sexta-feira, 15 de abril de 2011

MAR DE ARAL - "nem mel, nem porongo"

 Antes de 1930 havia um lago chamado Aral, a sua grandeza era de  690.000 km² e com uma profundidade que chegava em alguns pontos 45 metros. Era por todos chamado de mar. Mar de água doce, de um azul cobalto, alimentado pelos rios Sir Dária e Amu Dária. Ambos nascem no Planalto de Pamir também conhecido por  "telhado do mundo", na Ásia Central. Esta região com uma beleza incomparável, também chamada de   "montanhas celestiais".  Os dois rios  são conhecidos por "rios do paraiso". Não confundir com os dois rios que que servem de limite no Jardin do Éden, da mitologia cristã. Oriundos do derretimento de geleiras  das montanhas que chegam a 4500 metros de altura. A palavra "dária" significa "grande rio" ou simplesmente "mar". O Amu Dária é o maior rio da Ásia Central e o seu irmão Sir Dária está entre os 30 maiores rios do mundo. A força das águas vindas das montanhas originou o Mar de Aral.  O "mar deserto" fica entre o Cazaquistão e o Uzbequistão. Os dois países era beneficiados pelo mar que gerava emprego com a pesca, que era abundante. Ali navegavam grandes navios pesqueiros e havia a indústria do peixe.  O mar equilibrava o clima e amenizava os ventos siberianos e havia as quatro estações. A partir de 1930 os habitantes desenvolveram a cultura do algodão e fizeram canais que se iniciavam  nos rios. Os canais no caminho perdiam a água que se evaporava e se infiltrava no solo. Os produtos químicos usados na lavoura foram parar no Mar de Aral, provocando salinização e infiltrando no solo deixando as águas contaminadas. Morreram os peixes, morreram a fauna selvagem. O câncer elevou-se a nível de epidemia. O mar adoeceu e secou. No lugar da água existe areia e sal. Ainda existe na parte que era mais profunda água com muito sal. A cultura do algodão também definhou pelas terras contaminadas e pelo deserto. Em lugar de vento fresco há verões de quase 50° e invernos de menos 30° e sem data para acabar.Tempestades de areia também faz parte da região. Como diz o gaúcho: "nem mel, nem porongo". Expressão usada quando a erva-mate e o mel subiram de preço. O porongo é o mesmo que  cuia e o mel era colocado no mate para as mulheres e crianças. Aqui também temos rios e riachos agonizando... "nem mel, nem porongo".
Esta imagem foi tirada da Internet. Espero não estar infringindo qualquer direito, no momento solicitado devolverei.

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