quinta-feira, 3 de agosto de 2017

domingo, 23 de julho de 2017

QUEM LEVOU O PATO, A RAÇÃO É GASOLINA

Resultado de imagem para FIGURA DE PATO MUITO FEIOEra uma vez um pato muito feio. Ele se gabava de saber fazer de tudo: nadava, mas se cansava e para matar a fome tinha que mergulhar rápido, para não se afogar. Afinal não era nenhum peixe. Sabia voar, voava baixo, tinha medo da queda, pois afinal não era nenhum pássaro. Tinha uma pata como parceira que botava ovos, mas quando os filhotes nasciam, nunca sabiam qual eram os seus filhos. Afinal ele não era nenhum cardeal. Caminhava,  nadava, mas seus pés se atrapalhavam e dava de cara no chão. Afinal não era nenhum papa-léguas. Sabia fazer quá-quá-quá, mas nenhum gru-gru-gru. Afinal não era nenhum peru. Mesmo sabendo que o pato era  desajeitado e feio, mas  tinha a solução para tudo, e assim teve quem os preferisse, embora a ração seja gasolina. 

sexta-feira, 14 de julho de 2017

DOCUMENTO VAZADO PELO WIKILEAKS (treinamento com práticas para brasileiros inclusive o Judiciário, pelo governo americano)

De forma global. BRASIL: A CONFERÊNCIA DE FINANÇAS ILÍCITAS UTILIZA A PALAVRA "T", SUCEDIDAMENTE
Data: 2009 30 de outubro, 20:18 (sexta-feira) ID canônica: 09BRASILIA1282_a
Classificação Original: NÃO CLASSIFICADO, PARA USO OFICIAL SOMENTE Classificação atual: NÃO CLASSIFICADO, PARA USO OFICIAL SOMENTE
Manipulando Restrições - Não Atribuído -
Contagem de Caracteres: 10274
Ordem Executiva: - Não Atribuído - Localizador: TEXT ONLINE
TAGS: BR - Brasil | PGOV - Assuntos Políticos - Governo; Assuntos Governamentais Internos | PINR - Assuntos Políticos - Inteligência | PREL - Assuntos Políticos - Relações Políticas Externas | PTER - Assuntos Políticos - Terroristas e Conceitos de Terrorismo: - Não Atribuído -
Gabinete: - Não atribuído - Tipo: TE - Telegrama (cabo)
Office Origin: - N / A ou em branco -
Office Action: - N / A ou em branco - Status do arquivo: - Não atribuído -
De: Brasil Brasilia Marcas: - Não atribuído -

Para: Argentina Buenos Aires | Brasil Recife | Brasil Rio De Janeiro | Brasil São Paulo | Chile Santiago | Panamá Cidade do Panamá | Paraguai Assunção | Secretário de Estado | Uruguai Montevidéu

1. (SBU) Resumo: uma conferência regional financiada pela S / CT
Intitulado "Crimes financeiros ilícitos" realizado no Rio de Janeiro
De 4 a 9 de outubro de 2009, reuniu com êxito
Representantes da lei federal e estadual do Brasil
Comunidade de execução e países de todo o continente
América. A conferência de uma semana foi louvada por escrito
Avaliações dos participantes, com muitos pedindo mais
Formação, incluindo formação específica sobre a luta contra o terrorismo.
 Essa solicitação direta difere dos pedidos brasileiros anteriores
Que historicamente evitaram qualquer treinamento que referenciasse
Terrorismo, preferindo termos mais genéricos, como
"Crimes transnacionais". Além disso, os participantes universalmente
Elogiou o fato de que o treinamento era multijurisdictional,
Práticas, e incluíram demonstrações reais (como
Preparar uma testemunha para testemunhar, e o exame direto de
Testemunhas). O treinamento futuro deve se basear em áreas como
Forças-tarefa de finanças ilícitas, o que pode ser a melhor forma de
Combate o terrorismo no Brasil. Resumo final.

