domingo, 25 de setembro de 2016

sábado, 24 de setembro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: "TODA UNANIMIDADE É BURRA"

MEXENDO COM LIVROS: "TODA UNANIMIDADE É BURRA": Para Nietzsche, o que houve com filósofos de seu tempo foi uma má consciência, os de hoje, os de amanhã, que poderiam ser os extraordinár...

"TODA UNANIMIDADE É BURRA"


Para Nietzsche, o que houve com filósofos de seu tempo foi uma má consciência, os de hoje, os de amanhã, que poderiam ser os extraordinários, mas não foram, via-os com uma consciência tresloucada. O que diria Nietzsche sobre a consciência de uma sociedade que não tem nenhum interesse pela filosofia, pela sociologia e outros assuntos que pedem reflexão? Também remete para uma sociedade em que o cristianismo foi utilizado de mil maneiras para alavancar de forma doentia, hipócrita e cínica, os políticos, até a contradição do que seria a essência original.  "É uma vergonha e um opróbrio que uma tão nauseante e idolátrica bajulação possa, nos dias de hoje, ser efetuada por homens supostamente e honoráveis: - repita-se - esta é uma prova de que não mais se tem a mínima noção de quão distantes se acha a seriedade  da filosofia da seriedade de um jornal". Eckermann, Goethe se lamenta dos jornalistas e de sua perniciosa ingerência na cultura, ao afirmar: “A má imprensa, ao usar da crítica e dos juízos estéticos, e na maioria das vezes de maneira negativa, introduz uma espécie de semicultura entre as massas”. Nietzsche ao escrever sobre a educação se preocupa com a cultura, a falta dela no povo alemão, pois o Estado se voltava para ele e não para a sociedade em si. O homem perde a sua individualidade, o seu próprio saber e passa a viver em rebanhos.  Nesse grupo que se identifica ele encontra apoio apesar de procurar a felicidade, mas só profere insanidades e permanece submerso, infeliz. Nesse jogo no grupo ele é um grande imitador, não sabe viver fora do rebanho, teme a crítica e se sente apoiado. Para ele não importa se há corrupção, importa o lado que o grupo pendeu, a unanimidade. Nelson Rodrigues cunhou dessa ignorância descrita por Nietzsche, que "toda a unanimidade é burra"

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

AÇORES a origem - ADROALDO CARDOSO DUARTE

O autor nasceu em 11.08.1940, em Torres, no estado do RS, economista, professor de Contabilidade Bancária e cadeira de Moedas e Bancos. Aposentado pelo Banco do Estado do RS como Gerente. Escreveu crônicas para jornal de Torres e pesquisador das raízes familiar em andanças exaustivas, porém compensatórias. Nasce o primeiro livro publicado em 2015, com o título 'AÇORES a origem'. A narrativa parte do fato real, da pesquisa, como já citei, numa genealogia familiar, numa aventura de quase três séculos de história: "[...]Vieram da Alemanha, os dois da mesma idade, com 15 anos cada um. Joseph em 1825 com seu pai Peter Bauer e a mãe Magdalena[...] (p.47). O emprego da ficção: "[...]Uma semana depois Manoel mata o bicho, tira-lhe couro que depois de seco servirá para fazer apetrechos para o carro de bois, tais como brochas, tamueiro e ajoujo. Outro bicho que fornece couro também[...] (p. 52). Nos dois momentos citados acima, observa-se o recurso usado pelo autor para entrelaçar  a narrativa do fato real a ficção: '1825' como fato histórico e o 'bicho', empregado de forma intuitiva, verossímil. Aqui fica a minha sugestão sobre o livro do Genebra, pseudônimo empregado no livro.

