sábado, 27 de novembro de 2010

FHC DÁ LIÇÕES À DILMA, COM METÁFORA DESASTRADA

        "O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso avaliou ontem que a presidente eleita, Dilma Rousseff, não vai poder governar "no piloto automático" como, segundo ele, o presidente Lula. Em seminário promovido pela TV Cultura, FHC afirmou que a situação econômica nacional mudou e que Dilma terá de tomar medidas mais duras, que vão afetar mais interesses.  Segundo FHC Dilma e Lula têm  condições e características distintas. Disse: "Se não há vento de proa, ainda, não há vento de cauda mais"". C.Povo.
           A frase denota  pessimismo. Vamos encontrá-lo no advérbio "mais" que não significa "nem mais e nem menos" na frase. Significa  que não vai haver vento mais, ou seja, nem hoje, nem amanhã ou jamais.O vento de cauda não depende do vento de proa para soprar. Em linguagem figurada, quer dizer  que se ela não tomou uma atitude, não tomará  mais. O emprego de mais um advérbio "ainda", significando "até agoradeixou a frase deselegante, com excesso de advérbio.Vejamos a frase:  "Se até agora não há vento de proa, jamais haverá vento de cauda". Isso mais parece  uma praga, calmaria, de 1500. Foi assim com Cabral. Na dúvida eu quero desejar a Presidenta, bons ventos, que soprem de proa e de cauda. Peço ventos de estibordo e de bombordo, e se Dilma ainda não decolou, vai decolar com a energia do povo brasileiro.  Por que o Professor não pediu para o Inácio ajudar a fazer a  frase? Espero que os pilotos de planadores não leem isso. Para quem não se lembra do Doutor, ele ficou oito anos no poder, bateu o recorde de desemprego, arrocho salarial para todos os funcionários federais incluindo Exército, Marinha e Aeronática. Compra de votos, ou seja mensalão para aprovar a sua reeleição,  mandou legislar em causa própria e venda das estatais desvalorizadas favorecendo os compradores. Estrada? Pergunte aos camioneiros. Liberação de verbas para construção de escolas? Pergunte aos nordestinos e a nação toda.   Fernando Henrique tem um dos mais luxuosos escritório que alguém possa imaginar para encontros políticos e uma fazenda que para percorrê-la o avião deverá ter muito vento de cauda, ao decolar de seu próprio aeroporto, construído com dinheiro sujo. O que tem o Professor para ensinar para a Dilma? Professor fique com esta frase  de Guimarães Rosa: "Sou o que não foi, o que vai ficar calado". Extraída de um conto "A Terceira Margem do Rio". Confira
Assunto relacionado:
1 - FHC e a orquídea "sem fungar"

sábado, 20 de novembro de 2010

MISSÃO IMPOSSÍVEL - Mª de Lourdes Cardoso

          Numa das minhas viagens para Torres, falava no carro sobre achados arqueológicos no Himaláia. Sabe-se que é uma das maiores e mais altas cadeias de montanhas da terra. Devería-se  dar crédito a quem diz que viu alguma "coisa estranha" por lá e que até publicou. Depois de falar disto para o meu irmão e minha cunhada surgiu a minha crônica "MAPINGUARI - O ABOMINÁVEL HOMEM BRASILEIRO", baseado no livro 3ª Visão do Rampa.  Mencionei que ele se deparou frente a frente com um abominável homem das neves em uma viagem pelo Himaláia, mas não mencionei que ele também viu um grupo desses homens. Falei porque não levar a sério o que Rampa escreveu em vez de condená-lo, ridicularizá-lo e partir em missão em busca dessa ou dessas prováveis tribos.
         Um cientista da Universidade do Arizona, pensa exatamente como eu,  pensa em criaturas com DNA e RNA diferentes do nosso. Portadores de arsênico, seria o exemplo, no lugar do carbono, hidrogênio e outros elementos formadores da nossa constituição.
         Concordo com o físico Paul Davies em uma coisa, se existe um "ser" que vive no Himalaia com  traços diferenciados o DNA vai ser diferente, sem dúvida. Se sair das entranhas do Himalaia, onde se encontram fontes hidrotermais, das cavernas e picos não atingidos ainda, sobra muito pouco. Para Paul, não.
        A nossa floresta amazônica está cortada de rios, e o homem brasileiro ou estrangeiro já andou por ela, mas ainda há muito chão para percorrê-la. Há indícios de "coisa estranha" por lá, mas vistos andando a pé.
        Para Paul, essa missão custa muito pouco  e ele espera ser encontrado alienígenas que poderão estar debaixo do nosso nariz. Será que as criaturas de que Paul está falando  ando em discos-voadores? Os nossos, daqui andam a pé (todos se lembram do et de Varginha que até ganhou uma carona).  Dados extraídos de uma crônica "Missão à Terra" de James Morgan (Estados Unidos).