PROJETO PONTES: CONSTRUINDO PONTES À APLICAÇÃO DE DIREITO BRASILEIRO

2. (U) Post concluiu recentemente uma conferência bem sucedida sobre
Finanças ilícitas de 4 a 4 de outubro (reftel), realizada na região
Capital do Rio de Janeiro e financiada pelo Coordenador do Estado
Para o combate ao terrorismo (S / CT). Esta é a primeira região
Conferência realizada sob a publicação Projeto PONTES
(Tradução: Bridges Project) um guarda-chuva, um novo treinamento
Postagem de conceito introduzida em fevereiro de 2009 para consolidar
Treinamento bilaterais de aplicação da lei. Treino realizado
O Projeto PONTES é único de várias maneiras: apresentações
Se concentrar nas melhores práticas brasileiras e americanas; a
Os participantes incluem, no mesmo local, juízes, procuradores,
E aplicação da lei; Os temas são acordados por ambos
Homólogos brasileiros e americanos; E as apresentações são
Voltado para habilidades práticas, e não para a teoria.

3. (U) Assessor de Residente Residente (RLA) e Legal
Anexar (LEGAT) seguiu de perto a estrutura do Projeto PONTES
Ao desenvolver a agenda da conferência e a lista de
Participantes. Juízes e procuradores federais de cada um dos
O Brasil, 26 estados e um distrito federal participaram, e
Mais de 50 agentes da polícia federal (de todo o Brasil)
Participou. A participação no nível estadual também foi solicitada,
E 30 promotores estaduais, juízes e policiais
participaram. Além da grande delegação brasileira,
Post se esforçou para conhecer o foco regional da S / CT, convidando
Representantes do México, Costa Rica, Panamá, Argentina,
Uruguai e Paraguai.

O TERRORISMO ENCONTROU NO FORO

4. (SBU) Coordenador Adjunto de Contra-Terrorismo em S / CT,
Shari Villarosa, abriu a conferência com um discurso principal
Sobre Finanças Ilícitas e Terrorismo. Na maioria das postagens, s
Planejando com seus homólogos brasileiros, o tradicional
O mantra tem sido evitar o uso da palavra "Terrorismo" e
Em vez disso use o termo menos controverso "Crime Transnacional"
Como um eufemismo para toda a atividade que envolve organização
Violência e ameaças. No entanto, em suas observações de abertura,
O vice-coordenador Villarosa falou diretamente sobre o terrorismo
E o financiamento ilícito do terrorismo, enfatizando que
O financiamento ilícito é um problema global e precisa ser abordado 

