domingo, 22 de dezembro de 2013

MEXENDO COM LIVROS: DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero

MEXENDO COM LIVROS: DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero:      O autor DA REPÚBLICA, viveu entre 106 a.C. e   43 a.C. O filósofo diz "que este livro é uma discussão empreendida e seguida por ...

FORA DO CONTEXTO - Marco Túlio Cícero

                                 DA REPÚBLICA - Marco Túlio Cícero 
O autor DA REPÚBLICA, viveu entre 106 a.C. e   43 a.C. O filósofo diz "que este livro é uma discussão empreendida e seguida por mim a respeito do Estado". No Livro Primeiro depois das considerações filosóficas  ele cria através de um flashback um diálogo entre  Cipião Africano, político e general de guerra que viveu 236 a.C - 183 a.C defensor de Roma e o Gaio Lélio que viveu entre 235 a.C e 160 a.C, também político e militar romano. Transcreverei a seguir um pequeno trecho do diálogo travado entre os dois.
      XXX.  Aqui, Lélio, interrompe a dissertação de Cipião:
      "__ Sei que isso te agrada, Africano, eu te ouvi dizer isso com frequência: mas antes de tudo, Cipião, se não te contrario, desejo saber quais destas três formas de governo te parece preferível. Isso não te deixará de ser conveniente ao assunto."
     " __ Cada forma de governo, continua Cipião, recebe seu verdadeiro valor da natureza ou da vontade do poder que a dirige. A liberdade, por exemplo, só pode existir verdadeiramente onde o povo exerce a soberania; não pode existir essa liberdade, que é de todos os bens o mais doce, quando não é igual para todos(...)
       XXXII. Quando, numa cidade, dizem alguns filósofos, um ou muitos ambiciosos podem elevar-se, mediante a riqueza ou o poderio, nascem os privilégios de seu orgulho despótico, e seu jugo arrogante se impõe à multidão covarde e débil. Mas quando o povo sabe, ao contrário, manter suas prerrogativas, não é possível a esses encontrar mais glória, prosperidade e liberdade, porque então o povo permanece árbitro das leis, dos juízes, da paz, da guerra, dos tratados, da vida e da fortuna de de todos e de cada um; então, e só então, é a coisa pública coisa do povo. (...)"
      XXXV. Lélio:
     " __ Mas, Cipião, dessas três formas de governo, qual julgas preferível?"
      Cipião:
     " __Com razão me perguntas qual das três é preferível, por que nenhuma isoladamente aprovo, preferindo um governo que participe de todas (...)"
Leia este imporatnte livro através do tablet ou da Internet.
         

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

MEXENDO COM LIVROS: RECIFE PARA INGLÊS VER

MEXENDO COM LIVROS: RECIFE PARA INGLÊS VER: Estive em Recife, Pernambuco e já havia assitido o filme MORTE E VIDA SEVERINA (é a parte que me cabe neste latifúndio). Filme que chegou...

RECIFE PARA INGLÊS VER

Recife, PE
Estive em Recife, Pernambuco e já havia assitido o filme MORTE E VIDA SEVERINA (é a parte que me cabe neste latifúndio). Filme que chegou as telas em 1981. Já se passaram 32 anos da criação de Walter Avancine e  Samuca. Um poema de João Cabral de Mello Neto, cantado pela atriz Tânia Alves e o nosso grande ator José Dumont, no papel de Severino. No estuário do rio Capibaribe, conhecendo a cidade de taxi, não deu para segurar as lágrimas. Ali mesmo, onde o inglês passeia, onde o marisco se expreme entre o mar e o rochedo, fedia. Ali mesmo eu revia o grande filme, "a parte que me cabe neste latifúndio." Recife comemorou com festas, pintou fachadas do casario tombado, para propaganda aos turistas, no aniversário da cidade. No Facebook, os habitantes em júbilo jorravam palavras de elogios para a bela foto que mostrava o casario refletido nas imundas águas do Capibaribe. Lembrei a elas que bem próximo dali vivia a miséria, ali vivia a fome e desde a sua fundação ali nada mudou. Severino de 1981 chegou a Recife e deu de cara com a favela, afundou os pés na lama, onde hoje temos a maior favela do mundo. Exatamente ali que as crianças mergulham para catar latas de alumínio para conseguir uns trocados para matar a fome, junto ao lamaçal. O município de Recife tem 403 áreas de pobreza, campeão nacional em número de favelas. Para cada 2,9 quilômetros quadrados, há uma favela. No programa Brasil sem Miséria, Dilma cobrou o empenho dos governadores e prefeitos para ajudar a achar os pobres que "se escondem dos olhos" do governo. Veja materia completa em CONTEXTO LIVRE, blog de Zcarlos.

ASSUNTO RELACIONADO: Arena do Grêmio e o velho do Restelo (crônica)

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

MINHA CAIXA DE EMAIL - EL HUMOR COMO EXORCISMO - Yoana Sanchez

De: Generación Y
Data: 27 de junho de 2013 19:32:52 BRT
Para: mariadelourdescardos@me.com
Assunto: Generación Y

Generación Y


Posted: 27 Jun 2013 07:17 AM PDT
osvaldo_doimeadios
Me acodé en la ventanilla con cuidado. El cristal tenía una rajadura que lo atravesaba y con cada sacudida parecía que iba a hacerse trizas. Unos minutos, una calzada por la que se desplazaba el taxi colectivo, un ejercicio de aritmética: contar todas la personas que en el camino estuvieran sonriendo. Durante el primer tramo, entre la avenida de Rancho Boyeros y el cine Maravillas, nadie. Una señora mostraba los dientes no por alegría sino a causa del sol, que le provocaba una mueca de ojos entornados y labios abiertos. Un adolescente con uniforme de preuniversitario le gritaba a otro. No pude oír por culpa del ruido del motor, pero no había nada de broma en sus palabras. A las alturas de la Plaza de Cuatro Caminos una parejita se besaba con fuerza en una esquina, sin nada lúdico tampoco. Más bien se trataba de un beso carnívoro, devorador, rapaz. Un bebé en su cochecito se notaba cerca de una risotada… pero no, era sólo un bostezo. Al llegar al Parque de la Fraternidad apenas si había podido computar unas tres risas, incluyendo la de un policía que se burlaba del joven al que había esposado y metido en la patrulla.
El experimento lo he hecho en varias ocasiones, para comprobar si realmente somos ese pueblo sonriente del que tanto hablan los estereotipos. En la mayoría de los casos, el número de los que expresan algún grado de alegría no ha superado las cinco personas en un recorrido que varía entre 4 y 10 kilómetros. Claro que eso no prueba nada, como no sea que en circunstancias cotidianas las carcajadas no abundan tanto como quieren hacernos creer. Aún así seguimos siendo un pueblo con mucho humor. Pero los chistes se comportan más como la tabla salvadora que nos rescata del naufragio de la depresión y no como una evidencia de nuestra dicha. Reímos para no llorar, para no golpear, para no matar. Reímos para olvidar, escaparnos, callar. Por eso, cuando estamos ante un espectáculo humorístico que toca todos esos resortes dolorosos de nuestra risa, es como si las válvulas se abrieran y la Calzada de 10 de Octubre en pleno comenzara a reírse, incluyendo los edificios, las farolas y los semáforos.
El viernes pasado algo así ocurrió en el espectáculo “De doime son los cantantes” que la sala del Karl Marx nos regaló el actor Osvaldo Doimeadios. Homenaje también a lo mejor de nuestro teatro vernáculo, el humorista logró magistrales interpretaciones y monólogos. Desde las penurias económicas, la reforma migratoria, los excesivos controles para el trabajo por cuenta propia, hasta los escándalos de corrupción asociados al cable de fibra óptica, fueron algunos de los temas que más carcajadas arrancaron. Nos reímos de nuestros problemas y de nuestras miserias, nos reímos de nosotros mismos. Después la distracción terminó, el público se amontonó en los calurosos pasillos para lograr salir. Afuera, la calle Primera se veía abarrotada en plena noche. Tomé un ómnibus para regresar a casa y me asomé a la ventanilla… nadie sonreía. El humor había quedado en las butacas y en el escenario , estábamos de vuelta a la sobria realidad. 

