colaboradores deste artigo ZH e site da Prefeitura.

MEXENDO COM LIVROS: RIO PASSO FUNDO - RIO MORTO

MEXENDO COM LIVROS: RIO PASSO FUNDO - RIO MORTO:                                                          O rio Passo Fundo, situa-se no Oeste e Norte do estado, corta 30 municípios...

terça-feira, 12 de junho de 2012

MEXENDO COM LIVROS: G - 8 E OS DEVERES DE CASA

MEXENDO COM LIVROS: G - 8 E OS DEVERES DE CASA: Discutiu-se mudanças climáticas globais em 1980, no Rio de Janeiro (Brasil), na Conferência das Nações Unidas e redigiu-se um documento c...

G - 8 E OS DEVERES DE CASA



Discutiu-se mudanças climáticas globais em 1980, no Rio de Janeiro (Brasil), na Conferência das Nações Unidas e redigiu-se um documento chamado Convenção do Quadro de Mudanças Climáticas (CMC). Em 1997, discutiu-se e negociou-se em Quioto (Japão), políticas públicas e mudanças climáticas, assinado por 55% dos países compromissados e entrou em vigor somente em 2005. Wikipédia. Até ai já se passaram 25 anos. A ministra do Meio Ambiente, Isabella Teixeira, disse ontem que o Brasil "fez o dever de casa" resultado dos encontros em Cancún/México durante a conferência da ONU sobre Mudanças Climática (COP-l6). Promete cortar as emissões de gases estufa até 39% e combater o desmatamento nos próximos 10 anos. A ministra esteve em Nagoya (Japão), na Convenção da Biodiversidade, sem espectativa de fechar acordo sobre as metas do Protocolo de Quioto, ou seja os países desenvolvidos não cortariam as emissões de gases e os países ricos não repassariam recursos para os países pobres que possam tomar iniciativa com relação ao aquecimento global. (C.Povo, pg. 21, 27.11.2010) A ministra deve estar equivocada quando diz que o Brasil fez o dever de casa. O desmatamento continua desenfreado e os ônibus, ainda, circulam com desgarga aberta. Caminhões guinchos e outros também estão poluindo, e carros a deesel também. Os frequentes incêndios criminosos a carros na rua, também polui. As queimadas persistem, e a fumaça entra pela porta do seu ministério. Os meninos (os carvoeiros) aquecem-se, mudam de cor e ficam sem estudar na boca dos fornos de produção de carvão. Até quando Senhora ministra? De que dever de casa a Senhora está se referindo? Os deveres de casa dos meninos carvoeiros ou dos meninos de rua? Ministra, estes meninos precisam ser tirados da rua e receber educação integral. Para isso será necessário quatro coisas: escola, escola e escola, e dar dignidade aos professores.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

MEXENDO COM LIVROS: ILHA DE PALM BEACH - no Breackers

MEXENDO COM LIVROS: ILHA DE PALM BEACH - no Breackers: Fundado em 1896 em uma área de aproximadamente 23 hectares, toda costa de praia que abrange as terras do hotel são privativas. Batizado co...

ILHA DE PALM BEACH - no Breackers

Fundado em 1896 em uma área de aproximadamente 23 hectares, toda costa de praia que abrange as terras do hotel são privativas. Batizado com o nome de Palm Beach Inn, o mega hotel sofreu dois incêndios e ficou flechado por 28 anos. A arquitetura foi inspirada na Villa Média Romana renascentista do século XV. Na reforma que durou apenas um ano, iniciada em 1924 foram necessários 75 artesãos vindos da itália, para pintar os afrescos do saguão e os salões. Dos salões que tive oportunidades de conhecer, o do café e um belíssimo salão com mesas para festas que estava aberto a visitação. A entrada (lobby) ou salão de alto requinte lembra o Palácio Cárega de Gênova com tapeçarias e obras de arte. Ali se hospedaram, a família Rockfellers entre tantos  poderosos, presidentes, nobres europeus, intelectuais e artistas, todos atraídos pelo luxo e beleza de seus salões preparados para festas intímas. No café havia uma pequena distinção, àqueles que se serviam de um determinado bife de frios e doces pagariam uma taxa de dez dólares acrescidas na taxa de hospedagem. Lembrei-me, então da burguesia européia, de Tólstoy quando em Anna Karênina ele narra: "burgueses para um lado e nobres para o outro" quando os russos visitavam os clubes na Alemanha, para aproveitar o último calorzinho do Norte. Naquele salão estava sentado Tólstoy próximo de mim, tão próximo que o meu café apesar da abundância e ser servido por garções, não teve o sabor do  mais humilde café. Com a crise americana e européia o hotel baixou de preços, podendo se passar uma noite por 300,00 dólares, pelo preço mais baixo, com o nome de Breackers  Hotel, desde 1926, seus proprietários são os descendentes de Henry Flager, o primeiro dono. Na classificação está entre os seis melhores hotéis americanos.