5. (SBU) Em vez de desafiar essas afirmações com tanta frequência
Acontece ao lidar com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ou
Membros do Poder Executivo, o setor judicia
l
Os representantes da conferência encontraram o tópico a ser
Extremamente interessante e importante. Na pós-conferência
Avaliações, o treinamento de acompanhamento mais solicitado
Estava relacionado ao antiterrorismo, demonstrando claramente que
Os juízes federais, os procuradores e outras autoridades policiais
Os profissionais estavam menos preocupados com o
Campo de minas em torno do termo e genuinamente interessado em
Aprendendo a melhor engajar o processo judicial no
Luta contra o terrorismo.
lidar com o Ministério das Relações Exteriores do Brasil ou
Membros do Poder Executivo, o setor judicial
Os representantes da conferência encontraram o tópico a ser
Extremamente interessante e importante. Na pós-conferência
Avaliações, o treinamento de acompanhamento mais solicitado
Estava relacionado ao antiterrorismo, demonstrando claramente que
Os juízes federais, os procuradores e outras autoridades policiais
Os profissionais estavam menos preocupados com o
Campo de minas em torno do termo e genuinamente interessado em
Aprendendo a melhor engajar o processo judicial no
Luta contra o terrorismo.
 6. (U) Após o discurso principal, a conferência
Precedida de uma apresentação do ministro da justiça brasileira
 BRASILIA 00001282 002 OF 003
 Gilson Dipp, que forneceu uma visão geral da
História política do branqueamento  de capitais do Brasil e ilícita
Legislação de atividade. Lavanderia Federal Brasileira
O juiz Sergio Moro discutiu as 15 questões mais comuns que ele
Vê em casos de lavagem de dinheiro nos tribunais brasileiros. NOS.
Os apresentadores discutiram vários aspectos relativos ao
Investigação e acusação de financiamento ilícito e dinheiro
Casos de lavagem, incluindo formal e informal internacional
Cooperação, confisco de bens, métodos de prova, pirâmide
Esquemas, pechinchas, uso do exame direto como
Ferramenta e sugestões sobre como lidar com organizações não governamentais
Organizações (ONGs) suspeitas de serem usadas para ilícitas
financiamento. Além disso, uma prova de testemunha simulada e direta
Foi apresentado um exame. No final de cada dia, uma hora
Foi reservado para todos os apresentadores para responder qualquer
Perguntas e permitir que os participantes aumentem mais
Tópicos. Esta parte da conferência foi sempre animada, e
Resultou em discussões de inúmeros temas, bem como
Sugestões dos brasileiros sobre como trabalhar melhor com
os EUA.
 RESULTADOS: TÉCNICAS PRÁTICAS ÚTEIS
 7. (U) Os participantes elogiaram o treinamento, e
Solicitou treinamento adicional sobre a coleta de provas,
Interrogatório e entrevista, habilidades de sala de tribunal e
Modelo de força-tarefa. Os participantes também elogiaram a qualidade
Das apresentações e destacou a simulação direta
O exame de uma testemunha como ponto alto da conferência.
Enfatizaram a importância de discutir práticas
Técnicas de investigação e experimentação, e a demonstração de
Exemplos concretos de cooperação entre as autoridades policiais e
Promotores. Finalmente, muitos comentaram que queriam
Saiba mais sobre o modelo proativo da força tarefa, desenvolva
Melhor cooperação entre procuradores e policiais,
E obter experiência direta no trabalho em complexo de longo prazo
Casos financeiros.
 8. (U) participantes brasileiros procuraram a RLA e a
LEGAT durante a conferência para discutir como melhorar
Sistema jurídico do Brasil, especialmente na área de complexo
Investigações financeiras e processos judiciais. Os brasileiros
Explicou que a democracia do Brasil tem apenas 20 anos;
Portanto, juízes, procuradores e juízes federais brasileiros
A aplicação da lei é nova no processo democrático e não tem
Foi treinado no básico de investigações de longo prazo,
Forças-tarefa proativas e o uso bem-sucedido da sala de audiências
Advocacia. Além disso, eles não conseguem
Efetivamente usam seu novo código criminal, já que várias
As mudanças alteraram completamente a maneira pela qual a evidência
É apresentado no tribunal. Por exemplo, o RLA com sucesso
Defendeu mudanças recentes para o criminoso brasileiro
Código de procedimento, que exige o exame direto de
Testemunhas da acusação e da defesa, em vez de
O juiz, e usa testemunhos ao vivo em vez de escrito
Declarações juradas. Muitos brasileiros, entretanto, confessaram que eles fazem
Não sabe como usar essas novas ferramentas, mas está ansioso para aprender.
TREINAMENTO FUTURO: FORÇA DE TAREFAS DE FINANCIAMENTO ILÍCITAS
9. (U) A conferência demonstrou claramente que o brasileiro
O setor judicial está muito interessado em engajar mais
Proativamente na luta contra o terrorismo, mas precisa do
Ferramentas e treinamento para efetivamente se envolver. Atualmente, o
Abordagem mais eficaz para encarcerar um suspeito de terrorismo
É tentá-lo em um crime predicado, como o tráfico de drogas
Ou lavagem de dinheiro. De fato, muitos dos brasileiros
Participantes da conferência praticam exclusivamente no Brasil, s
Tribunais federais de lavagem de dinheiro estabelecidos em 1998 em
Em conjunto com uma lei de lavagem de dinheiro. Especializado
Promotores e investigadores trazem seu lavagem de dinheiro
Casos a esses tribunais, que foram mais eficazes do que
A maioria e manipulou alguns dos mais importantes do Brasil
Casos envolvendo corrupção e indivíduos de alto nível.
 10.  (U) Conseqüentemente, há uma necessidade contínua de fornecer
Treinamento prático para juízes federais e estaduais brasileiros
Promotores e policiais em relação ao tráfico ilícito
Financiamento de conduta criminal. Ther
Treinamento prático para juízes federais e estaduais brasileiros
Promotores e policiais em relação ao tráfico ilícito
Financiamento de conduta criminal.
 BRASILIA 00001282 003 DE 003
 Método efetivo de perseguição de criminosos. Idealmente, o
O treinamento deve ser de longo prazo e coincidir com o
Formação de forças-tarefa de treinamento. Dois grandes centros urbanos
Com apoio judicial comprovado para casos de financiamento ilícito, em
São Paulo, Campo Grande ou Curitiba devem ser
Selecionado como local para este tipo de treinamento. Então
Forças de tarefa podem ser formadas, e uma investigação real utilizada
Como base para o treinamento que progressaria seqüencialmente
Da investigação através da apresentação do tribunal e
Conclusão do caso. Isso daria aos brasileiros
Experiência real em trabalhar com um pró-ativo pró-ativo
Força-tarefa de financiamento e permitir o acesso a especialistas dos EUA para
Orientação e suporte contínuos. Post pode fornecer mais
Etapas detalhadas e um septel de análise de custos.
11. (SBU) Comentário. No geral, a conferência foi um sucesso,
Não só para convocar um número significativo de brasileiros e
Profissionais regionais de aplicação da lei para compartilhar melhor
Práticas para investigar e processar delitos ilícitos,
Mas também reconhecer que o termo terrorismo não é tabu para
Os profissionais que precisam se preparar para o pior. Postagens
O Projeto PONTES continuará reunindo Estados Unidos e
Aplicação da lei brasileira em diferentes locais, para construir
Nossos relacionamentos e boas práticas de intercâmbio. Para
Esforços de antiterrorismo, esperamos usar a abertura deste
A conferência forneceu a força-tarefa de finanças ilícitas
Treinando em um grande centro urbano. Termine o comentário.
KUBISKE
Nota: Parte do texto entrou em negrito e  alguns pontos foram feitos por mim.
*branqueamento de capitais (lavagem de dinheiro)


