domingo, 25 de setembro de 2016

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

MEXENDO COM LIVROS: "TODA UNANIMIDADE É BURRA"

MEXENDO COM LIVROS: "TODA UNANIMIDADE É BURRA": Para Nietzsche, o que houve com filósofos de seu tempo foi uma má consciência, os de hoje, os de amanhã, que poderiam ser os extraordinár...

"TODA UNANIMIDADE É BURRA"


Para Nietzsche, o que houve com filósofos de seu tempo foi uma má consciência, os de hoje, os de amanhã, que poderiam ser os extraordinários, mas não foram, via-os com uma consciência tresloucada. O que diria Nietzsche sobre a consciência de uma sociedade que não tem nenhum interesse pela filosofia, pela sociologia e outros assuntos que pedem reflexão? Também remete para uma sociedade em que o cristianismo foi utilizado de mil maneiras para alavancar de forma doentia, hipócrita e cínica, os políticos, até a contradição do que seria a essência original.  "É uma vergonha e um opróbrio que uma tão nauseante e idolátrica bajulação possa, nos dias de hoje, ser efetuada por homens supostamente e honoráveis: - repita-se - esta é uma prova de que não mais se tem a mínima noção de quão distantes se acha a seriedade  da filosofia da seriedade de um jornal". Eckermann, Goethe se lamenta dos jornalistas e de sua perniciosa ingerência na cultura, ao afirmar: “A má imprensa, ao usar da crítica e dos juízos estéticos, e na maioria das vezes de maneira negativa, introduz uma espécie de semicultura entre as massas”. Nietzsche ao escrever sobre a educação se preocupa com a cultura, a falta dela no povo alemão, pois o Estado se voltava para ele e não para a sociedade em si. O homem perde a sua individualidade, o seu próprio saber e passa a viver em rebanhos.  Nesse grupo que se identifica ele encontra apoio apesar de procurar a felicidade, mas só profere insanidades e permanece submerso, infeliz. Nesse jogo no grupo ele é um grande imitador, não sabe viver fora do rebanho, teme a crítica e se sente apoiado. Para ele não importa se há corrupção, importa o lado que o grupo pendeu, a unanimidade. Nelson Rodrigues cunhou dessa ignorância descrita por Nietzsche, que "toda a unanimidade é burra"