terça-feira, 22 de maio de 2012

SALÁRIO DE VEREADOR - Pedro Cardoso Duarte

Em 1945 os vereadores não recebiam salário nas capitais brasileiras. Em 1948 os vereadores de alguns municípios pequenos não compareciam as reuniões semanais por que estariam trabalhando de graça. Muitos Prefeitos já haviam assinado o pedido das Câmaras para que fossem pagos seus proventos. Por volta de 1950 todos os municípios brasileiros pagavam salários para todos. O único vereador brasileiro que não aceitou receber o salário em dois mandatos consecutivos de 1956 a 1964 foi o vereador Pedro Cardoso Duarte/TORRES/RS/BRASIL, sendo eleito Prefeito em 1964 a 1969, no período da Ditadura. Pedrinho, era assim que o chamavam compareceu durante 8 anos a todas as sessões da Câmara de Vereadores de Torres, sem receber um centavo. A primeira medida, após assumir a Prefeitura foi baixar o seu próprio salário, recebendo assim salário abaixo dos vereadores daquela Câmara. Havendo a discrepância, a Câmara se agitou e durante os cinco anos de gestão teve minoria a seu lado.

terça-feira, 15 de maio de 2012

segunda-feira, 14 de maio de 2012

TIMOR E LUCÉLIA SANTOS

Lucelia Santos uma atriz brasileira que interpretou vários papéis entre novelas, teatros e cinema, fez um documentário junto com uma equipe brasileira em Timor Leste. Tratava-se do documentário chamado "O Massacre que Ninguém Viu" dirigido por ela que  se estabeleceu e viveu o sofrimento do povo timorense. Timor leva este nome dado pelo povo Malaio "Timur" que traduzido para o português significa "Leste". Temos a palavra repetida "Leste Leste" ou ainda "Timor Timur" assim chamado pelos indonésios na metade "Sudoeste". Esta ilha já era habitada 12.000 a.C pelo povo chamado maubere e eram  caçadores e agricultores. A ilha fica na Oceania entre a Austrália e o arquipélago indonésio e tem o tamanho aproximado de Sergipe. Está banhada ao sul pelo Mar do Timor. Foi descoberta pelos portugueses em 1512 que permaneceram na ilha até 1975 com a capital em Dili. Após a independência, três dias depois foi invadida pelos indonésios que impiedosamente mataram 200 pessoas num mesmo local, conhecido como "Timor Lorasse". Com a ajuda da ONU  conseguiram a nova independência. Povo sofrido pela colonização portuguesa,  passou por uma quase total escravidão, apenas alguns pontos da ilha crescia e supria as necessidades  deixando o resto da ilha sem saneamento, planejamento de saúde, habitação e trabalho. Por 24 anos massacrados pelos vizinhos que queriam a posse da ilha, lutaram, morreram. O trabalho de restabelecimento social foi duro e de perto os brasileiros conversavam com o povo, eram os 125 militares do batalhão de Polícia do Exército de Brasília que juntamente com outros militares faziam parte da misssão de paz da ONU (12.000 integrantes). Os brasileiros conquistaram a simpatia dos timorenses e levaram solidariedade, ajudaram a reerguer escolas e levaram segurança. A Dra Ângela Tavarez Bezerra, capitã-médica permeneceu oito meses e fez 1500 consultas. Tratou de doenças de pele, tuberculose e malária entre outras. O tenente-coronel Heino Guimarães de Lima proferiu a seguinte frase: "Você aqui não é Ângela, é a bandeira do Brasil".