quinta-feira, 29 de junho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

ARMANDO RODRIGUES COELHO NETO - Aconteceu na década de 90 -124 bilhões dólares na conta chamada "tucano..."

Armando Rodrigues Coelho Neto, GGN

Aconteceu na década de 90. US$ 124 bilhões saíram do Brasil através das chamadas contas CC5. Há quem diga que, na época, nem as reservas brasileiras em moeda americana chegavam a esse total. O banco usado para a roubalheira foi o Banestado e o ralo era Foz do Iguaçu/PR, cidade onde antes durante ou depois foi trabalhar o tal “Japonês da Federal”, que nada tem a ver com a história.

Também meio antes, durante ou depois – a essa altura pouco importa, aconteceu a CPI dos Precatórios, que desaguou numa tal Operação Macuco da Polícia Federal, que entrou em cena e descobriu que pelo menos US$ 30 bilhões daquela cifra foram remessas ilegais.

Durante as investigações, a Procuradoria da República ia junto aos órgãos oficiais, perguntava uma coisa, respondiam outra. Refazia o pedido e a resposta vinha incompleta. E aí, ela radicalizou: pediu a quebra de sigilo de todas as contas CC-5 do País. Sugiro ao leitor uma visita ao Google para entender melhor essas tais contas.

A PF descobriu que o dinheiro passava por Nova Iorque (EUA), uma roubalheira que apesar de gigante, seria apenas a ponta de um iceberg. Entre os suspeitos estavam empresas financiadoras de campanha, alto empresariado em geral e membros da alta cúpula do governo brasileiro da era Fernando Henrique Cardoso.