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

MINHA CAIXA DE E-MAIL - enviado p/Jair Gil Bernardes Jr. (POLÍTICA E JARDINAGEM)


"Existe um movimento chamado fhashmobs (grupo de pessoas) que de forma inesperada, aparecem em local público e fazem uma performance qualquer. Ela é sempre de ação rápida, pegando todos de surpresa, fazem a brincadeira, sai cada um para um lado, dando a impressão de que eram pessoas que circulavam por ali. Acompanhe o belo espetáculo da Companhia de Ópera da Filadélfia em um Mercado Público".  Jair G.Bernardes Jr

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

MINHA VÓ IGNÁCIA E SANTA CATARINA DE SENA

                                                    Muito devota de todos os santos, minha vó, tinha santinhos de todos os cantos da terra, por onde fora canonizado algum. Ela tinha a estampinha e a oração. Pedia para que ela abrisse o baú e me  mostrasse os anginhos que ela tinha guardado, com aqueles rostinhos redondos, rosados e olhinhos azuis. Tinha também suas preferências. Era devota de Santa Catarina de Sena. Uma religiosa da Ordem Terceira de São Domingos. Pedia a Santa Catarina que curasse gripes e todo tipo de peste que poderia estar pela terra. Fazia o sinal da cruz, beijava a foto da santinha, rezava com muita fé e guardava novamente no baú. Contava minha vó que esta santa tinha seguidores por toda parte, porque ela havia pacificado, havia falado com Jesus e ela tinha ditado muitas cartas que levaram a todos a união e a fé. Disse que uma madre religiosa havia construído um convento o maior do mundo, (há um outro convento, também muito grande) que todos os habitantes da cidade trabalharam de sol a sol para terminar a tal obra e que se chamava o Mosteiro de Santa Catarina. E esta devoção se espalhou pela America do Sul trazida pelos padres missionários.
      Muitos anos depois passando por Arequipa, desgarrei-me do grupo, e visitei o mosteiro que fica próximo do Hotel e  da Praça das Armas .Minha vó estava certa. As notícias correram Andes abaixo. A obra é monumental. Chama-se Monasterio de Santa Catalina. Pasmem, pena que vovó já não era mais viva, para contar-lhes  o que vi.
      A religiosa era viúva de dom Diogo de Mendonça,  muito rica chamada dona Maria de Guzmán. Mandou construir o convento sob a égide de Santa Catarina de Sena, e sob os ensinamentos de São Domingos, ou seja as freiras dominicanas.  Entraram para o convento as moças ricas de Arequipa e arredores que recebiam dotes mensais dos pais, alguns até proprietários de minas (alguém me falou em minas de ouro).
     As paredes do convento são de  pedra tem a espessura de meio metro, para aguentar o frio dos Andes e possíveis terremotos. A arquitetura é belíssima. Uma cidadela com inúmeras ruelas, jardins internos e fonte.  Cada religiosa tinha o seu apartamento completo. Impressiona o forno e fogão a lenha juntos nos apartamentos, com uma escrava para cada uma, que deveria fazer pães e vender  para a população pela janela. A louçaria era de porcelana inglesa com desenhos pintados a ouro. A prataria também fazia parte. O mobiliário está completo. O guia apontou para um quadro. Um quadro pintado a óleo chamava atenção pela perfeição da pintura dos olhos,  os olhos nos seguiam para qualquer lado que íamos. Caminhei de um lado para outro para me certificar do que estava vendo. Lembrei-me então das aulas do ginásio, onde a  irmã Regina (prof. do ginásio)  havia falado desse quadro. Os ricos espanhóis trouxeram para o Peru pintores de Sevilha para pintar e ensinar, no caso, mais parece uma obra de grande pintor. Em Porto Alegre, numa exposição, vi o auto-retrato de Sarah Bernad que, também  me impressionou. As escravas dormiam quase ao relento, numa cama de pedra com cimento e sem colchão. O quarto mal dava para entrar,  apenas uma abertura de porta que dá para as ruelas centrais com uma cortina servindo de porta.  A  temperatura chega abaixo de  zero graus, a uma altitude 2.378 metros.  A cidadela possui 20.400 metros quadrados. Viveram ali entre religiosas e leigos aproximadamente 500 pessoas. Eles não sabem ao certo o motivo da grandeza da obra. Poderia ter servido de esconderijo ou por motivos de terremotos. Não sabem, também o que se passou  dentro do convento. Tombado pela UNESCO, é o único mosteiro  formando uma cidadela no mundo. Paga-se para se fazer a visita. As recepcionistas mais parecem umas aeromoças. Recebem a todos com muita elegância e perguntam logo em qual idioma se quer que o  guia lhe dê as explicações. Certa de que não falariam a minha língua, disse arranhando em francês que era brasileira e queria um guia que falasse português. A minha solicitação não foi contemplada, como eu previ. Sorrimos. Na entrada estava a foto da madre, num quadro mandado fazer por um Papa, no qual ele fez questão que colocasse na cabeça da diretora, as aspas do demônio.  Eu vi e não pude fotografar, porque não havia levado flash. Há também quem diga que a madre foi beatificada pelo Papa João Paulo II, pois o demônio fez um milagre e substituiram as guampas da freira por rosas, mas a cara de diabo continua lá. Se passar por Arequipa, confira.  