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 A tristeza do povo cubano, lembra a de um balão inflado. Carregam para todos os lados e estão em todos os lados. Motivos para rir, não existe. A luta os ensinou a driblar este balão que em determinados momentos salta no ar e esvazia, é o humor cubano: "Reímos para não llorar..." (Sanchez, Yoana)  

terça-feira, 29 de outubro de 2013

PAÍS DO COLARINHO BRANCO

O arquivamento de parte do inquérito que investiga os negócios da companhia francesa Alstom no Brasil não é o primeiro exemplo de falta de cooperação do procurador da República Rodrigo De Grandis. Esqueceu também de julgar o Padinho Pade CerraGrande cresceu protegido pelo Estatuto do Menor, mas agora crescidinho poderia responder pelos atos de corrupção como crime ediondo.

sábado, 31 de agosto de 2013

MEXENDO COM LIVROS: JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY

MEXENDO COM LIVROS: JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY:   Noam Chomsky participou do  II Fórum Mundial Social realizado em Porto Alegre/RS/BR/2002. Encontravam-se presentes na sala Olívio Dutra,...

JULIAN ASSANGE - NOAM CHOMSKY

 Noam Chomsky participou do  II Fórum Mundial Social realizado em Porto Alegre/RS/BR/2002. Encontravam-se presentes na sala Olívio Dutra, o governador, o teólogo Arnaldo Boff entre tantas personalidades. Lá fora um saguão vazio, na PUC e um silêncio de cortar a alma. Falei com a recepcionista que disse que a sala estava lotada e as pessoas sentadas até no chão. Dou uns passos cabisbaixa porque havia saído da Vila Nova para assistir um dos pensadores mais importantes da atualidade, que fiquei conhecendo quando estudava na  FAPA através de minha Professora de Linguística. Levanto a cabeça e fui segurada por Lula que me impedia de ir ao chão pelos paparazos. Grudada ao Presidente, beijou-me a face e protegida pelos seguranças o Lula se dirigiu a mesma moça que eu havia falado e voltou novamente em direção à porta do saguão onde acontecia a conferência. Novamente Lula me estende a mão para não ser pisoteada e me da novo abraço e, pedi para entrar com ele e os seguranças. Respondeu-me o Presidente: "Não podemos interromper uma palestra tão importante, temos que respeitar e ele não pode perder o seu tempo precioso com este grupo que vai só perturbar". Lula estava certo seria um abre alas para o Presidente passar, até que tudo se acertasse atrasaria tudo e ele não se julgou mais importante que o palestrante. Nos despedimos com uma puxada pela minha mão por um segurança e nova intervenção de Lula para que eu não fosse pisoteada e ele olhou firme e corrigiu a postura de como se deve tratar um ser humano.
Apesar de ter nascido depois da morte de Ferdinad Soussure (suiço), o pai da Linguística moderna ou seu fundador, os americanos atribui a Chomsky tal façanha com a Linguística. O que nos interessa que ele é conhecido pelas suas idéas e pelo termo chomskiano, marxista, freudiano. Socialista Libertário, admirador dos sindicatos, da liberdade e da verdade como objeto gerador de uma sociedade organizada. Chomsky defende a saída de Assange para o Equador, com o pedido de asilo negado pelos ingleses e disse que ele deveria ser condecorado.

 

sábado, 10 de agosto de 2013

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

R$ 1 TRILHÃO EM PARAÍSOS FISCAIS

Ricos brasileiros têm quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais
Imagem: Agencia Brasil
Ricos brasileiros são os quartos no mundo em remessas a paraísos fiscais
Os super-ricos brasileiros detêm o equivalente a um terço do Produto Interno Bruto, a soma de todas as riquezas produzidas do país em um ano, em contas em paraísos fiscais, livres de tributação. Trata-se da quarta maior quantia do mundo depositada nesta modalidade de conta bancária.
A informação foi revelada este este domingo por um estudo inédito, que pela primeira vez chegou a valores depositados nas chamadas contas offshore, sobre as quais as autoridades tributárias dos países não têm como cobrar impostos.
O documento The Price of Offshore Revisited, escrito por James Henry, ex-economista-chefe da consultoria McKinsey, e encomendado pela Tax Justice Network, mostra que os super-ricos brasileiros somaram até 2010 cerca de US$ 520 bilhões (ou mais de R$ 1 trilhão) em paraísos fiscais.
O estudo cruzou dados do Banco de Compensações Internacionais, do Fundo Monetário Internacional, do Banco Mundial e de governos nacionais para chegar a valores considerados pelo autor.
Em 2010, o Produto Interno Bruto Brasileiro somou cerca de R$ 3,6 trilhões. Veja matéria completa no blog Com texto livre
 O dinheiro brasileiro está espalhado por quatro continentes num total de 53 países e territórios como Andorra, Mônaco e tantos outros. O mais próximo "paraíso fiscal" fica na América Central, no Panamá.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

CARLOS GOMES - Lo Schiavo (15) - Danza indigena (Goitaca)


"O índio goitacás é o senhor absoluto das terras no tempo da Capitania de São Tomé, depois do Paraíba do Sul" (relato de Osório Peixoto em seu livro 1001 Anos dos Campos dos Goitacases"). Fisicamente, possuíam pele mais clara, eram mais altos e robustos que os demais índios do litoral. Reuniam ainda uma "força extraordinária e sabiam manejar o arco com destreza". Tinham o hábito de dançar e cantar em ocasiões festivas, usando o jenipapo para a pintura do corpo e penas de aves com as quais adornavam seus objetos. Viviam nus, deixando o cabelo comprido, formando uma longa cabeleira. Sua alimentação constava de frutos, raízes, mel e, principalmente, de caça e pesca. Eram supersticiosos quanto à água para beber, não bebendo-a de rios e lagoas, mas sim das cacimbas.
Mantinham comércio com os colonizadores europeus, mas com uma peculiaridade: não se comunicavam com os colonizadores. Deixavam seus produtos em um lugar mais elevado e limpo, ficando à distância, observando as trocas. Davam mel, cera, pescado, caça e frutos em troca de enxadas, foices, aguardente e miçangas. Assim como os demais povos indígenas brasileiros, os Goitacases guerreavam entre si e contra seus vizinhos. "Quando não se julgam fortes, fogem com ligeireza comparável à dos veados." Além do arco e da flecha, faziam, com perfeição, trabalhos com penas de aves multicoloridas, usando-as no corpo e nas armas e também em ocasiões festivas. Trabalhavam o barro, enterrando seus mortos em igaçabas.
Faziam machados de pedra, jangadas, trabalhavam com bambu e trançavam redes de fibra e cordas. Os goitacases desapareceram no fim do século XVIII, exterminados por uma epidemia de varíola disseminada criminosamente entre eles. Calcula-se que eram cerca de 12 000. Viviam em palafitas construídas sobre os pântanos à beira dos rios Paraíba do Sul e Itabapoana. Ao contrário dos índios tupis, não usavam redes: dormiam no chão. Eram grandes corredores, capazes de capturar veados a mão nua. Eram tidos pelos colonizadores portugueses como os índios mais cruéis e ferozes do Brasil. Eram canibais .
Não deixaram registros escritos de sua língua, porém presume-se que ela pertencia à família linguística puri, a qual, por sua vez, pertence ao tronco linguístico macro-jê . Conheciam a agricultura. Caçavam tubarões com o auxílio apenas de um pau, o qual era metido na boca do tubarão para o matar. Os dentes do tubarão, então, eram usados como pontas de flechas." (Wikipédia)
Ao escutar Lo Schiavo (15), uma homangem de Carlos Gomes aos nossos índios Goitacases, denominada Danza indigena, imaginei nossos indíos numa integração total com a música do nosso compositor. Lamentamos a não existência de um único índio goitacás, todos dizimado pelos portugueses.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