O rombo era tamanho que os promotores americanos, abismados com o volume de dinheiro que havia transitado por aquela cidade, quebraram sigilo bancário em Nova Iorque. equipe da PF foi reconhecida e ganhou a simpatia até do enfadonho e burocrático Banco Central (EUA), além da FBI (Polícia federal americana).

O mecanismo descoberto era e é um traçado muito bem articulado, de forma que os verdadeiros nomes dos titulares não possam aparecer. Desse modo, num passe-repasse, plataformas financeiras e coisa e tal, os trabalhos para ocultação envolvem ou envolveriam até cinco camadas ocultadoras.

Com esse grau de sofisticação, investigar seria percorrer o complexo caminho inverso, mergulhar nas tais camadas, até que se chegar aos verdadeiros titulares do dinheiro.

Estava tudo tão bom e tão bem protegido, que a prática consolidou-se, e como a corrupção no País é endógena, além de “lubrificar economias” (a Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico – OCDE que o diga!) as ratuínas foram abrindo a guarda. Com impunidade garantida, alguns grandes nomes relaxaram e apareceram por descuido.

Haja descuido! Surgiu até um óbvio – “Tucano” e um aleatório Serra”. Tão óbvio que deixou perplexo não só o delegado que coordenava o trabalho, mas também os procuradores. Mero ato falho e primário, em tempos de abertura de guarda, de “engavetadores gerais da República”. Tempos de gente honrada e das panelas silenciosas, da dita “grande mídia” calada, dos arautos da moralidade hodierna.

Há uma entrevista no Youtube com o delegado federal José Castilho Neto, coordenador da Operação Macuco. Sem fulanizar ou partidarizar, ele reclama da oportunidade aberta e perdida, naquela época, para o enfrentamento da banda podre, seja da política, seja do empresariado. O Cônsul do Brasil, que trabalhava em Nova Iorque, teria dito para as autoridades americanas que a cabeça do delegado Castilho “estava a prêmio”. Só não disse quem seria o pagador, se os protegidos ou os protetores.




Castilho foi afastado. E o leitor a essa altura deve estar se perguntando: por que esse saudosismo tanto tempo depois?

Primeiramente para lembrar que a podridão de antes não inocenta ninguém. Mas serve pra provar a hipocrisia dos que hoje posam como arautos da moralidade. Mostra o cinismo dos paneleiros e demonstra com cristalina clareza a postura golpista da dita “grande imprensa”.


Em segundo lugar, para não ter que retornar aos tempos do Brasil Colônia ou da mordaça da ditadura militar, eu simplesmente gostaria de reafirmar que esse caso escabroso, narrado lá em cima, ocorreu na era do impoluto Fernando Henrique Cardoso. Sabe qual emissora de televisão de maior audiência? TV Globo. Sabem quem era o doleiro? Alberto Youssef. Sabem quem era o juiz? Sérgio Moro.
      Armando Rodrigues Coelho Neto

Esquerda Valente: 124 bilhões de dólares e uma conta chamada “Tucano...

Esquerda Valente: 124 bilhões de dólares e uma conta chamada “Tucano...: Armando Rodrigues Coelho Neto, GGN Aconteceu na década de 90. US$ 124 bilhões saíram do Brasil através das chamadas contas CC5 . H...

terça-feira, 20 de junho de 2017

MINHA CAIXA DE EMAIL - [...letra fria da lei, justificativa, arrepio...]