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sábado, 23 de julho de 2016

MINHA CAIXA DE EMAIL - DIGG (foto)

"Dois atóis das Ilhas Marshall, Bikini e Eneuetak, foram palco de testes nucleares entre os anos de 1946 a 1958. Durante esse período, os Estados Unidos da América (EUA) realizaram explosões nucleares com potência 100 vezes superior que a de Hiroshima, fazendo com que a temperatura da água se elevasse de forma significativa, além de provocar a abertura de uma cratera de 2 quilômetros de diâmetro. Com isso, o país se tornou a região de maior contaminação radioativa do mundo". Info Escola

terça-feira, 12 de julho de 2016

sábado, 9 de julho de 2016

EDUARDO GALEANO E O CAPITALISMO

Na oitava edição de Veias abertas da América Latina, traduzido por Sérgio Faraco, pode-se ler o estrago feito pelo capitalismo, narrado dentro da história, por Eduardo Galeano. Quem costuma fazer críticas negativas  a Karl Marx,  na filosofia do capital, não sabe que o pensador se debruçou em pesquisas exaustivas, iniciadas na antiga Grécia. O poeta Teógnis de Megara (VI a.C) escreve para a classe dos escravistas que surgem na época:

"Coloca o duro pé sobre o peito do ignaro vulgo, 
Com as brônzeas esporas, faça-o curvar-se sob o jugo!
 Não há, sob sob o sol que tudo aclara no vazio mundo, um povo
 Que livremente tolere as rijas rédeas dos senhores."

Segundo Engels, aqui entra a pesquisa do filósofo, inciada com Marx, lá nos gregos: "Sem a escravidão não teria havido o estado grego, nem a arte, e ciências gregas; sem a escravidão, tão pouco teria existido Roma".
Começa, na Grécia a organização política, com a divisão do trabalho em agricultura, artes ou ainda divisão entre o campo e a cidade. 
Galeano, faz uma pesquisa completa da exploração das riquezas levadas dos Andes, pelos espanhóis, para pagar dívidas de um reinado falido, e o povo em mendicância. "Os capitalistas espanhóis se transformaram em financistas, através da compra de títulos da dívida da Coroa, e não investiam seus capitais no desenvolvimento industrial. O excedente econômico vertia para os canais improdutivos: os velhos ricos, senhores da faca e do queijo, donos das terras e de títulos de nobreza, levantavam palácios e acumulavam jóias; os novos ricos, especuladores e mercadores, compravam terras e títulos de nobreza. Tanto estes quanto aqueles não pagavam impostos e não podiam ser presos por dívidas [...]" (p.45)  Cita Marx, extraído do volume I, O Capital:  "O descobrimento das jazidas de ouro e prata da América, cruzada de extermínio, escravização e sepultamento das minas da população aborígene, o começo da conquista e o saque das Indias Orientais, a conversão do continente africano em campo de caça dos escravos negros: são todos fatos que assinalvam a alvorada da era da produção capitalista. Esses processos 'idílicos' representam outros tantos fatores fundamentais no movimento de acumulação originária". (p.46) 
A Grécia antiga, com o poeta de Megara,  Marx e Galeano com a história contada sobre os exploradores  na Idade Média, se completam.  Galeano mostra a corrida dos espanhóis, em busca das riquezas da América, para saldar dívidas do Império. Toda a fortuna arrecada, é aprisionada, através de compras de terras,  e tudo que podia ser adquirido sem que o capital gire, numa acumulação primitiva, um século depois dos descobrimentos, aumenta  a miséria. Tanto a nobreza, ricos e os novos ricos, não pagam impostos. Marx, escreve sobre o amanhecer da era capitalista, que se inicia com a escravidão negra, explorados nas colônias. A expressão usada quando escreve O capital,  o mesmo que Galeano repete mais tarde, quando se refere ao processo de acumulação primitiva para  forma de aprisionar  riquezas, principalmente o ouro tão citado pelo filósofo que impulsiona a acumulação capitalista no século XVIII com a mão de obra barata, a acumulação originária. As empresas crescem e assim a Inglaterra fica conhecida, nessa época,  como a oficina do mundo, com recorde de produção de algodão e tecelagem, graças a exploração dos obreiros que recebem o equivalente a compra  da metade de um pão. Vivemos na contemporaneidade com os mesmos problemas, envolvendo o capitalismo: os muito ricos, sustentados pelos pobres, a miséria que ronda pelo aprisionamento do capital e o dinheiro, que não gira; os ricos não pagavam impostos e não são presos por dívidas, num contexto só nosso. Temos ainda a fuga do capital explorado aqui que se transforma em poupanças (TRUST), fora de nossas fronteiras. Tanto o capitalista que  compra bens permanentes ou a corrupção instaurada, que faz o mesmo papel, tornando-se poupadores, só aumenta o desemprego e a cai o índice de pobreza.