REFUNDAÇÃO DO BRASIL - Rumo à Sociedade Biocentrada (Lima,L.G.S)


Luiz Gonzaga de Souza Lima, nasceu em Minas Gerais, é cientista poítico, filósofo e escritor. Seu mais recente livro A Refundação do Brasil é mais que uma amostragem do que vem sendo o nosso país desde o momento da divisão em Capitanias Hereditárias até os  dias atuais. Diz o filósofo que nasceu no Brasil o que se pode chamar de FORMAÇÃO SOCIAL EMPRESARIAL. O blog pessoal do autor www.reflexoes-brasileiras.blogspot.com e recomendo a todos os brasileiros.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

segunda-feira, 22 de julho de 2013

CECÍLIA MEIRELES E OS EXCLUÍDOS


Cecília Meireles, que se empenhou para eleger Getúlio Vargas, se volta contra ele em 1933, quando percebe as manobras políticas do governo e o estado da educação no Rio de Janeiro. "Chega mesmo a manifestar em sua correspondência o "horror" que lhe causava o jornalismo em sua vida. Ficou para trás a jornalista engajada que, entre 1930 e 1933, assinou sua página diária sobre educação - na qual chegou a acusar o então ministro de educação, Francisco Campos, de medalhão e o então presidente, Getúlio Vargas, de Sr. Ditador. Foram mais de mil artigos escritos em que Cecília lutava contra a inclusão do ensino religioso e defendia as liberdades, como por exemplo a criação de escolas mistas em que ambos os sexos pudessem dividir o mesmo espaço. É bom lembrar que isso ocorreu entre 1930 e 1933, quando a mulher sequer exercia o direito de voto, uma vez que as urnas passaram a contar com o voto feminino apenas em 1934." (monografias.com)
Getúlio Vargas fez muito pela educação de elite religiosa, os uniformizados, mas esqueceu de dar atenção aos miseráveis que apontavam no seu governo. Cecília Meireles contrariou os ditadores e angariou inimigos.
Assim escreveu em 1930: "O Brasil tem como grande desgraça a ser combatida a pseudo-autoridade do medalhão. O medalhão, homem de pose, dado a intelectualidade, falador e gesticulador, dizendo coisas floridas e ocas, tem sido nosso pior inimigo em política, em literatura, em arte, em ciência, em administração."

domingo, 21 de julho de 2013

ESFRIOU EM TODO O BRASIL

Image: Protesters wearing knitted balaclavas protest at the fence near the G8 Summit at Lough Erne Resort in Enniskillenin Northern Ireland.
"O TEU CORPO PODE ESFRIAR, MAS A TUA ALMA AGARRADA ELE, AINDA MORNA, PODE VIR A FERVER." (Cardoso, M.L.)

"A SEMENTE PLANTADA NO FRIO, GERMINA NA PRIMAVERA." (Cardoso, M.L.)
 

quarta-feira, 17 de julho de 2013

ASSINE FÁCIL - ESCOLA DE TEMPO INTEGRAL PARA CRIANÇAS ABAIXO DA LINHA DA MISÉRIA

http://www.avaaz.org/po/petition/Escola_Integral_para_menores_filhos_de_pais_de_baixa_renda_orfaos_ou_de_pais_encarcerados/?copy
Sociólogos, filósofos, educadores e toda a sociedade clama por um povo consciente de suas obrigações. Que o exemplo para os menores recaíssem de cima, dos nossos políticos, mas infelizmente não está acontecendo. A distribuição de verbas que recaíssem na educação dos menores não é suficiente para suprir a demanda. O pedido para as lideranças seria no sentido para que desde muito jovem a criança deixada em casa ou na rua tivesse amparo do governo. Que fossem construídos orfanatos, internatos e escolas cm turno integral. Que as crianças estudassem de fato, que as crianças não vivessem apenas de ficção. Esta ficção que os leva a ideologias perniciosas, a construção de ideais que no futuro não os traria de retorno ao lar, mas às ruas, à baderna, ao crime. Lugar de menor é na escola voltada para a pesquisa, lugar de menor não é na FASE ou em CÁRCERES como clama a sociedade. Peço uma terceira opção, nem a primeira nem a segunda. Peço aos meus meninos, meninos brasileiros que sendo instruídos poderão contribuir para um Brasil em todos possamos sair a rua sem medo.

terça-feira, 16 de julho de 2013

domingo, 14 de julho de 2013

MEXENDO COM LIVROS: HIPÓCRATES E HIPÓCRITAS

MEXENDO COM LIVROS: HIPÓCRATES E HIPÓCRITAS: Hipócrates nasceu em 460 a.C, na Grécia e viveu 110 anos, segundo alguns historiadores. Foi considerado o mais célebre médico da Idade An...

sexta-feira, 12 de julho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

CAPITAL ACUMULADO - CORRUPTO RI À TOA

- Esse Eike é engraçadão, véi! Tentei jogar minha irmã na mão dele. Pena que não rolou.    FOTO EXTRAÍDA DO BLOG: ComTextoLivre, ONDE PODE SER VISTO FOTOS DA ELITE DESPREOCUPADA. EIKE BATISTA  NÃO  PERDE    NA BOLSA, É PIADA, SEMPRE ACHA UM JEITO DE FECHAR A CONTABILIDADE: PASSIVO + ATIVO = CAPITAL ACUMULADO.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

domingo, 16 de junho de 2013

MEXENDO COM LIVROS: VAIA NO MANÉ GARRINCHA

MEXENDO COM LIVROS: VAIA NO MANÉ GARRINCHA: JSOÉ MARIA MARIN  PRESIDENTE DA CONFERERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL E JOSEPH BLATTER DA FIFA SÃO VAIADOS PERANTE A PRESIDENTE DO BRASIL DIL...

VAIA NO MANÉ GARRINCHA

JOSÉ MARIA MARIN  PRESIDENTE DA CONFERERAÇÃO BRASILEIRA DE FUTEBOL E JOSEPH BLATTER DA FIFA SÃO VAIADOS PERANTE A PRESIDENTE DO BRASIL DILMA ROUSSEFF.

terça-feira, 11 de junho de 2013

terça-feira, 4 de junho de 2013

MEXENDO COM LIVROS: CARL MARX E OS ECONOMISTAS DE ARAQUE

MEXENDO COM LIVROS: CARL MARX E OS ECONOMISTAS DE ARAQUE: A primeira edição do tomo I de O Capital saiu em 1867 em alemão e a edição que eu tenho foi publicada em 1963 em Pánuco, no México, está ...