Contra o Abuso; Pela Constituição
Carta de Formulação e Mobilização Política - Terça-feira, 20 de junho de 2017
Não há, na letra fria da lei, razões para Aécio Neves estar afastado do Senado. Menos ainda justificativa para que ele seja preso, ao arrepio do que garante a Constituição do país
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) tem hoje uma importante decisão a tomar. A partir do que deliberarem os cinco ministros que a compõem, saberemos se continua valendo o que estabelece a nossa Constituição ou se estará aberta a porta para o cometimento de abusos contra direitos resguardados na lei magna.
O que estará em debate hoje é o pedido de prisão preventiva do senador Aécio Neves, feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR). Na mesma ocasião, os ministros vão se pronunciar sobre solicitação feita pela defesa do parlamentar para revogação da suspensão do exercício de seu mandato, determinada pelo ministro Edson Fachin há um mês.
Não há, na letra fria da lei, razões para Aécio estar afastado do Senado. Menos ainda, e este é ponto que merece maior atenção, justificativa para que ele seja preso.
Um parlamentar só pode ser preso em caso de flagrante e por crime inafiançável, conforme prevê o artigo 53 da Constituição. Não é o caso do senador por Minas. As acusações que pesam contra ele são de corrupção passiva e tentativa de obstrução de Justiça. Nenhuma delas comprovada em fatos.
A base da acusação é uma gravação forjada por um criminoso que confessou nada menos que 240 condutas criminosas, que seriam capazes de lhe render mais de 2 mil anos de cadeia, mas foi premiado com liberdade e anistia total pela mesma PGR que ora acusa Aécio.
Mesmo aquela conversa não configura crime, muito menos flagrante. Nela, o senador tucano não trata de contrapartidas na forma de benefícios públicos, desvio de dinheiro do erário ou interferência indevida em decisões de governo. O diálogo teve caráter estritamente privado.
Ainda mais abusivo é acusar Aécio de obstrução de Justiça. Isso porque a base de tais acusações da PGR nada mais são do que atos, opiniões, palavras e votos inerentes ao exercício de mandato legislativo. É a Constituição Federal que resguarda ao parlamentar o direito à livre manifestação, até como forma de garantir a não interferência e a superposição de um poder ao outro.
Na sua acusação, a PGR exorbita ao sustentar que é possível "flexibilizar" a proteção constitucional conferida aos parlamentares no exercício de mandato. É de se questionar: até onde estamos dispostos a ir em nome de uma vaga moralizadora que não admite limites nem na lei magna do país?
O julgamento desta tarde desperta interesse não apenas pelo objeto da matéria, mas, sobretudo, pelas consequências que a decisão dos cinco ministros que compõem a Primeira Turma do STF terá sobre a vida democrática do país.
A manutenção das sanções ao senador Aécio Neves e até sua eventual prisão, como insiste em pedir a Procuradoria-Geral da República, ou de qualquer parlamentar em idênticas circunstâncias, configura afronta direta e grave à Constituição Federal, ao princípio da separação dos poderes e ao sistema de freios e contrapesos, característicos do Estado de direito brasileiro. Esse abuso não pode prosperar.
Este e outros textos analíticos sobre a conjuntura política e econômica estão disponíveis na página do Instituto Teotônio Vilela

