quinta-feira, 7 de novembro de 2013

RECIFE PARA INGLÊS VER

Recife, PE
Estive em Recife, Pernambuco e já havia assitido o filme MORTE E VIDA SEVERINA (é a parte que me cabe neste latifúndio). Filme que chegou as telas em 1981. Já se passaram 32 anos da criação de Walter Avancine e  Samuca. Um poema de João Cabral de Mello Neto, cantado pela atriz Tânia Alves e o nosso grande ator José Dumont, no papel de Severino. No estuário do rio Capibaribe, conhecendo a cidade de taxi, não deu para segurar as lágrimas. Ali mesmo, onde o inglês passeia, onde o marisco se expreme entre o mar e o rochedo, fedia. Ali mesmo eu revia o grande filme, "a parte que me cabe neste latifúndio." Recife comemorou com festas, pintou fachadas do casario tombado, para propaganda aos turistas, no aniversário da cidade. No Facebook, os habitantes em júbilo jorravam palavras de elogios para a bela foto que mostrava o casario refletido nas imundas águas do Capibaribe. Lembrei a elas que bem próximo dali vivia a miséria, ali vivia a fome e desde a sua fundação ali nada mudou. Severino de 1981 chegou a Recife e deu de cara com a favela, afundou os pés na lama, onde hoje temos a maior favela do mundo. Exatamente ali que as crianças mergulham para catar latas de alumínio para conseguir uns trocados para matar a fome, junto ao lamaçal. O município de Recife tem 403 áreas de pobreza, campeão nacional em número de favelas. Para cada 2,9 quilômetros quadrados, há uma favela. No programa Brasil sem Miséria, Dilma cobrou o empenho dos governadores e prefeitos para ajudar a achar os pobres que "se escondem dos olhos" do governo. Veja materia completa em CONTEXTO LIVRE, blog de Zcarlos.

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