CARL MARX E OS ECONOMISTAS DE ARAQUE

A primeira edição do tomo I de O Capital saiu em 1867 em alemão e a edição que eu tenho foi publicada em 1963 em Pánuco, no México, está completando meio século e foi impressa pelo Fundo de Cultura Econômica, um século depois. A versão ficou por conta de Wenceslau Roces que traduziu do alemão. Karl Marx caiu no descrédito, odiado pelos capitalistas e tantos outros que confundiam a sua ideologia. Uma revista americana Foreign Policy publica uma matéria escrita por Panitch, economista, hitoriador e professor de Ciência Política na Universidade de Toronto. Segundo o autor "as vendas mundiais de O Capital dispararam e em 2008 foram vendidas milhares de cópias, contra de 100 do ano anterior". A crise global, a economia sem uma  saída, o desprezo pela ideologia de Marx, pela visão dos fatos narrados no passado, o momento em que vivia e uma visão de futuro, foram desprezados. Sem uma saída os economistas que apenas conheciam a face externa do grande idealizador do pensamento sobre o capitalismo, a burguesia, a mais-valia, e a exploração do homem pelo pelo homem, sem dúvida curvar-se- ão mestre.
 Blog do zcarlos ferreira Com Texto Livre (matéria completa)
 MARCADORES: Análise de livro (O Capital - Carl Marx)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

MINHA CAIXA DE EMAIL - Yoani Sánchez

De: Generación Y
Data: 3 de junho de 2013 19:08:33 BRT
Para: mariadelourdescardos@me.com
Assunto: Generación Y

Generación Y


Posted: 03 Jun 2013 07:28 AM PDT
La maleta aparcada en una esquina, los minúsculos regalos que viajaron dentro de ella ya en manos de los amigos y de los parientes. Las anécdotas –por su lado- necesitarán más tiempo, porque son tantas que podría pasarme el resto de la vida desmenuzando sus detalles. Ya estoy de vuelta. Al llegar comencé a sentir las peculiaridades de una Cuba que en tres meses de ausencia apenas si ha cambiado. La cantidad de uniformes fue lo primero que me saltó a la vista: militares, de aduana, de policía… ¿por qué se ven tantos uniformados nada más aterrizar en el Aeropuerto José Martí? ¿Por qué esa sensación de pocos civiles y muchos soldados? Después las luces mustias de los salones, la pregunta sin ninguna amabilidad de una supuesta doctora interesada en si yo había estado en África. ¿De dónde tu vienes, mi’ja? Me lanzó al rostro nada más ver mi pasaporte azulado con el escudo de la república en la portada.
Afuera, un grupo de colegas y familiares esperándome. El abrazo de mi hijo, el más ansiado. Después ha sido volver a entrar en mi espacio y en el tempo singular en el que transcurre la vida aquí. Ponerme al día de historias, sucesos del barrio, la ciudad y el país. Ya estoy de vuelta. Con una energía que los tropiezos cotidianos tratarán de recortar, pero de la que algo me quedará para emprender nuevos proyectos. Una etapa de mi vida termina y otra se perfila. He visto la solidaridad, la he palpado y ahora tengo también el deber de contarle a mis compatriotas de la Isla que no estamos solos. Me he traído tantos buenos recuerdos: el mar en Lima, el Templo Mayor en México DF, la Torre de la Libertad en Miami, la belleza de Río De Janeiro, el afecto de tantos amigos en Italia, Madrid con su Museo del Prado y sus Cibeles, Ámsterdam y los canales que la atraviesan, Estocolmo y los ciber activistas de todo el mundo que conocí allí, Berlín y esos grafitis que cubren lo que una vez fue el Muro que dividió a Alemania, Oslo rodeado de verde, New York que nunca duerme, Ginebra con sus diplomáticos y la sede de la ONU, Gdansk cargado de historia reciente y Praga, la bella, la única. Todos esos lugares, con sus luces y sus sombras, sus graves problemas y sus momentos para el ocio y la risa, me los he traído a La Habana.
Ya estoy de vuelta y no soy la misma persona. Algo de cada sitio en donde estuve se quedó en mí, también los abrazos y las palabras de ánimo que me dieron están hoy aquí, conmigo.

quinta-feira, 30 de maio de 2013

MEXENDO COM LIVROS: JASON MRAZ

MEXENDO COM LIVROS: JASON MRAZ: JASON MRAZ, nasceu em 23 de junho de 1977 é um cantor e compositor norte-americano, nascido em Mechanicsville, no estado de Virginia. Sua ...

JASON MRAZ

JASON MRAZ, nasceu em 23 de junho de 1977 é um cantor e compositor norte-americano, nascido em Mechanicsville, no estado de Virginia. Sua música tem influência em reggae, pop, rock, folk, jazz e hip hop.

RENAN, MINHA RAPOSA

 

terça-feira, 28 de maio de 2013

MEXENDO COM LIVROS: WINSTON CHURCHILL, STALIN E A INTRIGA DA OPOSIÇÃO

MEXENDO COM LIVROS: WINSTON CHURCHILL, STALIN E A INTRIGA DA OPOSIÇÃO: Winston Churchill como Primeiro Ministro britânico, bem antes da Alemanha  declarar a guerra, preparaou o  país para a guerra que se avi...

WINSTON CHURCHILL, STALIN E A INTRIGA DA OPOSIÇÃO



Winston Churchill, como Primeiro Ministro britânico, bem antes da Alemanha  declarar a guerra, preparou o  país para o ataque que se avistava ao ponto de assustar os ingleses e aliou-se aos EUA contra Hittler. Franklin Roosevelt presidente americano, enviou ajuda para a Grã-Bretânia e combateram juntos. Ele via a necessidade de um acordo com a Rússia e antes de morrer criou a Organização das Nações Unidas (ONU). Não duvido dos comentários de que haja um documento que está sendo vinculado na Internet e fotos de Churchill ao lado de Stalin. A preocupação dos aliados era com os terríveis gulags que aos milhares se espalhavam pela planície Siberiana até a altura do Ártico com prisioneiros que se alimentavam com mingaus, urtiga e chá. Trabalhavam na neve e era a mais mortal das prisões mandada construir por Stalin. Churchill era homem de ferro, por anos ficou no governo inglês, também tinha opositores. Chegado ao wisky bebeu, beberam e de volta a Inglaterra mandou fogo contra os alemães e foi dele que saiu a expressão "cortina de ferro". Ele começou  a beber na época da guerra e trouxe grande preocupação aos que lhe reconheciam como grande homem. Construiu a sua casa de campo, só, não precisou de pedreiros e deixou  uma literatura invejável. A oposição dizia como ele vai governar a Inglaterra se levou 10 anos para construir uma casa? E ganhou as eleições novamente.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

