segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Agronegócio - a visão do Inferno


Queimada na Amazônia. FOTO: reprodução TV Globo (Crédito: )A política dos neoliberalistas, com uma "ideologia" voltada ao fracasso do Estado, do expurgo de seu patrimônio com privatizações e aqui com metas de matar a fome do mundo, sem antes se preocupar com os que vivem à volta dos latifundiários. Temos a poeira venenosa que cai de forma permanente sobre pequenos povoados e cidades. Os proprietários, os donos de toda tecnologia abandona os filhos e esposa longe de tudo. Ao se perguntar para as esposas do motivo de morar numa capital, a resposta é sempre a mesma: "Aqui estou próxima de minha mãe ou aqui tem a faculdade que meu filho precisa." Tem os que alegam a falta de bons professores, mas são os próprios que moram no pó, que  vão para a cidade dar aulas.  A fuga é em massa e resta aos que ficam, o veneno sobre os móveis, varandas, carros,  a poeira vermelha. O asfalto chega até as pequenas cidades, mas depois entre uma lavoura e outra entra os caminhões, ainda tem a época da colheita, quando  a terra fica exposta, aos cuidados dos ventos, que sopram o veneno para todos os cantos e não se salva nada. Os tratores avançam sem piedade e plantam até no que depois nos leva acreditar que ali passava um fio de água, pois a plantação é mais verde e o solo é úmido. Em nome de uma ideologia fascista, em nome do agronegócio, se planta a miséria, as vilas que surgem de pequenos casebres, de míseros palmos de terra, onde aos domingos descansam com garrafas de pinga, cachorro magro ao lado da opulência, fruto da ganância. (Maria de Lourdes Cardoso)

sexta-feira, 5 de julho de 2019

sexta-feira, 31 de maio de 2019

sábado, 27 de abril de 2019

Carta aberta ao Ministro da Saúde - a extinção do falo

                                                                                 Senhor Ministro da Saúde
                                                      Dr. Luiz henrique Mandetta                                      
                                                                     Saudações


         Venho, um dia após a preocupação do Senhor Presidente da República, em público,  relatar estatística de  amputações de falo, que vem sofrendo os homens brasileiros nos nossos dias, me manifestar. Uma medida urgente com relação ao fato que vem ocorrendo, tem que ser tomada pelo Senhor, Dr. Luiz Henrique Mandetta, como médico sabe, que aliada as amputações está as doenças que necessitam de ações de prevenção, as doenças sexualmente transmissíveis. Temos ainda as doenças que dão origem ao câncer de próstata e em última análise com amputação total. Muito se tem  falado sobre os cuidados de higiene que começa lá na escola com os pequenos em sala de aula, com os alimentos contaminados com agrotóxicos, com a nossa água com excesso de cloro, diferente de outros países. Parece que vivemos na contra mão dos excessos ruins: menos educação, menos postos de saúde (aliados a menos tratamentos), menos cuidados no uso de agrotóxicos, menos emprego, menos moradia com água e sabão e nenhuma preocupação com políticas públicas, voltadas aos esgotos sanitários. Não é só o sexo masculino, que está doente, mas grande parcela  da sociedade que se sente constrangida por não ter emprego e nem um centavo para comprar um pão. Sem mais para o momento, ainda em tempo, sugiro uma reunião com todos os Ministros para um trabalho conjunto para a prevenção de doenças, incluindo o tabagismo, com taxação de altos impostos para cigarros para gerar recursos no combate as doenças geradas pelos fumantes, que onera os cofres públicos. Num cordial abraço, despeço-me do Senhor, certa de que não irá duvidar, que não é só de água e sabão que vive o homem. 
                        Maria de Lourdes Cardoso