segunda-feira, 12 de junho de 2017

ARMANDO COELHO NETO - SEM EXÉRCITO CUBANO E FORO DE SÃO PAULO, A PF PRECISA CAIR NA REAL


Vivi mais da metade de minha vida dentro da Polícia Federal e fui além do tempo necessário para aposentadoria forçada. Para surpresa de muitos, se tivesse que eleger meus piores dias na instituição (pessoal e profissional), certamente foi durante a gestão do Partido dos Trabalhadores. Se de um lado sofri, hoje, aquele infortúnio me serve como selo de isenção no que digo sobre o PT. Não tenho saudade de governo algum, nem de PF alguma antes de Lula/Dilma. Tenho sérias dúvidas quanto a coerência moral e cidadã dos que dizem o contrário, e mais incertezas ainda quanto ao caráter idôneo dos que dentro ou fora daquela instituição gritaram “Fora Dilma”.
Nasci pobre e continuo pobre. Se ser corrupto é ter dinheiro roubado não o tenho. Na PF, atuei entre outras áreas na corregedoria, unidade na qual busquei o aprimoramento ético e moral dos servidores e melhores resultados da atividade fim. Como representante sindical, transformar aquela autarquia em serviço público e em polícia cidadã foi uma obsessão utópica nunca negligenciada. Dentro da PF, combati as ingerências políticas e não foram raros os momentos nos quais entrei em choque com a administração, contrariei interesses de chefes de plantão.
Nesse sentido, não sei o que passa na cabeça de aparentes homens de bem, de dentro ou de fora da PF, até no seio de minha família, quando imaginam que defendo corrupto e/ou a corrupção. Só mesmo o ódio disseminado pelo coronelismo eletrônico pode ser determinante para esse travamento mental. Sequer se dão ao trabalho de elaborar questões elementares, do gênero: se ele não é ladrão, o que esse cidadão está querendo dizer? Se teve uma vida assim ou assado, qual sua real preocupação? Por que não incensa Sérgio Moro e sua equipe? Por que não assina os abaixo-assinados oriundos da legião messiânica da Republiqueta de Curitiba?
Não sou jurista, intelectual, nem aceito rótulos. Sou um cidadão inquieto diante das injustiças sociais, atormentado com o descaso quanto à base da pirâmide de Maslow. O secular flagelo humano é meu eixo de pensamento, pano de fundo, questão preliminar em minhas análises conjunturais. Desse modo, não consigo me desconectar de uma ideia: se 500 anos não foram suficientes para tornar nossa sociedade mais justa, os tímidos doze anos petistas menos ainda. Mas, certamente, são doze anos que entram para a história como a mais fértil semente de justiça lançada sobre o solo pindorama. Diante disso, a pior fase de minha história pessoal e funcional dentro da PF perde em importância.
Não sou um órfão do PT nem de gestão nenhuma. Nunca perdi “boquinha” na PF e quanto mais o tempo passa, mais vejo gatos nas tubas da PF. Quaisquer sons que delas brotam saem um “word behind words” (palavras por trás das palavras), como dizem os ingleses. Os delegados perderam o discurso e a burra ideia de que o problema do Brasil é o PT faliu. Não afinam um discurso sólido diante da evidência do golpe. A “Farsa Jato” veio para destruir Lula/PT e os rumores de abafa são para salvar Temer/PSDB. O novo impostor da pasta da Justiça não reconhece a instituição e para ele Farsa Jato é Ministério Público – uma afronta aos delegados que carregam o piano.
Portanto, caríssimos, o “Fora Leandro Daiello” perdeu força e um magote de puxa-saco já o defende. Daiello seria a garantia da caça ao PT e de impunidade de Fora Temer. A luta para que a Farsa Jato seja “erga omnes” (para todos) é tão utópica quanto a esperança de que o ex-stf retome a ordem democrática e anule o golpe. Desse modo, enquanto o lixo se acumula, os urubus vagueiam lá no alto. O obscuro urubu que sobrevoa o céu do Brasil se confunde com o preto-toga e o preto colete-federal. Eis a estranha metáfora que os delegados da PF se recusam a entender.
Os delegados da PF precisam de humildade para reconhecer que foram usados. Precisam provar que não são Patos da Fiesp e abrir seus arquivos! Organizem-se, conversem com a delegacia de combate aos crimes ambientais e mostrem quem compra ilhas, polui os rios, devasta nossas florestas e contrabandeia nossos biomas. Dialoguem com a delegacia de crimes fazendários e mostrem por que a rua 25 de Março sonega num dia o faturamento de muitos municípios em um mês. Mostrem por que se apreende mais droga que vai para o exterior do que a destinada ao consumo interno.
Já que Sérgio Moro banalizou a quebra de sigilo em nome do interesse público, até os de natureza presidencial, esqueçam as tubas. Ponham a boca no trombone. Abram os arquivos da delegacia de repressão ao crime organizado e de combate à corrupção. Mostrem ao país quem são os verdadeiros cânceres do Brasil, sem balelas de comunismo, Foro de São Paulo, exército Cubano ou Chinês. Provem que os interesses nacionais vão além do pedalinho e do game dos netos do Lula, do tríplex, cujo real dono já está sendo executado para pagar condomínio e imposto. Lula/Dilma/PT nunca foram problemas para o Brasil. Mas, se pensar isso lhes dói, melhor brincar de “Fora Leandro” e pensar que defendo corrupto, que sou um esquerdopata...(Armando Coelho Neto)


terça-feira, 6 de junho de 2017

quarta-feira, 31 de maio de 2017