GERMINAL - Émile Zola

Resultado de imagem para capa do livro Rui/ZolaÉmile Zola, nasce em 1840 em Paris e morre em 1902 por um escapamento de gás, quando dormia, também em Paris. Era odiado pela sociedade de direita, mas não ficou comprovado o assassinato vinculado ao acidente na época. Agitou a sociedade parisiense depois de escrever J'accuse (Eu acuso) em 1898 pedindo a absolvição no "Caso Dreyfus" e publicado no Jornal L'aurore com o título de: LETRE AO PRESIDENT DE LA REPUBLIQUE. O  capitão, Dreyfus, do exército  fora condenado por um crime que não havia cometido e que envolvia poderosos do exército da França e fora dela. Três anos antes da condenação, Rui Barbosa escreve um artigo na Inglaterra  se referindo a acusação de Dreyfus três anos antes de Zola que se pode ler em um pequeno livro Zola/Rui Barbosa contendo: Eu acuso...! do primeiro e O Processo do Capitão Dreyfus, do segundo. Perante a inteligência do grande jurista há quem diga que foi ele quem absolveu o capitão. O artigo escrito por Rui foi lido no Brasil e publicado em Buenos Aires e não se tem prova de que tenha chegado até Paris.  Rui enviou lições ao nosso Judiciário: "Como quer que seja, na Inglaterra a forma inquisitória dada em França a esse julgamento seria hoje impossível. O Times, a tradição  viva deste país, exprimiu o sentimento inglês sobre o assunto num artigo memorável. Não sei resisitir ao prazer de transcrever-lhe os trechos capitais. Fá-lo-ei, porque, além de tudo, nenhum país necessita mais de lições como esta do que o Brasil destes dias."  Rui com seu artigo dá uma  aula de mestre, mas os ingratos  compatriotas não publicam, ele fazia sombras aos políticos corruptos e ávidos de poder.
    Em Germinal, narrador retrata neste ano o que havia acontecido no ano de 1866 com os trabalhadores das minas na França. Um projeto de construção de um Estado voltado para a sociedade para denunciar a sociedade burguesa e uma greve dos mineiros para pedir melhores condições de vida, melhor salário. Permanece por dois meses e meio, vai morar com os mineiros, naqueles casebres, trabalha por dois meses nas minas, empurra vagonetes e frequenta as mesmas tavernas. O livro é o resultado de fatos reais acontecidos em data anterior e parte do fato para a ficção e dele resulta um romance com amor, ciúmes, dor, separação e mortes. Romance realista-naturalista de narrativa impessoal feita em terceira pessoa. Um trabalho que o consagrou por ser um romance ou por escrever em tese, assim como Eça de Queirós, Charles Darwin, Balzac, Carl Marx, sendo este último escritor focado no mundo capital. Zola como observador, pesquisador é também um cintificista. Mostra ao leitor uma riqueza verbal com narrativas no Presente: "Meu nome é Etienne Lantier, sou maquinista...Tem trabalho aqui?". Ainda: "O rapaz punha escoras de madeia em uma parte do teto que estava cedendo", embora o emprego seja no Pretérito Imperfeito do Indicativo, este fato presenciado nos remete para o presente, mas de passado não concluído, imperfeito. Um flashback, um tempo passado: "Para evitar uma tragédia Etienne correu até as máquinas." Outro exemplo verbal, o narrador-pesquisador emprega o Futuro  do  Condicional: "...a vitória dos burgueses de Montsou fora acompanhada pelo mal-estar das consequências da greve, e eles se perguntavam se o seu fim não estaria próximo (n'était pas près)", um tempo indicativo que se aproxima de um futuro,  empregado pelo narrador, que aponta para uma germinação.   
      A fome, a falta do pão, o abandono dos menores em busca do que comer e a morte rondando os lares. A prole, daí o proletariado, vista como um amparo ora dos pais para com os filhos e destes para com os país. O casamento muito cedo e o desmonte desta ajuda mútua, deste empréstimo do pão. Da o nome de Germinal, extraído do calendário da Revolução francesa, significando a germinação, bem como, o mês seguinte era floral, mês das flores e por último pradial o mês das pradarias, representando a primavera.
    Karl Marx havia mexido com a sociedade geral juntamente com Engels abordando o capital, a ganância dos poderosos e a exploração dos pobres. A obra de Marx serviu de tema para vários autores que em seus romances denunciam o poder dos burgueses sobre os proletários. Assim Tólstoy escreve sobre a sociedade russa oprimida pelos capitalistas em todos os campos da sociedade. 
    O romance tem como tema a exploração dos mineiros que sucumbem de fome, mostra a ignorância, a supremacia dos poderosos sobre os assalariados e um princípio de lucidez que recai sobre os mineiros, semente que germinará no momento certo. Esta abertura abordada pelo autor vai passando do subconciente para o consciente à medida que a dor aumenta em cada trabalhador. Aborda o medo, a represália que resultaria dessa abertura:
     "__ Se a gente reclama , logo é despedidida. O velho tem razão, o mineiro sempre vai pagar o pato, sem esperança de qualquer recompensa." Observando  esta abertura, é o mesmo que  se dá com a semente no momento em que é aquecida, na primavera. Este estado de aquecimento provocado pelo  sofrimento com  jornadas de trabalho ora sobre a neve e ora no calor sufocante das minas, despertariam como queria o narrador: "No fundo da terra germinará uma semente, e um belo dia, os homens brotariam da terra, um exército de homens que viria restabelecer a justiça". Assim escreve: "Étinne estava inflamado. Uma predisposição à revolta o impelia à luta entre o trabalho e o capital, numa primeira ilusão, que era fruto da sua ignorância. Agora tratava-se da Associação Internacional dos Trabalhadores, a famosa Internacional que acabava de ser criada em Londres, 1864. A carta princípios tinha sido escrita por Karl Marx." 
     Situa as minas de carvão ao Norte da França como Marchienne e Montsou, duas horas a pé, em direção ao centro de Voreux. Boa Morte é o nome  que o narrador escolhe para um velho mineiro. Depois de sair das proximidades de Montsou vai até a grande mina de Voreux e se apresenta para Étinne e explica que leva este apelido por que escapou três vezes da morte dentro das minas. Características do naturalismo, como a hereditariedade, pode ser destacada: Boa Morte era da famila Maheu e seu tio Guillaume foi quem descobriu a hulha gorda ou carvão-de-pedra, combustível mineral fóssil e sólido de onde se origina o gás para iluminação e o alcatrão. O velho explicou que dentro de dois anos tinha direito a uma aposentadoria com salário de cento e oitenta francos. Maheu tossiu e cuspiu negro.
       Diálogo travado entre Maheu e Étienne:
     "O campanário da igreja deu quatro horas: o frio estava mais forte.
      __ A companhia é rica?
     __ É, sim. Tem milhões e milhões, nem dá para contar. São dezenove galerias, treze para exploração e seis para bombeamento de água e ventilação. Dez mil operários, concessão  que se estende por sessenta e sete aldeias, extração de cinco mil toneladas por dia, uma estrada de ferro  que liga todas as galerias, oficinas e fábricas ! Ah! dinheiro é o que não falta." Aqui já se percebe a filosofia  marxista denunciada de forma dura n'O Capital.  Mostra a produção, a expansão das minas "sessenta e sete aldeias" e  dinheiro é o que não falta".  Escreve Marx "(...) não parece existir limite na riqueza e na posição, esta crematística não encontra nenhum limite a sua ambição que a de se enriquecer de um modo absoluto." Era a degradação social e ambiental que crescia desde os tempos de Aristóteles, o enriquecimento voltado para o homem através de artimanhas conhecida por plus-valia. Um estudo que recaísse sobre a ecologia e a economia não era aprofundado, até a marxismo. Apesar do cientificismo, de um ideal humanista e do naturalismo em alta, o homem no seu individualismo passa por cima de qualquer conceito ditado pelo Renascimento,  por Marx e Engels.
     Aqui um trecho da narrativa mostrando como são as habitações dos trabalhadores, o lugar que Étienne morava: "Ele vivia na intimidade da família; substituiu o irmão mais velho de Catherine, dividindo a cama com Jeanlin,  ao lado da cama dela. Ao se deitar e ao se levantar, devia se vestir diante da moça, que também trocava a roupa na frente de todos. O rapaz se emocionava ao ver aquela pele tão branca, que parecia ser mergulhada no leite; só as mãos e o rosto estavam estragados pelo carvão e pelo sabão que Catherine usava (...) Além dos pais estarem ao lado, sentia pela moça um misto de amizade e rancor que o impedia de mostrar seu desejo." 
     Em 1919, Morris West escreve Filhos das Trevas, escrito depois dos bombardeios da guerra inicida em 1914, quando veio para a Itália. Veja a semelhança no diálogo entre o narrador e Peppino, personagem que permanece do início ao fim da obra:
     " __ Nove num quarto?
       __ Na cama. É grande, como pode ver.
       __ Todos?
       __ Que hão de fazer?
      Nas barache (barracas) dormiam quinze no mesmo quarto, como animais.
     "__ Acha certo, Peppino, que o ato sexual se realize diante das crianças, das moças e dos rapazes mais velhos...?"
     Tanto em Germinal como em Filho das Trevas, o primeiro mostrando  como eram as condições de vida dos trabalhadores e no segundo o pouco caso da burguesia e políticos  italianos depois da guerra que abandonaram por completo a pobreza e dormiam em barracas, denunciado Morris West.
     O narrador, em Germinal foca a falta de dinheiro, e a consequência da falta deste recaia sobre as crianças que sem destino andavan pela rua. "Para se esconder, os garotos se deitavam uns sobre os outros. Hennebeau viu muito bem os meninos em cima da menina e pensou e como as crianças já sabiam se divertir". Margarte Duras em seu livro O Amante fala dessa mesma situação em que se encontravam as crianças em Saigon e ela também uma criança precisava dar cabo "daquele assunto" que um dia teria que acontecer. "Em volta dela os desertos, os filhos são o deserto, não realizarão nada, a terra também árida, o dinheiro perdido, tudo acabado. Resta aquela menina crescer e que talvez um dia possa trazer dinheiro para casa. Por esse motivo, sem o saber, a mãe permite que a filha saia com aquelas roupas de prostituta infantil. É por este motivo também que a menina já sabe muito bem o que  fazer."
    O narrador mostra a indignação a que chegou as mulheres grevistas perante as ameaças das força armada: "(...) não encontrando nada excepcional para lhe dizer, lançou a pior afronta: levantou a saia, abaixou a calcinha e mostrou a bunda.
    __Tomem! E olhem que está muito limpa para vocês!
    E ela virava a bunda para todos os lados, dizendo:
    __Aqui está para o oficial! Aqui, para o sargento! E agora para os militares!
    (...)Formou-se uma verdadeira chuva de tijolos, que eram lançados em pedaços ou inteiros. (...) Os homens resolveram entrar na batalha e a saraivada de pedras aumentou. (...)os oficiais apontaram os fuzis e disparam três tiros, depois cinco e em seguida houve uma fuzilaria. (...) Tudo parecia terminado quando um último tiro partiu, isolado, com atraso.
     Atingido no coração,  Maheu, deu uma volta e caiu com o rosto numa poça de água, preta de carvão. (...) Ao ver seus olhos vazios e a espuma sangrenta que lhe escorria da boca: ela compreendeu, seu homem estava morto. A mulher sentou com a filha nos braços, como se fosse um pacote e ficou olhando para o seu velho, bestificada." 
     Caminhando Étinne retoma seus pensamentos depois daquela "vitória" dos burgueses sobre os mineiros e eles se perguntavam se seu fim não estava próximo. Retoma Darwin, cientista admirado pelo autor : "Será que Darwin tinha razão: o mundo se tornaria um campo de batalha, com os fortes comendo os fracos para a melhoria da continuação da espécie? Essa questão o perturbou, mas uma idéia iluminou suas dúvidas: em seu primeiro discurso retomaria (parlerait) antiga explicação da teoria. Se fosse preciso que uma classe destruísse a outra, não seria o povo, cheio de vida, que devoraria (mangerait) a burguesia, enfraquecida de tanto luxo? O sangue novo renovaria a sociedade. Na espera da invasão dos bárbaros, para regenerar as antigas nações caducas, sua fé numa revolução próxima, ressurgiria absoluta, a verdadeira revolução,  a dos trabalhadores, dont l'incendie embracerait la fin du século".
   Neste parágrafo destaco o emprego do verbo pelo narrador, numa tendência ora  filosófica, ora psicológica. A primeira faz uma alusão ao pensamento de Darwin, cientista, questionado por Étinne sobre a Teoria das Espécies. Vive também um momento de explosão da consciência numa reflexão psicológica do que pode e do que não pode acontecer dali para frente e busca no tempo do verbo condicional como: parlerait, emblaicerait, não imperativo, apenas  uma ideologia, com relação a germinação, uma tomada de consciência, um sangue novo, um pensamento hegeliano e marxista, mas de narrativa proposital para mexer com a sociedade. A explosão (l'incendie embracerait) da semente plantada no início do discurso, incendiaria? Em 1848, quando foi redigida a Constituição francesa e adotado os substantivos: Liberté, Igualité e Fraternité, fica sendo  definido como um princípio da República, "(...)  uma obra de compromisso. De um lado, entre o liberalismo – claramente afirmado com a declaração preambular de redução gradual das despesas públicas e dos impostos – e o socialismo democrático. Compromisso, de outro lado, entre os valores conservadores – a Família, a Propriedade e a Ordem pública, invocados com letra maiúscula no inciso IV do preâmbulo – e o progresso e a civilização (preâmbulo, inciso I). É interessante observar, a esse respeito, que, enquanto as anteriores declarações de direitos da Revolução Francesa não fizeram referência alguma à família, o preâmbulo da Constituição de 1848 menciona-a nada menos do que quatro vezes. Por outro lado, a orientação do ensino público, como dispõe o art. 13, não é para a formação do cidadão, mas sim para o mercado de trabalho." Os princípios da República, com a Igualdade como  clamor, não forma um casamento com a disposição do art. 13, em que a Constituição não tem compromisso em formar os cidadão para todas as áreas, como por exemplo, a formação de cientistas, mas somente para o mercado de trabalho. O autor escreve o romance, trinta e três anos depois da Lei.