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

MALDITOS CAÇADORES DE CERVOS E VEADOS



        Contou-me uma pessoa que todos os fins de semana e feriados ela, o marido e um outro casal acampam em Viamão/RS/Brasil para caçar cervos ou veados. Disse-me também que já não aguentava mais comer este tipo de carne. Falei sobre o crime ambiental e disse-me que não consegue convencer o marido de cometer tal crime. Depois de algumas perguntas apenas se limitou a dizer que era para aqueles lados, nas fazendas. O Correio do Povo cita Banhados dos Pachecos, como um refúgio de vida silvestre. A Secretaria Estadual do Meio Ambiente se não tem guardas-florestais que coloquem alguém para vigiar esses malditos caçadores de fim de semana.
                                                                  Postedy by Maria de Lourdes Cardoso

UM DIA NA VIDA DE IVAN DENÍSSOVITCH - Alexander Soljenítsin

       Alexander Soljennítsin nasceu 1918, em Rostov, na Rússsia. Formou-se em Matemática e Literatura. Foi soldado do Exército Vermelho de l942 até l945. Foi condecorado e promovido a capitão e na mesma data preso na Prússia Oriental por ter feito comentários acerca do ditador  Josef Stálin. Foi para a prisão de Caraganda no norte do Kasaquistão, onde veio a sofrer de um câncer do qual se curou. São construídos um número incalculável de Gulags (campos de prisioneiros por vários motivos) nos quatro pontos da União Soviética, inclusive acima da linha do Ártigo, onde ele também esteve. Os prisioneiros de Estalin chegaram a milhões de pessoas e eram submetidos a trabalhados forçados, quase escravidão. Poderíamos chamar de conto, novela ou de crônica o livro de Alexander. Escreve na 3ª pessoa, Ivan  é o próprio autor  disfarsado em personagem por ser perigoso narrar em 1ª pessoa. Publica o livro em 1960 incentivado por Nikyta Kruchev e com a queda deste volta ser perseguido, porém conhecido mundialmente por uma literatura genuinamente russa. Narrativa que  atinge os cinco sentidos. Leva-nos para dentro da prisão e nos convida para tomar uma sopa com olho de peixe e talos de urtiga, numa temperatura que ultrapassava os -40° graus. Publica outros livros que eu não li, mas que a medida que vai escrevendo vai se aprimorando. Recebe o prêmio Nobel de Literatura em l970 pela exaltação da pessoa humana que ele mostra em Ivan,  foi testemunho da miséria, da dor e da injustiça que sofreu e que o ser humano sofre. Expressão empregada na narrativa quando um preso recebe um castigo: "Mantenha a cabeça erguida". O filme poderá ser encontrado nas locadoras em inglês, mas de fácil compreensão, depois da leitura do livro. Confira.