    
   

sexta-feira, 10 de maio de 2013

RICOS MAL ACOSTUMADOS E COM DINHEIRINHO-EM-PENCA




Frases como: "Somos pobres mas somos limpinhos" e "Dinheiro não dá em árvore", devem  ser ressuscitadas. Esta última  já tem até torcida e quatro países disputam a autoria: Inglaterra, França, Portugal e finalmente o Brasil. As evidências de que a frase é nossa são muitas e ela se parece com o perfil do nosso rico. Desesperados por dinheiro e tem alguns que acreditam que dinheiro dá em árvore, já procuraram por ela, assim como Pôncio de Leon procurava uma fonte que se banhasse  para conquistar a juventude. Os nossos ricos já foram enganados e até compraram um tal  de dinheirinho em penca, no lugar daquela famosa árvore que me faz lembrar o Jeca Tuta, naquela sua ingenuidade. Esta plantinha é bem melhor do que aquela que dá dinheiro em árvore, porque  pelo menos simboliza dinheiro sendo colhido em pencas. Dinheiro é bom, dinheiro trás felicidade e a sociedade toda precisa ser feliz. O que tem a ver a primeira frase "Somos pobres, mas somos limpinhos", com a segunda. Esta é uma frase que traduz muita humildade, quase um clamor dos pobres para que os ricos os vejam sem aquela diferença, sem aquele nariz torcido porque eles sabem que a  sociedade burguesa e os pequenos burgueses condenam dar esmolas ou dar alguma coisa para  eles e que pelo menos  se cobre um valor simbólico para  que não se acostumem a pedir e viver sem trabalhar. Precisamos mudar o discurso porque o que está acontecendo é um derrame de dinheiro que está recaindo sobre os ricos, que não fazem nada, a custa do povão e temos como resultado os ricos, jogados nas cordas. Dê o seu dinheiro aos pobres porque rico fica mal acostumado e dinheiro os torna vagabundos.


 

segunda-feira, 6 de maio de 2013

MEXENDO COM LIVROS: O JOGO DO GILMAR

MEXENDO COM LIVROS: O JOGO DO GILMAR: Gilmar Santos! Vai lá Gilmar! Segura a bola! Solta a bola! Aposentado! Gilmar Mendes! Vai lá Gilmar! Vai te benzer! Solta a bola! Solta ...

O JOGO DO GILMAR

Gilmar Santos! Vai lá Gilmar! Segura a bola! Solta a bola! Aposentado! Gilmar Mendes! Vai lá Gilmar! Vai te benzer! Solta a bola! Solta a bola! Grita o povo! Gilmar das moscas! Papel rasgado! Constituição rasgada! Bandeira enrolada! Gilmar desmaiado! Fora Gilmar!

MEXENDO COM LIVROS: RIO GUAÍBA E MONSTRO DO LAGO NESS

MEXENDO COM LIVROS: RIO GUAÍBA E MONSTRO DO LAGO NESS: Eis que de repente, como diz alguns, o nosso estuário do rio Guaíba , orgulho dos gaúcho, por estar entre os maiores do mundo, meia dúzia ...

RIO GUAÍBA E MONSTRO DO LAGO NESS

Eis que de repente, como diz alguns, o nosso estuário do rio Guaíba, orgulho dos gaúcho, por estar entre os maiores do mundo, meia dúzia de políticos passaram a chamá-lo de lago. Num primeiro momento pensei que fosse em função da Copa, porque a cidade, o país gira em torno desta coisa. Pensei em roubar a idéia, é isto mesmo roubar, porque aulas de roubo temos todos os dias e quem pensa que o povo, as crianças não se espelham em ladrões e corruptos, estão enganados. Eu iria roubar o monstro do lago Ness, verdade que só iria trazer a lenda para cá, e o nome seria o monstro do lago Guaíba. Idéia atrasada porque o monstro ronda, se afasta e volta aparecer. Político não dorme de olhos fechados. Atentos a tudo e quanto irão levar se trocar o nome de rio para lago? Desde quando mudar de nome trás dinheiro? O nosso Código Florestal diz o seguinte: a conservação da área que margeia os rios vai depender da largura do curso de água. Assim o nosso rio deverá ter uma margem de 500 metros de área verde. Temos o Parque da Harmonia com uma largura que se aproxima desta, perfeito. Continuar para Zona Sul o projeto era apenas uma questão de tempo. Veio a construção da Fundação Iberê Camargo atravessada no meio da Av. Padre Cacique. Os protestos vieram e o Fogaça com aquela cara que deus lhe deu, não estava nem aí. E o parque? E a duplicação da avenida? Não estou nem aí! Diz o nosso Código Florestal que lagos urbanos deverão ter uma margem de 30 metros. Que maravilha! E quanto eu vou levar para trocar de nome de rio para lago? Há registros em cartório desta mudança de nome? Não! então, alto lá! A Ponta do Melo deve ser respeitada. O povo que grite, saia às ruas. Cartão Vermelho para esta poderosa Imobiliária e ser for necessário, Presídio Central, o melhor do Brasil.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

MEXENDO COM LIVROS: RASGARAM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA - Maquiavélico...

MEXENDO COM LIVROS: RASGARAM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA - Maquiavélico...:          Ministro do STF diz que rasgaram a Constituição    O ministro do STF Gilmar Mendes fala sobre a  PEC (Proposta de Emenda ...

RASGARAM A CONSTITUIÇÃO BRASILEIRA - Maquiavélico?

        Ministro do STF diz que rasgaram a Constituição

   O ministro do STF Gilmar Mendes fala sobre a  PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que submete decisões da Corte ao Congresso.
    Disse: “(A proposta) é inconstitucional do começo ao fim, de Deus ao último constituinte que assinou a Constituição. É evidente que é isso. Eles rasgaram a Constituição. Se um dia essa emenda vier a ser aprovada é melhor que se feche o Supremo Tribunal Federal."
   “O que ficou entendido nesse episódio é o fato de uma matéria dessa gravidade ter sido aprovada por aclamação, por votação simbólica, sem uma manifestação em sentido contrário.”
    Sobre os debates dos parlamentares, os nossos Príncipes, ironizou: “Vocês acham que foi uma tramitação tranquila e não casuística?”
    Maquiavel, Maquiavel: "(...) assim é que alguns são ávidos como liberais, alguns miseráveis; alguns são tidos como pródigos, alguns rapaces; alguns cruéis, alguns piedosos, o outro fiel; um efeminado e pusilânime, o outro feroz e animoso; um humano, o outro soberbo; um lascivo, o outro casto; um simples, o outro astuto, o outro fácil; um grave, o outro leviano; um religioso, o outro incrédulo, e assim por diante." Ora, ora Bilac: "direis ouvir estrelas! Certo. Perdestes o senso!"  Este é o perfil dos representantes dos chamados três poderes: Legislativo, Executivo e Judiciário. Temos uma constituição para ser respeitada, chega de emendas estúpidas e de artifícios para burlar o povo que está "deitado em berço explêndido", como disse bem, Joaquim.
   Marina Silva pode criar o seu partido desde que obedeça a Constituição e c'est fini.
 
 

terça-feira, 19 de março de 2013

MEXENDO COM LIVROS: CALAFATE DE TODOS OS TEMPOS

MEXENDO COM LIVROS: CALAFATE DE TODOS OS TEMPOS: Cheguei a cidade de Calafate pela Areolineas  numa bela tarde do dia 15 de fevereiro de 2013. Um pouso suave às margens do Lago Argentino,...

CALAFATE DE TODOS OS TEMPOS

Cheguei a cidade de Calafate pela Areolineas  numa bela tarde do dia 15 de fevereiro de 2013. Um pouso suave às margens do Lago Argentino, no aeroporto internacional El Calafate. Aguardávamos as malas e agasalhávamos, nós, turistas do mundo inteiro. Ali iniciava a Torre de Babel, termômetro para se medir a qualidade do local que se está visitando. Ainda era cedo e posta a mala no hotel tomei a rua para sentir a temperatura do que seria  estar a 4280 km de distância de Porto Alegre. Calafate fica na região mais austral do nosso continente chamada de Patagônia, que está divida em duas: a  Oeste a Patagônia Andina ou Chilena e ali habita a chinchila e a Leste a Patagônia Argentina, com o plateau ou altiplano até o Atlântico, com um clima que chega ao extremo, com as estepes  e ali habita o puma, o guanaco, lhama, alpaca, vicunha, lebre e condor. O argentino diz  Patagonia  abajo e Patagonia arriba, para definir Norte e Sul da Patagônia e eu estava mais abajo na região que leva o nome de província de Santa Cruz, capital Rio Gallegos, na foz do rio do mesmo nome, cidade que fica a 64 km da província de Terra do Fogo e da travessia pelo Estreito de Magalhães. O nome  Calafate  tem origem nos navegadores do estreito que se serviam de um arbusto (berberis) para extração de  uma resina, para calafetar os navios.  Pelos costões sul do monte Calafate havia capões de berberis, e de olhos atentos pode-se encontrar um pé próximo da cidade carregado de  flores amarelas e vermelhas, o que se deduz que as flores estavam envelhecendo por ser final de verão. Quem está na cidade, está no pé do monte Calafate, que "protege" a cidade dos ventos. Monte de cor alaranjada e ao entardecer era de uma beleza encantadora que no inverno torna-se branco de neve. No apertado vale entre o monte-mesa e o Lago Argentino fica a cidade-vila, com muito verde e flores contrastando com áreas vazias de estepe, morada das lebres. Matilhas de cães e cães solitários ficam a passear e as lebres de orelhas atentas e não caminham, não correm, saltam e cada descida afundavam no capim, uma estratégia. Pode-se avistar alguns raros cavalos afastados dali e ovelhas de lã cinzenta que se confundem com a cor da estepe, que também sabia que a hora estava chegando e aqui e ali  mudava de cor passando do cinza, para o amarelo e para o laranja. Malhas grenás eram avistadas no decorrer do caminho de uma planta rasteira. Ali viviam os ameríndios, o homem pré-colombiano, os índios timbus, deixou suas marcas em cavernas próximas da cidade. O paleontólogo argentino Florentino Ameghino, autor da teoria que homem americano é originário da própria terra e outra  teoria de Alis Hardilick que argumenta que o homem americano atravessou o Estreito de Gibraltar em época de muito gelo. O  "ameghino" o homo sapiens sapiens que ali vivia a mais de 12 mil anos, habitava as cavernas e cabanas, aquecia-se ao fogo. Vivia em sociedades, nômades e eram caçadores-coletores, o que significa que colhiam e armazenavam  alimentos vegetais. A região em determinada estação fica  inóspita, motivo pelo qual eram obrigados a armazenar, como até os dias de hoje. O gelo penetra numa profunidade de um metro abaixo da superficie, ficando inviabilizado a produção de qualquer tipo de alimento e também o acesso a eles pelas condições climáticas.
     Somente no início do século XX, as ruas de Calafate foram marcadas pelas carretas de patagônias, puxadas à bois, que cruzam em épocas de degelo com paradas de 20 em 20 km para descanso e para se alimentar. Procuram se alojar próximo de arroios,  lagunas, encostas de morro, e capões de berberis que serviam de madeira para o conserto das carretas e lenha que era transportada junto com o couro para  o porto de Rio Gallegos. Surgiu assim o primeiro armazém, que dava apoio e auxílio ao carreteiro. Saindo de Rio Gallegos o caminho se bifurcava no vale do rio Santa Cruz, caminho criado pelo o homem primitivo que persiste até os dias atuais. Esta bifurcação acontece quando o viajante deixa a Ruta Nacional 3 e passa para Ruta Nacional 40. A primeira parte de Ushuaia e segue até Buenos Aires e a segunda sai de Rio Gallegos e passa pelo aeroporto de  Calafate  e segue em direção a Bariloche e de lá para a Bolívia. Mais arriba,  junto do rio Santa Cruz o alemão, Charles Fürh, constroe uma paragem para hospedar os viajantes e fazia  a travessia do rio, com uma balsa. Mais tarde ele inicia uma atividade rural e a produção ovina. Ele fazia parte de um pequeno grupo  que por ali se estabelece como: ingleses, iuguslavos e o americano que se dirige para uma região  mais arriba ainda de Calafate, região que lembra para ele o Oeste americano. Estes americanos que deixaram marcas, abandonaram a hostil pátria e partiram assim como chegaram. O primeiro habitante da região, se estabele ao pé do Cerro de Buenos Aires ou Murallón, junto ao Lago Argentino e os próprios argentinos foram se chegando na mesma época. Aquelas paragens, aquelas cordilheiras eram uma pedra no pé da Argentina, com tanta beleza e a questão de limites não estava  encerrada. Aqui nós contamos com Marechal Cândido Rondon, naturalista, indigenista, explorador, que conquista o território de Letícia com a paz estabelecida entre Perú e Bolívia na segunda metade do século passado. Na Argentina é nomeado Francisco Moreno, cientista, naturalista e explorador para o cargo de perito para estabeler questões idênticas as nossas. Tanto Rondon que percorreu toda a nosssa costa que limita com os países vizinhos, Francisco Moreno percorre grande parte da costa Argentina. Acompanhado de um inglês também um perito em questões de limite percorrem a Patagônia, até onde lhes era possível pelas dificuldades, ora pelas altas montanhas, ora pelos lagos gelados. Francisco Moreno conquista para Argentina um pedaço da Cordilheira dos Andes, orgulho dos argentinos.  Perito Francisco Moreno faleceu sem poder atingir e conhecer a beleza que trouxe para a Argentina que além da divisa turística, a conquista territorial. Eu preciso conhecer os limites conquistados. Assim se chega por terra até o Monte Perito Moreno com o glacial do mesmo nome (homenagem a Francisco), ali acaba a Argentina que também pode ser circulada por água num trajeto de 50 Km a Sudoeste e se  chega a maior geleira da região, a Upsala. Esta geleira tem uma frente de 10 km.  São formadas de rios gelados ou estreitos vales que acumularam neves e deram, sem dúvida a origem dos lagos, pode-se ver na base em contato com a água que está oca por baixo. Uma pequena amostra do que foi a idade do gelo ou era do gelo, período de frio extremo e extenso as glaciações com final  próximo de 12.000 anos atrás, quando inicia uma nova era, em termos, porque ainda estamos nesta era apesar dos grandes degelos e há os que defendem o início de uma nova era. Os primeiros animais desta era não resistiram, com exceções dos mamíferos,  mas o homem  conhecedor do fogo, ficou aí para contar a sua história, através da arte rupestre, comum na região. À caminho por terra ao parque pode se avistar os condores dando um show aos turistas e para completar a nossa fascinação, um pousa no acostamento da estrada junto com um gavião. De posse do parque tomamos um barco no primeiro dia que percorre uma pequena ponta do lago descongelado e ficamos a poucos metros da monumental geleira e de volta, caminhamos para o belvedere imenso, para avistar a geleira de cima, com eco nas montanhas se o gelo disprendido for grande, que se ouve a quilômetros de distância. Desprende da geleira anualmente, um quilômetro de gelo dos  250 km² que possui.  Nesta hora o barco  se  eleva na onda que se forma,  passada a primeira, aparece a segunda e a terceira, mas já sabia que era certo o desprendimento porque ocorre várias vezes ao dia e sabia também do aparecimento da onda. Pode acontecer de subir até dez metros, mas a nossa chegou à menos de três, com a aproximação do barco fiquei na expectativa, sem saber se iria arrebentar como acontece no mar. Não arrebenta, mas dá medo. Ainda nesta região se o turista dispor de tempo poderá visitar outras geleiras depois de circular o Lago Argentino em direção ao aeroporto, seguir para o Oeste e pedir uma informação: "(...) sobre el camino estrecho, escarpado, montãna arriba, ha caido la nieve una noche entera. Este é primeiro aviso. El agosto sendero (tempo limpo, céu azul), caracolea, gira a la izquierda, vuelve a la derecha, se tuerce y se retuerce, y se empina, siempre. Y sube, sube. Segundo aviso, sempre com um guia. Abajo, se desapare el valle, ante la severa belleza del cuadro, el alma se encolhe primero y, despues, se dilata y se extasía. Terceiro aviso, sempre encapotado. El frío silencio ha invadido todo: la tierra y el aire, el abismo, las sombras y el cielo. Quietud."  Último aviso, o perigo, o abismo e a ausência do ser humano.









     Algumas "dificuldades linguísticas" vamos encontrar. Para comprar banana, peça banana, lápis peça lápis, lapiseira peça cartucheira. Peça papa para batata, ou batata e peça pasta com salsa, para comer massa com guisado e salsa. Seja gentil e diga ao garção: "es mui rico" e você esta dizendo que o prato servido te alimentou, é muito rico. Importante é sair encapotado, para comprar camiseta, peça camiseta. Para sentar-se à mesa diga ao garção: mesa, arroz, café, peras, compotas, churrasco, pescado, comida. Peça também um garção gaúcho e ele lhe servirá  um alimento ainda, "más rico". Nem tudo são rosas. No hotel mal abri a boca, o recepcionista não enteu nada, nem de onde vim e nem para onde vou e lascou o inglês. Com um Y not speak English, speak en Spanish, começamos a nos "entender". Entendia zona por Sônia e aí ficava "tudo bem". Precisei de um táxi, só se fosse para fazer um tour, por 300 pesos. Antes da partida para o aeroporto uma turista me disse que havia uma conexão por conta do hotel para o centro. Não fui avisada. Conversei com um dos encarregados do hotel que só nos víamos um dia sim e dia não e falei que não conheci o centro, apenas de passagem, mas fiquei com cães, lebres e ali também mora o lixo. Deixei o protexto em dois formulários diferentes. Despedímo-nos.
 
Bibliografia: Cazadores de Imágenes de Osvalfo Mondolo e fotos   
                     de Snapshot Hunters
                      Difusion de la lengua española de Idel Becker